terça-feira, 13 de setembro de 2011

Preconceito nosso de cada dia

Existem dois tipos de preconceito. O das pessoas, classes, sistemas, instituições que usam o preconceito como forma de oprimir e dominar o outro. E o das pessoas comuns que introjetam estes valores sem perceber. Vou falar um pouco deste último.

De família gaúcha pouco acostumada ao convívio com negros até a geração passada, nunca deixei de ver um esgar, mesmo que involuntário, quando minha mãe comentava sobre alguma "pessoa de cor". E isto vale também para homossexuais.

Nunca aprovei e sempre lutei contra a assimilação destes valores... e já falhei nisso também. O que me consola é a convicção que este tipo de preconceito pode ser vencido com o amor e com o convívio. E é o que estou vendo acontecer...

A irmã de minha mãe veio do Sul para acompanhá-la numa cirurgia. Alguns programinhas domésticos em torno da TV foram inevitáveis. No fim de semana, a Caçula alugou um DVD que estava doida para ver, Patrick, a história de um casal gay que adota um adolescente problemático de 15 anos ao invés de um fofo bebê de 1,5. A história é bem mais que isso. Mas o importante é que apesar de um constrangimento inicial com as cenas de amor entre dois homens, tanto minha mãe, quanto minha tia adoraram o filme.
Ontem, quando cheguei em casa, encontrei a família toda reunida assistindo o Miss Universo e torcendo ardentemente pela vitória a Miss Angola, Leila Lopes, que era, indiscutivelmente, a mais bonita.
Minha vó nunca teria imaginado um dia assim...eu mesma, não reconheci a imagem que tinha de minha mãe e de minha tia. Teorizo aqui, então, que elas são capazes de mudar porque, para elas, o preconceito não é filho do ódio, apenas da obediencia.

Já o outro tipo de preconceito, o daqueles que ganham com isso, este não tem redenção.

13 comentários:

DPNN disse...

preconceito é um mecanismo de defesa do ser humano diante do desconhecido. Ele tem sua função biológica na preservação da espécie. Em geral, depois do contato, ele passa. Se não passa, aí não é mais preconceito, é burrice mesmo! Torci pela angolana. Não que ela fosse a mais bonita (de fato não era), mas tinha um carisma tão grande que ofuscavs as demais! Se fosse aquele concurso de antigamente, ela levaria o título de miss simpatia.

Lobo disse...

Não vi o concurso, mas acordei com todo mundo falando dele.

Realmente, o preconceito é um mecanismo de defesa bem primitivo (no sentido evolucionista), e se carregamos ele até hoje, senão que ao longo dos tempos nos deu um diferencial. Só que agora as coisas funcionam de forma diferente, o ambiente mudou. Evolutivamente possivelmente vai demorar bastante pra sumir como característica inata. Mas nas adaptações pessoais que fazemos no dia-a-dia, quem não se virar pra se livras disso vai começar a ser selecionado negativamente :p

Beijo o+*!

Edu disse...

Eu nem tenho preconceito contra os DPNN ou o Lobo. Sou tão bom, né? :-)

Fred disse...

Clap, clap, clap.
De pé.
Estamos mesmo sintonizados pois tb escrevi sobre a Miss hoje!!!
Bjz, chiquérrima do salmão!
Quero fotos!
Bjzzzzzzz!

Gato Van de Kamp disse...

Adorei as considerações... Vc nunca me decepciona.. As colocações são sempre certeiras...

Gato Van de Kamp disse...

kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk... N M. Asterisco, quis dizer que isso já escrevi... ahauhauahaua

Paulo Braccini - Bratz disse...

o q eu vou dizer depois deste primor do DPNN: "preconceito é um mecanismo de defesa do ser humano diante do desconhecido. Ele tem sua função biológica na preservação da espécie. Em geral, depois do contato, ele passa. Se não passa, aí não é mais preconceito, é burrice mesmo!"

bjão querida

Fred disse...

Fia, aprende comigo: o que não nos mata não nos faz mais gordo(a), nos faz é mais GOSTOSO(A)!!!!!!
Hahahahahahahaha! Bjzzzz!

Gato Van de Kamp disse...

Ahh.. Muito obrigado pelo esclarecimento claro como a água no post do Fred... Só errou nas motivações da minha preguiça... Não tenho preguiça de falar sobre o assunto, tenho preguiça de tentar abordar o assunto com o blogueiro em questão...

Fred disse...

Adorei o didatismo do teu comentário. Hehehehe! Só mesmo uma mulher pra colocar os pingos nos i's. Adoro. E chá parece ótimo. Bjz, minha diva!

Fred disse...

Chá das 5, marcado!
Bjs gaudérios!

Diego Rebouças disse...

Adorei isso de "Teorizo aqui, então, que elas são capazes de mudar porque, para elas, o preconceito não é filho do ódio, apenas da obediencia."

Fred disse...

Ah... mas nosso amor não é assim... caso comum... tu sabes... "o nosso amor a gente inventa"... hahahahahaha! Amoteasterisca!