terça-feira, 4 de outubro de 2011

Um conto chinês

Um casal de chineses num barco a remo conversa - pelo que se pode entender pelo brilho nos olhos de ambos, sobre amor. Quando o homem se vira para pegar um pequeno embrulho com um par de alianças, uma vaca cai do céu em cima da noiva e a mata. Assim mesmo, de forma absurda, que começa um conto chinês, filme argentino que assisti no domingo. Começo a pensar que o tal conto chinês é uma mistura de nonsense com "shit happens" mas continuo a ver o filme que agora se passa na Argentina, com o mais que charmoso Ricardo Darin no papel de um sistemático, obsessivo e solitário dono de uma loja de ferragens.

Aqui tenho que parar para fazer um grande parênteses e constatar que Ricardo Darín é meu ator favorito, e não só pelos seus belos olhos.
Para quem não lembra, segue uma listinha de filmes com ele, pelo menos, dos que já vi:

O filho da Noiva
















Abutres:


















Clube da Lua:



















E o irreparavel, o Segredo Dos Seus Olhos:




















Fechando o parênteses e retomando o filme, Roberto, um veterano da guerra das Malvinas segue uma rotina inabalável cultuando seus mortos, evitando as pessoas e colecionando histórias absurdas de jornais, até que um dia, enquanto tinha um dos seus momentos habituais de distração, assistindo pousos e decolagens de aviões, um chinês é jogado de um taxi ao seu lado.
O Chinês, Jun, não fala uma palavra de espanhol e acabou de ser roubado. Está à procura de um endereço tatuado no braço. Roberto o leva até lá. Descobrem que neste endereço já morou um chinês, mas não se tem mais notícias dele. Está montada a confusão. Roberto não quer a companhia de ninguém, mas não consegue se livrar do chinês. Não há nenhum idioma em comum entre os dois. Como, nestas circunstâncias tão adversas, o encontro se tornou possível?
No meio daquela rotina previsivel, Roberto tinha alimentado um desejo pensando estar alimentando uma desilusão. Foi no encontro do desejo de uma nova vida por Jun e de um sentido para a vida por Roberto, que foi possível que o desejo dos dois se realizasse pelas mãos do outro.

Um Conto Chinês me fez rir e me fez chorar. Adoro ir ao cinema, comer pipoca e ser feliz assim! 1 milhão de espectadores argentinos concordam comigo.

E é mesmo melhor falar em espanhol sobre o filme, por isso cou reproduzir a precisa microcrítica de Gonzalo Regueros, de http://www.qbinet.es/2011/07/04/un-cuento-chino/

Si lo que quieres ver es una peli de acción, una comedia romántica o una de terror no vayas a ver “Un cuento chino

Pero si quieres que te cuenten una bonita historia, mitad cuento, mitad real, que te mantenga pegado a tu asiento disfrutando de cada imagen y de cada diálogo, esta es tu película.

Una cinta ligera y entretenida o una parábola profunda sobre el miedo, las incertidumbres, las causalidades y casualidades de la vida, que en ambos casos te hace paladear la historia unos segundos antes de levantarte de la butaca cuando ha terminado la cinta.

Ricardo Darín es un mago de la interpretación que te hace compartir sus emociones. El tio que todos nos gustaría tener para compartir un mate y una conversación.

¿La historia?

Va de un argentino y un chino. El primero ayuda al segundo y como suele suceder, acaba recibiendo más que lo que da.

7 comentários:

Diego Rebouças disse...

Estou com a sensação de que o texto começou mas não acabou... alguém ainda está editando aí?

Diego Rebouças disse...

Resposta pra você lá.

Edu disse...

Poxa, deu vontade de assistir!! E com você do lado! :-)

Fred disse...

Achei de uma soUfisticação orgásmica essa dica. Certo que conferirei-lhe-a... hahaha! Bjzzzzzzzz, amore!

Lobo disse...

Acho que o Dieguito já tinha comentado algo sobre esse filme e eu disse que achei interessante... e até agora não tive tempo de assistir. =/

Beijo o+*!

Edu disse...

Que eu saiba a inspeção é só em SP por enquanto.

Fred disse...

Melhor então a gente tomar um chá de cogumelos, nzé? Alucina e tem baixa caloria... hahahaha! Bjzzz!