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quarta-feira, 30 de maio de 2012

Os Anos que passam


Para quem não sabe, ontem foi meu aniversário, mas não teve festa. Reuni uns amigos para tomar um chopp e preencher o vazio que ficou pelo término de um relacionamento que faria 1 ano no próximo dia dos namorados. Seis dias se passaram e, lógico, ainda não foi o suficiente para essa dor passar.
Uns dias doem mais, outros menos. Mas dói. Nuns eu choro mais, noutros menos. Mas choro.

Seis únicos dias nos quais eu já fiz coisas que não queria fazer, deixei de fazer outras que eu queria e para algumas coisas eu ainda não faço idéia se quero ou não fazer.
Seis dias que fingi rir enquanto chorava, e que respondia "Tá tudo ótimo" quando queria dizer "Tá tudo uma merda!".

Seis dias que estiveram cercados de outros 345. Filmes se passam. Coisas que não fazem sentido. O continuista responsável pelo filme da minha vida deveria ser imediatamente expulso da academia. Proibido definitivamente de exercer essa função novamente.

Mas também foram seis dias que percebi estar cercada de muita gente querida. Queridas e valiosas.
Uma mão que se estende de onde eu menos esperava.
Amigos que reapareceram para mostrar que 1 mês ou 1 ano longe não fazem a menor diferença em uma verdadeira amizade.

Eu acabei de fazer 28 anos, mas foram os 6 últimos dias que me alertaram para todo o aprendizado e maturidade que eu não imaginava ter. E que me fazem assumir o que eu sempre soube mas tentava esconder: escrever é terapia para os dias não tão felizes.

Ainda bem que eu tenho aqui meu espaço. Aqui é minha casa.
Vida que segue. E recomeça.

Bom retorno para mim.

f'[m]

quinta-feira, 17 de junho de 2010

A falta que nos afeta

Apresentei hoje meu trabalho sobre Distúbios do Sono. Quem me conhece e sabia desse projeto, sabia ou imaginava como essa pessoa que vos fala deveria estar: trêmula, gaga.
Só decidi o assunto na segunda e, desde então, não dormia direito.
Por mais estranho que possa parecer, eu sou uma pessoa absurdamente tímida. Aliás, era. Aliás, eu achava que era. Depois do sucesso da apresentação de hoje, percebi que nada devo temer. Apesar de um começo bem conturbado - agravado pelo furo do vídeo que não quis abrir - consegui me salvar ao longo e tudo correu bem.
Claro que eu não podia não atropelar algumas palavras afinal, se a p´ropria Fátima Bernardes pode se engasgar no JN - ela super se enrolou nesse minuto - por que eu não poderia?

Em todo o caso, tô superfeliz com o resultado, mesmo que alguém tenha se enrolado com a câmera e eu não podendo ver, efetivamente, o resultado. Agradeço à Lua pela ajuda na preparação do trabalho e, mais que isso, pelo incentivo e palavras de conforto. O Mesmo para a o+*.
É isso galere.

É o que temos pra hoje!
h'[m]

segunda-feira, 3 de maio de 2010

Entre sonho e realidade


Acordei dormindo, dormi acordando.
Fechei os olhos e vi conhecidos, roupas militares.
Um helicoptero verde-musgo, e a hélice girava nos dois sentidos como meu ventilador de teto.
Um parque aquático, com escadas rolantes e, numa altura equivalente ao 9º andar, uma corda de bungee jump.
Desse eu não pulo, tenho medo. Não da altura, mas do impacto da gravidade contra o meu corpo.
Quero voltar p'ro de antes, o uniforme militar, o céu e o paraquedas.
Seria esse compartimento um para-quedas?
Se não tiver um para, me traga uma queda. Me impulso, me solto. Não do bungee Jump.

O que me assusta na corda elástica não é a altura, afinal, meu maior medo tem menos de 1,70m e é algo que não consigo controlar.
O que me assusta é ter os pés atados. Amarrariam os pés mas prenderiam os pulmões. O ar não viria, bem como a sensação de liberdade.
Apesar de amarrar e prender serem verbos que não combinam com geminianos como eu, estou presa agora, confesso.
Me prendi nos cabelos compridos, naquele sorriso de deixar qualquer um sem fôlego.
Mas meu fôlego - quanta ironia! - se encontra na boca do mesmo sorriso. No cheiro do mesmo pescoço.
E se tudo é contraditório e meu medo me afasta do fôlego, difícil é decidir entre viver sufocada, ou sufocar aliviada.

Preciso falar! Preciso falar! Preciso falar!

h'[m]

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

Que rei sou eu

Ao contrário da O+*, eu não sou uma superheroína com identidade secreta.
Metade dos leitores daqui sabe da minha existência, já me viu e até já me tocou. Tenho 25 anos, de tamanho GG, beirando os 1,76m por 70 e alguns kilos, bem acima da média do brasileiro.
Não posso dizer que sou frangote, porque os kilos citados acima variam - geralmente pra um pouco a mais - dependendo da minha atividade física. Quais? Pergunta difícil. Como boa geminiana, intercalo altos e baixos, esportes e movimentos de todos os tipos. Já fui tenista, marombeira, futebolista, nadadora... Agora, fico só no futebol 2 vezes por semana e academia alguns minutos por dias - sem contar as 2 ultimas semanas, que tô afastada por uma maldita torção na musculatura próxima a cervical, dorsal, ou algo do tipo.

Enfim, todo todo lenga-lenga acima foi só pra dizer que sou um mulherão - no sentido denotativo da palavra - tecnicamente ativa e saudável, e que hoje de manhã, todo esse conteúdo ficou desmilinguido perante um inseto. Comofás?
Bem na hora do meu sagrado banho matinal, uma maldita barata de 3 metros me apareceu no banheiro. Olhei pra ela, ela me olhou. Bem no estilo Kafka. Recoloquei minha roupa, sai de fininho e comecei a chamar o Motta pai.
Eu só sabia falar pra minha avó: "Olha o meu tamanho pro dela, vó. E olha o que ela faz comigo!", e ela, que completou 81 anos ontem, só sabia fazer rir e mandar enxotar a bicha pra lá. Gente, eu mandei ela sair umas 15 vezes e ela não me ouviu. Denovo: Comofás?
Quinze minutos se passaram até meu pai me atender e falar: "Você deve estar de sacanagem, né?". O pior é que não, Motta, eu realmente estava com pavor daquele bicho.
Perdi meu reinado por uma barata. Logo eu, que me considerava muito mais macho que muito homem...

Depois de uns 27 minutos, praticamente contados no relógio, de toda aquela correria de avó e pai atrás do bicho no banheiro, ela saiu pela janela. Respirei, contei até 10 e fui encarar o banho.
Lógico que não sou burra, e mantive os olhos bem abertos e a boca e as pernas bem fechadas. Afinal, não seria nada legal a barata reaparecer e entrar em algum buraco indevido. Certo?

h'[m]