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quarta-feira, 30 de maio de 2012

Os Anos que passam


Para quem não sabe, ontem foi meu aniversário, mas não teve festa. Reuni uns amigos para tomar um chopp e preencher o vazio que ficou pelo término de um relacionamento que faria 1 ano no próximo dia dos namorados. Seis dias se passaram e, lógico, ainda não foi o suficiente para essa dor passar.
Uns dias doem mais, outros menos. Mas dói. Nuns eu choro mais, noutros menos. Mas choro.

Seis únicos dias nos quais eu já fiz coisas que não queria fazer, deixei de fazer outras que eu queria e para algumas coisas eu ainda não faço idéia se quero ou não fazer.
Seis dias que fingi rir enquanto chorava, e que respondia "Tá tudo ótimo" quando queria dizer "Tá tudo uma merda!".

Seis dias que estiveram cercados de outros 345. Filmes se passam. Coisas que não fazem sentido. O continuista responsável pelo filme da minha vida deveria ser imediatamente expulso da academia. Proibido definitivamente de exercer essa função novamente.

Mas também foram seis dias que percebi estar cercada de muita gente querida. Queridas e valiosas.
Uma mão que se estende de onde eu menos esperava.
Amigos que reapareceram para mostrar que 1 mês ou 1 ano longe não fazem a menor diferença em uma verdadeira amizade.

Eu acabei de fazer 28 anos, mas foram os 6 últimos dias que me alertaram para todo o aprendizado e maturidade que eu não imaginava ter. E que me fazem assumir o que eu sempre soube mas tentava esconder: escrever é terapia para os dias não tão felizes.

Ainda bem que eu tenho aqui meu espaço. Aqui é minha casa.
Vida que segue. E recomeça.

Bom retorno para mim.

f'[m]

segunda-feira, 18 de julho de 2011

Se ainda fossem de gelatina...

Eu sempre achei que não era ciumenta até que, né? Acontece!

Você tá lá, no meio da night, um cara chega na sua namorada! Você dá uma torcida de nariz, e segue em frente.
Uma menina seca sua namorada enquanto ela dança pra você. Você dá uma gargalhada a la Paola Bracho e vive a vida.
Mas aí lê um comentário de algo do passado e ploft: você vira o bicho! Quem? Por que? Quando? Como?

Detesto sentir ciúme. Detesto. É algo que me corrói tanto, mas tanto, que chega a me irritar. Acho que me incomoda saber que tô com ciúme, do que o ciúme em si.
Ciúme pra que, Fernanda? Pra que, me diz? Você nem sabe o que ou como é seu inimigo, e se realmente é um inimigo. Mas você já tá lá, se ardendo de raiva por dentro, por algo que você nem sabe o que realmente foi. Você é um Loser!
Tô aqui num séria sessão de auto-análise e concentração, tentando me explicar que o que foi, já foi. Eu eu até tô me explicando direitinho, o problema é o me entender.
Vá ser difícil assim na putaqueOpariu, hein!?

h'[m]

quarta-feira, 8 de junho de 2011

Cabo de Guerra

Eu acho que não comentei aqui, mas fui convidada, no mês passado, para mudar de setor, aqui na mesma unidade. A função não mudaria muito, apesar de eu considerar a área de planejamento e gestão muito mais complexa e saborosa que a de aquisição em si. Em todo o caso, a briga foi só de gente grande, e lógico, a minha opinião foi a que a menos importou.
Não que eu esteja triste por ter ido ou não pra outra área, o que me desestruturou por esses dias, é uma frase que eu me pego auto propagando todos os dias desde então: "nem todo mundo é seu amigo, Fernanda!". Eu sempre soube que existem pessoas e pessoas na vida. Mas saber que quebrei a cara me deprime, me humilha e me irrita.
Hoje em dia eu mal consigo olhar pra essa pessoa. Tô me sentindo o Pedro, de Insensato Coração. Altamente sabotada por um "brother". Cara, que sensação escrota! Eu fui sabotada por um brother!

Tá foda de digerir!

f'[m]