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quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

O poema interminado



E fazendo aquela limpa no Desktop, achei um poema que ficou pra depois.

Não é sobre jeito que você faz o café
ou sobre como você me puxa ao deitar.
Não é sobre como você acende o cigarro
nem sobre como você ri vendo tevê.

Não é por você estar sempre linda,
nem por você conquistar tudo com um olhar.
Não é pelo beijo que me derrete,
nem por ajeitar o meu cabelo com a ponta dos dedos.


É sobre esse sorriso festivo
que carrego desde a primeira vez que te vi
É pelo aperto que dá
toda vez que você precisa partir.

Não é sobre os seus olhos que brilham,
nem pelo short branco que voce tanto gosta.

(era pra ter sido continuado.)


Sem título e sem fim, o documento é datado de 26 de agosto. Hoje, 115 dias depois, nem se trataria mais sobre vícios e apegos, mas apenas sobre lembranças. Não seria mais sobre o porquê de querer namorar com ela, mas sim sobre o porquê de não conseguir esquecer.


h'[m]

terça-feira, 13 de novembro de 2012

Retorno, de novo!

Esse final de semana me prometi voltar a escrever. Não porque tenha alguma coisa a acrescentar, ou porquê tenha pessoas pra alfinetar. Mas sim porque recebi um puta elogio - no trabalho - sobre a facilidade que tenho de combinar palavras no papel, me fazendo lembrar o quanto escrever me conforta.
Na verdade, acho que não quero explicar o porquê decidi voltar, mas sim, simplesmente voltar. Exatos 111 dias depois do meu último post, muita coisa aconteceu.

Ainda não encontrei minha nova cara-metade. Ainda me pego sofrendo o término do meu último relacionamento. Ainda tenho o mesmo emprego, os mesmos amigos (que bom!).

MAS... consegui me desfazer de 16 indesejados kilos com muito esforço (talvez pelo fato de que jantar em casa nunca teve o mesmo gosto), reaprendi a fazer mais coisas por mim (talvez pelo fato de ter estado um pouco mais só), percebi que pessoas ainda caem aos meus pés com maior facilidade do que eu costumo acreditar (talvez até mesmo pelo fato de ter passado a cuidar mais de mim) e estou sendo bastante reconhecida no trabalho, tendo a chance de participar de vários projetos legais ( talvez pelo fato de ter voltado a focar no trabalho).

Miami Beach at Collins
Foquei minha dor em viagens, esportes, amigos e cultura. Conheci a noite gay de Mendoza, fiz trilha no Aconcágua, compras em NY e mergulho em Miami.Voltei a jogar Tenis e à academia, comecei a fazer corrida de rua e tomei gosto. Fui a mais de 30 festas, comemorações, encontros e reencontros. Já li "O prisioneiro do Céu", "50 tons de Cinza", "Viagens", comecei a ler "Um dia" e "50 tons mais escuros", mas parei para ler "A Sombra do Vento".

Já vi aquela que penso ser amor por algumas vezes. Em algumas demonstrei afeto. Em outras fiz a linha amiga, mas, como nada disso funcionou, agora, apenas consigo demonstrar indiferença.

E assim se passaram seis meses. Não sei se consegui - nem se quero - resumir esses últimos. Com o tempo as coisas se ajeitam.
Enquanto isso, vou me reacostumando com essa casa antiga. Sacodindo as almofadas e tirndo um pouco da poeira. Passando uma água nos lençois e no chão da sala.
Mas primeiro eu vou descansar, jogar os pés no sofá e decidir: "por onde começar?"


;]
h'[m]

terça-feira, 22 de março de 2011

Inerte

Você já sentiu, alguma vez, ter perdido sua identidade¹?

De uns tempos pra cá tenho me sentido meio assim: vazia. Mas nem parece a falta de alguma coisa, alguma pessoa. E sim a falta de mim mesma.
Achei que pudesse ter me escondido por debaixo dos processos no trabalho. Procurei durante alguns dias antes de sair de férias, mas não encontrei.
Realmente, está é a vez em que estou de férias mais desligada do trabalho. Em compensação, nunca estive tão desligada de tudo. Achei que estivesse meio atordoada no ponto laranja, mas tive dificuldade de me encontrar ao sair de lá.
Como deixei isso acontecer? Em que momento esse bolo desandou?

Eu não lembro mais dos meus gostos, o meu gosto.
Ficou tudo meio amontoado, misturado. Ficou tudo um mar de coisas sem graça.
Sei que não estou no meu inferno astral, o que geralmente acontece só lá pro final de Abril, mas sinto como se algo me puxasse sempre pra baixo.
Acredito que tudo isso tenha sido fruto de algumas conversas que fugiram do controle ou simplesmente inesperadas.
Algumas palavras brotam de onde não deveriam, surgem da forma que não esperamos e sobra apenas aquela fisionomia de quem não acredita no que ouve ou vê.

O meu status atual é "atônita". Estou ausente do mundo, ausente da vida, ausente de mim. Sem ter a menor noção do que fazer. De que passo dar ou qual direção seguir. E enquanto eu não tiver uma atitude meio "menino Zangief"², a vida segue sem rumo, decepção atrás de decepção.
E espero que alguma atitude chegue logo.

Definitivamente: "Só amor, não basta!"




¹ Sem considerar piadinhas com roubo/perda/furto de CPF, CNH e afins.
² Referente ao vídeo mais comentado do mês.

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Nostálgico

Recebi um scrap do Over, quer dizer, Daniel, que super me fez dar gargalhadas as 5 da manhã. Sei que não teria graça pra vocês, amigos leitores, mas eu preciso comprartilhar o endereço do meu primeiro blog comunitário.
Eu, sinceramente, nem me lembrava dele. Mas morri de rir com as teses que cismávamos escrever, achando que alguém acharia interessante. Curioso mesmo é ver que o tempo passa, as pessoas vão, algumas voltam. Mas o que é você, permanece. Eu sou palavras, eu sou a escrita. E, quase 8 anos depois, cá estou eu, em outro endereço, mas ainda com a escrita no dia-a-dia.

Nota de rodapé: Vale lembrar que as 5 horas eu estava tentando ir dormir, até me pilharem de levantar as 6 e pegar carona com a Zizi. Passei na roleta as 7:06. Acho que faz mais de 5 meses que eu não chego nem perto desse horário.
No mais, virada e sem sono. Só não sei até quando.

bjomeliga
h'[m]

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Pergunta que dói

Minha amiga milico sempre me pega pelo calcanhar de aquiles. A última dela aconteceu ontem, no carro, enquanto eu a levava pra base.
- Fê, mas e aí. Você tá feliz?
- Se eu tô feliz, ué. Tô normal, por que?
- Não. Você tá feliz na sua vida?
- Ih, Thais, sei lá. Não tô indo muito bem no trabalho, não tô namorando, tô meio desanimada na facul e tô me estressando direto em casa... É, acho que não.

Eu não tinha reparado que meus 4 apoios não estão indo nada bem, e minha felicidade e bom humor devem ser só pelo costume habitual. Na hora bateu uma certa nostalgia, como agora. Percebi que essa agenda superlotada do último mês nada mais é do que uma maneira de fugir de todo e qualquer problema que me apareça na frente. Até do meu armário tô fugindo.
O que me anima é que consegui marcar férias pra Janeiro.
Em todo o caso, a gente lota a agenda de novo. E vâmo que vâmo.