segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Falta de foco

Bem. Se é para não ter foco, sou campeã. Ok. A idéia do artigo sobre o lugar do pai no incesto já começa a esmorecer. Sim, porque depois de fazer uma pesquisa sobre o assunto-tabu  me veio a seguinte questão paralizadora à mente: será que ainda existe alguma coisa que ainda não tenha sido escrita sobre incesto? Tá bom que ainda não comecei a pesquisa Bibliográfica propriamente dita.
Bem, talvez seja melhor focar mais, escolher um ou dois livros e escrever sobre eles, e daí para o geral. O que me parece mais interessante é o Lavoura Arcaica pois o pai estava presente e o incesto é conhecido pelos praticantes, ao contrário dos livros do Eça e Sofocles. Sim. Mas, mesmo neste caso, ampliar as leituras não é mal. Neste fim de semana comecei Totem e Tabu, viu Diego?, mas até onde fui não achei o lugar do pai. Achei uns lances sobre Neura muito legais e até dei uma passeada no "Homem dos Ratos", o caso tipico da Neurose Obsessiva e já desfoquei de novo...não tenho jeito. Fica até agora o fato científico: Incesto, em alguma de suas formas, é tabu em todas as sociedades conhecidas pelo homem. Dá pra pegar da leitura  a inferência de  que o processo civilizatório tem sido inseparavel da  criação regras de restrição sexual que estimulam a exogâmia.
De forma que imagino que a questão do pai deve ser mais esclarecida em textos sobre o processo civilizatório. E que é o que me interessa mesmo, pois o que me despertou foi o chamado ao pai. Será que Lacan é mais específico? =/os textos que li dele são chatézimos, tanto ou mais que uma entrevista do Caetano Veloso, só que mais hermético. Não consegui sobreviver às primeiras linhas.

Sigamos...

Um comentário:

Diego disse...

Por que você não parte do simples? Escreva um texto relatando o que te capturou em Lavoura Arcaica. E por quê. E como. Vai detalhando. Vai deixando o texto fluir, sem tentar direcioná-lo. Como se fosse um caderno de viagem, vai colocando as impressões em texto.