quarta-feira, 21 de novembro de 2012

Fogo de palha (ou sobre como é melhor ter parcerias)

Impulsiva pra caramba. Se por configuração do céu ou alguma outra obra do acaso, não sei dizer, mas o caso é que adoro novidades. Sou capaz de me jogar de cabeça, completamente apaixonada em diversos projetos, mas tenho uma imensa dificuldade de manter este entusiasmo, a motivação e a constância depois de algumas semanas. Se exigir disciplina e paciência então, a possibilidade de eu ir deixando de lado a nova idéia é quase 100%. Ao longo dos tempos, acabei aprendendo que o único antidoto que funciona contra a minha vontade de desistir é ter sócios, parceiros, companheiros e camaradas. Partilhar planos os tornam duradouros, fornecendo combustíveis de longo prazo.

Nem sempre consigo administrar minha vida social satisfatóriamente. Os últimos 16 anos foram tempos de retração entremeados com alguns episódios de ser o que sou, mais ou menos duradouros. As vezes, por algum mecanismo ainda indecifravel de defesa, acabo me afastando das pessoas e adotando um estilo - completamente insatisfatório - lobo solitário de ser.

Isso acontece aqui também. Mesmo sendo alguém irritante e que escreve posts desordenados, com títulos longos, bagunçando qualquer tentativa de arrumar a casa... prefiro ver minha parceira de saco cheio comigo do que longe. E nem adianta deixar eu sozinha para eu fazer o que quiser sem stress...Não tem graça. Então, nem tenha a esperança de eu retribuir a gentileza e deixar o blog só para a Hellomotta. Se tem gente em casa, eu apareço mais vezes, porque o que eu gosto mesmo é de casa cheia. Sozinha, eu nem estaria mais aqui...

4 comentários:

Paulo Roberto Figueiredo Braccini . Bratz disse...

Amiga! eu sou exatamente o oposto ... sou metódico, organizado, gosto de projetos, adoro amigos, não abro mão de meus sonhos e planos ... enfim ... rs ... o fato é q, tê-la aqui é sempre bom, mesmo q de qdo em vez o lobo solitário se recolha à sua caverna ...

obrigado pelo carinho por lá ...

bjão

hellomotta disse...

Por isso que a gente se entende tanto. Eu tenho essa mesma cabeça exploradora e facilmente enjoativa.
O que não é novo, me enjoa, perco o tesão (e nem seria errado dizer que esse foi o motivo de 80% dos meus términos).
A casa cheia, a novidade alheia, realmente, é tudo muito inspirador.
E que bom que você continua aqui, fazendo bagunça comigo! =]

Edu ardo disse...

Esta casa nunca estará vazia! A gente não deixa...

AD disse...

Casa muito cheia tb é um saco.