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segunda-feira, 5 de abril de 2010

Substituível? Não, Eu!

Uma das primeiras frases que ouvi no dia é: "Eu não sou insubstituível". Meu mundo parou. Não, não falaram isso referente a minha pessoa, disseram sobre si. Meu mundo parou simplesmente por não entender: como alguém se acha substituível?
Eu não sou substituível. Me recuso a pensar assim. Posso não ser o amor da vida de alguém, o melhor amigo eterno, ou ainda o único comprador do mundo. Mas eu sou aquele amigo, sou a filha. Substituível, pra mim é aquilo que se não existesse, não faria falta ou, um mínimo dispêndio no mundo. Não me vejo assim.
Sei que sou lembrada por diversas pessoas em um único dia. Sei que a alegria dos meus pais e alguns amigos se reduziria a metade caso a minha não fosse completa.
Sobre os pais, ontem ouvi uma frase no Six Feet Under que me trancou o glote.

"Se você perde um conjugue, você é chamado de viúvo ou viúva. Se você for criança e perder os pais, você é um orfão. Mas que palavra descreve o pai ou a mãe que perdeu um filho? Acho que é terrível demais até pra se dar um nome."

Resolvi colocar essa frase pra reflexão.
Sempre achei pai e mãe nosso elo pra vida. Aquilo que justifica nossa existência.
Nunca consegui descobri o significado da vida, pra quê, porquê estamos aqui. Mas sei que alguém no mundo deseja tanto a minha existência, que a faz valer a pena.
Acho que eu enlouqueceria se pensasse que estou vivendo como coadjuvante.

E se algum dia você se questionar sobre a vida, seja insubstituível. Apenas deseje a vida de alguém, e a torne insubstituível.

terça-feira, 30 de março de 2010

Tá me achando com cara de idiota?

Não faça perguntas se você não tem plena certeza de querer ouvir a resposta!


sexta-feira, 5 de março de 2010

Depois da Chuva

O Sol. Ele apareceu e meu bom humor veio de brinde. Depois de dias de chuva, o céu apareceu lindo, limpo e super convidativo pra uma viagem. O trabalho tá bombando e, depois dos dias de revolta, tá super produtivo.
Dos males o menos pior. Na pausa pra fumaça rolou até um papo descontraído sobre o assunto e, pasmem, a futura chefe me defendeu. Oi?
Tá, ela é mulher e mãe, né? Sabe que por mais que a gente seja independente e que a nem more mais com nossas respectivas, elas não precisam saber de determinadas coisas. Existe aquela mentirinha ou omissãozinha pro bem delas. E se faz bem, que mal tem?

Pra variar, me veio Dexter na cabeça e, se eu sou o Dex, ela é o Doakes ou a Maria? O importante é que Sargento ela já tá quase, então, o lance é encarar o espírito de equipe e acreditar que a Baia de Guanabara vai dar um gás pra gente respirar.

Ontem vi dois episódios de Dexter. Aliás, vi um inteiro e dois meios. Uma metade que faltava do 6ºEP, o 7º e metade do 8º. Tenho andado tão cansada que não tem dado pra ver muita coisa. A meta é terminar a 2ª temporada ainda essa semana e, na próxima, passar pro Six Feet Under.
Será que, alguma vez na vida, vou conseguir seguir um roteiro? Just wait and see.

Notas de rodapé:
- Último dia da Naty e eu tô emocionalmente bem.
- As cenas calientes de Dexter ontem foram sensacionais!
- Definitivamente, não gosto de mulher magra.
- Não sei se caso ou se compro uma bicicleta! Se viajo ou se vou pro show da bochecha.
- Definitivamente, tô precisando namorandear.

Sem mais.
h'[m]

quinta-feira, 4 de março de 2010

No Blood, No Trabajo

Como todo mundo sabe - pelo msn, ou twitter - estou aficionada em Dexter. Fiquei interessada desde que a Tati falou ser um dos seus favoritos. Vi a 1ª temporada na última semana de férias, e, na segunda-feira, comecei a 2ª.
Curioso como, quanto mais eu vejo, mais eu me identifico com ele, e percebo como, no fundo, a gente realmente tem anjos e demônios dentro de nós. Lógico que não me identifico com ele no desejo de matar, de ver sangue escorrendo - se bem que ultimamente eu tenho tido mais sangue nos olhos do que já tive em toda a minha vida - mas me identifico em algumas pseudo-dúvidas sobre seu próprio sentimento.
O que me fascina no Dexter é que, além de lindo, ele é absurdamente inteligente. E eu já cansei de falar aqui o quanto me atraio por gente inteligente, né? Esconder o que se é de verdade é uma arte que ele domina como poucos, e que eu, sinceramente, tô precisando aprender.

Informação útil ou inútil, depende do ponto de vista, é que o Michael Hall, ator que fez o personagem título, teve câncer, mas tudo indica que o seu tratamento foi um sucesso. Além da atuação impecável do cara - que até nos momentos que tem que ficar sem expressão, ele consegue ser perfeito - ganhou minha admiração por mais esse feito: lutar e vencer.
Outro dia eu sonhei que encontrava com ele, com o Michael, não o Dexter, e fazia zilhões de perguntas comparando a realidade de um e de outro. O que me assustou no sonho, foi a quantidade de perguntas sobre "como fingir ser o que não é".
Será que, de alguma forma, eu tenho no meu subconsciente que eu preciso ser quem não sou?
Pior que, quando acordo, eu tento rever todos os pontos em que não gosto de mim, e, se me perguntassem o que eu gostaria de mudar, eu diria: nada.
Será que meu subconsciente tem uma intenção diferente do meu consciente?

Não tô afim de filosofar hoje. O post foi só pra dizer que se eu não tivesse visto 3 episódios e meio de Dexter ontem, certamente, eu estaria ainda mais cheia de sangue nos olhos nesse momento, e a reunião que durou 4 horas, teria durado 5 ou 6. Tô cheia de pergunta maquiavélica na cabeça. Auto ironia a toda prova.

Ah! Tô meio rebelde hoje, querendo fazer justiça com minhas próprias mãos. Preciso aprender com o Dex.

Calma. Quero aprender a não transparecer o que eu tô sentindo. Não quero matar ninguém... [por enquanto! hahaha]

Vou almoçar que, assim como ele, como por terapia.
h'[m]