terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Tolerância zero

EUA reiteram que não assinam proibição de minas terrestres

A notícia acima decepcionou ativistas que esperavam que Obama, Nobel da Paz, afrouxasse a política de guerra de seus antecessores.
De minha parte, estranho bastante porque alguém cria ou participa de um movimento pela proibição das minas terrestres.
Estranho mesmo.
Não que eu seja favorável às minas terrestres. Não sou. Ao contrário. Mas também não sou favorável a misseis e bombardeios, tão pouco.
Meu estranhamento vem justamente daí. Não há dúvida que as minas são desumanas e continuam fazendo vítimas por anos e anos. Mas me pergunto o que não há de desumano numa cidade ser bombardeada e destruída ou então ocupada por exercitos estrangeiros que agridem e violentam os cidadãos.
Sintomaticamente, a campanha contra minas terrestres tomou vulto, ganhou prêmio Nobel da Paz e tem atraído famosos e bem intecionados de todo calibre, como o ex-Beatle mais rico e famoso, aquele da linha melódica incomparável.
Aqui no Brasil, o fato de Obama ter se recusado a assinar um acordo de não utilização das tais minas não gerou o mesmo alvoroço que no restante do mundo. Afinal, foi a campanha de Obama, se comprometendo com esta causa e outras que acabou faturando o Nobel da Paz.

Eu, que tenho muito pouca tolerância para certas coisas preferia que os ouvintes dos Beatles seguissem dizendo "give peace a chance" e não "façam a guerra, mas sem minas terrestres". Se bem, que o novo slogan os aproxima bem mais do Premio Nobel.... da PAZ!!!

O mundo é mesmo um lugar muito estranho...
E eu nem tô de mau-humor.

Um comentário:

hellomotta disse...

se tiver mina sobrando, pode pôr embaixo da minha cama!
hahah