quinta-feira, 8 de outubro de 2009

mais uma página

postagem de mais uma página do livro que NÃO foi escrito...

Parte I: Nós e eles

Quem sabe o príncipe virou um chato...

Uma mulher, como qualquer outro mamífero, nasce de uma mãe. Esta primeira relação que estabelece com o outro é uma relação de separação (Separar-se do corpo materno) que marcará definitivamente as relações da mulher com o seu próprio sexo e com o sexo oposto. Marcada pelas separações , a mulher buscará a não separação, a união. Para a mulher, a constituição da identidade significa unir-se a alguém, recuperando a mulher total que ela era quando era o corpo de sua mãe. A busca desta re-união com a totalidade, a mãe, a mãe-natureza coloca um sinal indelével no destino de cada mulher. Porém, traída pela mãe que a expeliu, ela não confiará mais em mulher alguma.
Os anos tornarão sua tormenta ainda maior – revoltada contra a natureza e suas leis, em especial, a da gravidade, buscará, então nos homens, a redenção para a “primeva” traição materna. Como por sua vez os homens, que também foram traídos pela mãe que o expeliu da situação confortável de serem alimentados sem nenhum esforço, buscarão uma mulher que o alimente pelo resto da vida. Mas passarão também a vida inteira assombrados pelo medo de perder a “provedora” e, por isso, tenderão a não confiar em mulher nenhuma. Para se defender deste medo básico, passarão a vida inteira traindo as mulheres, antes que elas, tais como sua mãe, os abandone.
Esta construção diferenciada e complementar entre o desejo masculino e o feminino determina que toda mulher passará a vida tentando achar um homem que não a traia, o Príncipe Encantado. Isto, por sua vez, acarretará um sem números de frustrações - já que os homens passarão a vida inteira atraindo-a para a trair.
Alguns leitores nos mandaram e-mails indignados dizendo que isto não é verdade, que não poderíamos generalizar e que eles mesmos eram prova viva de que existem homens que não traem. Ficamos, honestamente, preocupadas, afinal isto poderia pôr por terra todo o arcabouço teórico que embasou nossas pesquisas. Continuamos trocando e-mails com estes rapazes e , pelo bem da ciência, simulamos um genuíno interesse e a perspectiva de um encontro amoroso. Foi assim que conseguimos que 26 dos 28 correspondentes nos enviassem fotos. Apesar da inequívoca sensação de que nossa teoria estava se confirmando, pois estavamos diante de dezenas fotos que pareciam saídas do site pessoasfeias.com, não nos contentamos com uma primeira impressão e seguimos na investigação. Tudo em nome da ciência. Contratamos detetives. Em pouco tempo, conseguimos levantar a ficha médica. Por coincidência, 20 deles eram clientes do Boston Medical Group. Problemas de ereção. Os outros 6 eram casos diversos, mas nem mesmo a falta de dentes, a pouca envergadura dos membros, o excesso de bactérias nas axilas ou nos pés, a ficha psiquiatrica nos "mentirosos compulsivos" são capazes de ofuscar o brilho de nossas descobertas. Sim. Pode existir algum homem que não traia. É óbvio. Afinal, uma das leis universais é que toda regra tem sua exceção. A estes, dedicamos nosso livro.


dos tempos pré-O+*

Um comentário:

hellomotta disse...

to adorando isso aqui hoje =P