domingo, 31 de janeiro de 2010

Nessa nossa estrada

só vai ter belas praias e cachoeiras...
Sabe...diz pra mim que não precisa deixar de ser assim.
Olha e vê, então, que tudo sempre esteve ali, ao alcance da mão.
E tava eu no meio de uma disputa entre os listrados preto e amarelo e os listrados preto e azul... E nem era mais intrusa.
Não sabia que os peixes participam do campeonato gaúcho de futebol: Bajé contra Grêmio?
Ahhh não!!! Os gaúchos da Ilha Grande torcem pro Inter.
Não esquece de voltar lá pra almoçar.
E, depois, tirar o sal na força da água doce.
Melhor que isso, só vir dirigindo pra casa e não atrasar pra trabalhar na segunda.
Não é o azul de Arraial. É diferente do mais belo. Mas ainda é de uma beleza descomunal. 
Sim...aquela água da Ilha fica tanto tempo refletindo a mata que acho que ela também pensa que é mata. E fica assim, densa e verde, cheia de sissios e jardins. É um mar que te acolhe e envolve malemolente e misteriosamente verde, muito verde.
Haha...e dá pra voltar sempre.
Beijomebeliscacomoosargentinho.

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Tiras Nacionais

Tiras Nacionais

Anotações sobre leitura (3), Os Maias (1)

Deixei um pouco Freud de lado e voltei para Eça. Poucas páginas e já estou cativada. Confesso que pulo alguns parágrafos com excessivos detalhes na descrição de aposentos ou paisagens. Afinal, eu viajo principalmente porque quero ir a algum lugar e não só pelo prazer de me deixar levar.
O que destaco neste início de leitura é a dicotomia, linha materna versus linha paterna, na educação. A tristeza de Afonso com a educação excessivamente maternal que recebe Pedro, e que o tornou 'mole'* copiar o trecho*. Afonso é adepto da água fria. Sua esposa, das rezas. Pedro, educado pelo gosto da mãe, sai meio covarde, meio fraco e meio devasso e escolhe uma esposa, a mais luxuriosa, bela e nada reta Maria. 
A equação da tragédia foi montada.
Maria abandona Pedro, fugindo com um principe italiano impetuoso e galante que estava hospedado em sua casa (vamos combinar que até eu que sou meio careta sofreria enorme tentação...). Foge levando Maria Eduarda, sua filha amantíssima e inseparável. Pedro, desmoronado e devastado, volta para o pai.  Ao conhecer seu neto, Carlos Eduardo, a vida de Afonso se ilumina. O amor é mesmo lindo. Já sabemos pelo primeiro capítulo que Carlos Eduardo virou médico  e é um neto dedicado ao avô. Então, é possível imaginar que o avô vai conseguir realizar no neto o projeto de educação saudável que lhe foi negado dar ao filho.  Esta esperança é forte o suficiente para criar um vínculo imediato entre avô e neto, tornando a tragédia que se abateu sobre a honra da família irrelevante para Afonso. Carlos Eduardo se inscreveu no desejo de Afonso duma forma que não teria sido possível se Maria Eduarda, a avó paterna, ou Maria Monforte, a mãe, estivessem presentes. Com o caminho livre dos abraços, seduções e ladainhas femininas, Afonso vai, enfim, poder criar um homem de verdade. Mas e Pedro? Qual o papel que o pai biológoco vai ocupar nesta equação?

(continua...)

Deixa de ser besta, porque hoje é sexta



Me: Demorei 42 anos para encontrar o tom de cabelo e pele certos. Só não podia imaginar que isso tinha poderes mágicos.

Myself: Sem essa de elocubrações esotéricas... A  sensação de bem-estar em relação a isto é proveniente da economia de energia psiquíca gasta pensando se daqui a 15 dias a cor seria castanha ou vermelha.

I: Também não precisa pegar pesado... deixa me viajar e fluir, não vê que isso faz me feliz?

Me: Isto mesmo...Estou me sentindo bem e com vontade de escrever coisas saborosas, de dividir, como canta a Gadu e escreve a Hellokitty.

Myself: Tá. Tudo bem...entendo. Só estava tentando mostrar que há um ganho objetivo na situação. Quando se tem que pintar o cabelo de 15 em 15 dias, não ter que pensar mais em qual será a próxima tintura é realmente um benefício e economiza horas de pensamento.

Me: Tem razão. Lembra que no fim de 2009 fiquei meses pensando em como ia conseguir clarear os cabelos que estavam tingidos de escuro e conseguir manter o clareamento cobrindo os brancos?

I: Lembro sim, tadinha... E quando desistia da idéia e resolvia aloprar e pintar tudo de vermelho?

Me: Hahahaha Sorte que a esta inspiração assim como vinha, ia... Imagina como eu ficaria queimada de praia e com o cabelo vermelho??? Ia parecer um mascote do Flamengo!

I: E ia estar pronta pra ir pra torcida uhuuuuuu

Myself: Então não foi tempo perdido, já que o cabelo chegou na cor desejada. Qual é mesmo a próxima pendência? ...Ah sim.. E esta idéia de frequentar a praia mais assiduamente é pra valer mesmo?

Me: Eu bem gostaria que fosse... todo aquele horizonte  e o barulho do mar me deixam tão leve... chego a desconfiar que sou filha de alguma entidade do mar. Se bem que também amo cachoeiras. Ufa! Quem será o meu Orixá?

Myself: Não começa!

