quarta-feira, 23 de março de 2011

Incêndios

Uma amiga recomendou dizendo que foi um dos melhores filmes que ela já viu e que eu iria adorar. Fui conferir na hora.
Saí do cinema aturdida mas sem a sensação de embasbacamento que sucedem aos meus filmes favoritos. Acontece que fiquei intrigada. Pois o que assisti, certamente, foi uma obra de referência. Fiquei com dúvidas sobre umas duas ou três coisas que ou não prestei atenção ou ficaram obscuras no roteiro. Na dúvida, eu sempre investigo e nesta busca cheguei num estudo sobre a peça que deu origem ao filme (Wajdi Mouawad, Incendies).
Pelo que vi, a peça como o filme tem como ponto de partida a leitura do testamento de Nawal Marwan, no qual ela deixa uma tarefa aos seus filhos gêmeos (Jeanne e Simon); irem ao Oriente Médio entregarem uma carta ao seu pai e ao seu irmão, cujas existências eram desconhecidas até então. O desenvolvimento do filme, alternando flasbacks, é a descoberta da trajetória de uma mulher cujo destino se imbrincou com o desenrolar de uma guerra civil/religiosa no seu país de origem e - como em toda tragédia que se preze - o encontro de si mesmos. Porém o filme deixa algumas questões com uma amarração meio forçada, perdendo dramaticidade, o que parece que não acontece com a peça. Como não achei traduzido para o português, já encomendei Scorched , que deverá chegar em 7 semanas. Espero que quando chegue eu ainda esteja empolgada para ler e contar como foi. Até lá, eu fico por aqui no post antes que eu conte o final e corra o risco de ser assassinada pela Hellozangiefmotta ;-)


terça-feira, 22 de março de 2011

Inerte

Você já sentiu, alguma vez, ter perdido sua identidade¹?

De uns tempos pra cá tenho me sentido meio assim: vazia. Mas nem parece a falta de alguma coisa, alguma pessoa. E sim a falta de mim mesma.
Achei que pudesse ter me escondido por debaixo dos processos no trabalho. Procurei durante alguns dias antes de sair de férias, mas não encontrei.
Realmente, está é a vez em que estou de férias mais desligada do trabalho. Em compensação, nunca estive tão desligada de tudo. Achei que estivesse meio atordoada no ponto laranja, mas tive dificuldade de me encontrar ao sair de lá.
Como deixei isso acontecer? Em que momento esse bolo desandou?

Eu não lembro mais dos meus gostos, o meu gosto.
Ficou tudo meio amontoado, misturado. Ficou tudo um mar de coisas sem graça.
Sei que não estou no meu inferno astral, o que geralmente acontece só lá pro final de Abril, mas sinto como se algo me puxasse sempre pra baixo.
Acredito que tudo isso tenha sido fruto de algumas conversas que fugiram do controle ou simplesmente inesperadas.
Algumas palavras brotam de onde não deveriam, surgem da forma que não esperamos e sobra apenas aquela fisionomia de quem não acredita no que ouve ou vê.

O meu status atual é "atônita". Estou ausente do mundo, ausente da vida, ausente de mim. Sem ter a menor noção do que fazer. De que passo dar ou qual direção seguir. E enquanto eu não tiver uma atitude meio "menino Zangief"², a vida segue sem rumo, decepção atrás de decepção.
E espero que alguma atitude chegue logo.

Definitivamente: "Só amor, não basta!"




¹ Sem considerar piadinhas com roubo/perda/furto de CPF, CNH e afins.
² Referente ao vídeo mais comentado do mês.

sábado, 12 de março de 2011

Resolução de Carnaval:

http://www.youtube.com/watch?v=EHL5zO80mlg

Há quem diga que eu dormi de touca

Que eu perdi a boca, que eu fugi da briga
Que eu caí do galho e que não vi saída
Que eu morri de medo quando o pau quebrou

Há quem diga que eu não sei de nada
Que eu não sou de nada e não peço desculpas
Que eu não tenho culpa, mas que eu dei bobeira
E que Durango Kid quase me pegou

Eu, por mim, queria isso e aquilo
Um quilo mais daquilo, um grilo menos disso
É disso que eu preciso ou não é nada disso
Eu quero todo mundo nesse carnaval...

Eu quero é botar meu bloco na rua
Brincar, botar pra gemer
Eu quero é botar meu bloco na rua
Gingar, pra dar e vender


Entenderam? Sim, é isso mesmo. Quero montar um bloco para o Carnaval 2012 e chamar todos vocês para participarem. PESSOAS E IDÉIAS SÃO BENVIDAS.

bjs

terça-feira, 1 de março de 2011

ADorei

Cheguei de sopetão em Aracaju e minha primeira impressão foi marcada por ter um Caju particular para me buscar no aeroporto e me instalar.

Pouco depois, o encontro com AD. Que gargalhada! Que abraço! Ele tem razão, as fotos não o fazem justiça. Nem de longe, mostram o jeitão relaxado e alegre. AD rulez!....e seu nome é mais que uma lenda, domina absoluto os reinos Serigy!

Se eu fosse tentar encontrar uma frase que definisse estes belos, gentis e saudáveis jovens seria que são para casar!

Não sei se foi por causa deles, mas senti Aracaju como uma cidade organizada, tranquila, acolhedora e com um ar de quem se prepara para o futuro. Uma cidade para morar e ter qualidade de vida.

Foram poucos dias que passei para testar se esta impressão se manteria. Mas é fato que pouco vi que lembrasse a imagem que se faz do Nordeste, paradisíaco e cheio de contrastes sociais. Talvez sejam as aguas escuras do Rio Sergipe que desembocam no mar que tiraram a cidade do roteiro tradicional do turismo explorador e preservaram esta terra da confusão, mas mesmo sem águas verdes cristalinas, sua praia de dezenas de quilometros de areia dura e horizontes amplos são perfeitas para uma caminhada.

A comida com bastante aipim, carne de sol, queijo coalho deu a esta cidade tão cheia de prédios modernos, um jeito de interior. Mas mais que isso, depertou a cangaceira que existe em mim.

Foi com as energias recarregadas que saímos para uma caminhada e nos deparamos - na Orla da 13 de julho - com o comércio ilegal de trechos das propriedades do Cesto de Caju.

Proonto! Recuperamos o Blog e demos aos malfeitores o seu destino devido.

Afinal, quando se trata de um trio tão competente e alimentado com cuscuz, Missão dada é missão cumprida.











Obrigada, Diógenes e Adeilson! Espero vê-los em breve. Um beijo!