I: Mas ficar na cama sem hora pra acordar é bom demais. Melhor que isso, só acompanhada...ui...que saudade hmmmm....

Myself: Então, mais um motivo. Além dos ganhos em saúde e auto-estima, não se pode ficar em casa para conhecer alguém...

I: Nem me diga! Da última vez que esperei o amor bater em minha porta, casei com um maluco que me atazana até hoje....coitada de mim

Myself: Bem feito! Quem mandou ficar fazendo pedidos para a Lua!?!

I: É mesmo!! Só se pode usar deliveries quando existe um SAC para reclamações. Já viu alguém colocar a Lua no Procom?

Me:  Não é culpa da Lua! Eu que não soube pedir direito! E depois, eu tenho a caçula...

I: Que me dá muita dor de cabeça porque tem a tal da ausência do pai..=/

Myself:  A caçula também precisa de pegar sol e fazer exercícios. Fato.

I and Me: Me aguarde, o fim de semana está apenas começando...;]

O+*

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Não anotações sobre leitura (1)

Tá dificil avançar em Totem e Tabu. A cada novo hábito esquisito de culturas diferentes que é descrito, eu acabo me lembrando que odiava Antropologia na faculdade de Ciências Sociais.
Não que este enfoque que o homônimo homófono mais famoso do nosso sapinho esteja dando me incomode. Ao contrário, era para tentar justamente encontrar aspectos universais e outros conflitantes, e, assim, na comparação das culturas, observando a formação de determinadas formas de comportamento, que permitissem compreender melhor quem somos, que eu me interessei em ingressar no curso.
O que me irritou, aliás, me enjoou, na Antropologia moderna é a sua ênfase na falta de relevância, assim...bastaria um método de descrever que tente olhar a manifestação cultural em questão adotando um ponto de vista o menos comparativo possível  para se constituir um saber antropológico.  Não parece tão ruim, né? Não seria mesmo, se por trás disso não houvesse uma grande discriminação com as questões-macro, e que, convenhamos, serve bastante às  agências internacionais de fomento que são as que acabam definindo as linhas de pesquisa. E, assim, temos uma academia que paira acima dos problemas sociais e humanos. Dos tempos desta faculdade, me restaram amigos e tenho um, muito querido, que tem bolsa de doutorado para escrever sua tese sobre uma praia de nudismo específica. Nada mais antropológico e muderno.
Mas parece que houve um tempo em que pesquisar outras culturas servia para descobrir como determinados comportamentos se inseriram em nosso cotidiano. A ciência não tinha vergonha de dizer que servia para nos conhecermos melhor. A descoberta da lei do incesto como instauradora da cultura é absolutamente genial. E é isto que me irrita, o desperdício de sinapses...porque não posso acreditar, dentro de minha herança iluminista, que já  não haja mais nada a ser descoberto sobre os humanos. Mas, enfim...nas páginas que tenho coberto antes de meus olhos se fecharem e meus pensamentos se dissolverem num fluxo nada cartesiano, o que tenho visto é a questão da formação e da função psíquica da idéias obsessivas, dos rituais neuróticos, em comparação com o tabu das sociedades primitivas. Acontece que eu, nada ritualizada e com extrema dificuldade em repetir padrões, não tenho me identificado muito e meu interesse na leitura está com poucos decibéis...
Mas, estamos seguindo...

Arrumando a casa

Ontem recebi flores. Como pedido de desculpas da moça que quase me agrediu por eu ter dito que não proibia a caçula de ver o BBB. Ela pediu desculpas e eu desculpei. Mas ela só pediu desculpas porque, mesmo tendo calado na hora (porcausadaminhaeducaçãoantibarraco), eu telefonei depois e marquei minha posição. Agradeci as flores por SMS, no qual escrevi que ela tinha ultrapassado um limite e eu o tinha colocado no lugar. Simples assim.
Na semana que passa, a balança já começa a acusar a busca de novos contornos para a minha figura. Deixei de carregar dois quilos. São dois quilos que pesavam sobre minha espinha, que a obrigavam a envergar.
Não sei quantas vezes vou perder o equilibrio ao tropeçar em pedras que sei que estão 15 quilos á frente, nem quantas vezes vou me trapacear. Mas já sei que  que estou indo para encontrar  limites mais definidos, em corpo e espírito, e é justamente por isso que não vou engolir tudo o que me servem.

bjomeescreve
o+*

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

À espera do Lobo Mau

Falta menos de 24 horas pra eu pegar o meu próprio carro. A sensação é indescritível: eu lembro do primeiro dia que entrei na empresa, dos parabéns que recebi, de cada não que levei, e de cada usuário mal humorado que tive que atender.
Isso me orgulha muito de mim. Muito. Eu falo que tô feliz, que tô completa e acredito que ninguém consiga entender. Não é apenas a questão de um bem durável. É a realização de um sonho, aliás, que fora tantas vezes postergado.
Agora é real. Ele já tá ali na Abolição, quase aqui no encantado. E em encanto por encanto, encantada tô eu com tanta coisa boa que tem acontecido na minha vida.
Como é bom poder dividir tudo isso com meus amigos, minha família.

Tudo bem que aos 43 do segundo tempo, meus pais super estão me brochando. Primeiro o progenitor me informa que as 8h de amanhã eu tenho que fazer a vistoria do caso dele (nosso). Ahhh, cara! Amanhã, não! Amanhã é o dia do meu carro. Do meu lobo mau. O ruim é que ele, aliás, eles, já fizeram tanto por mim que eu não consigo chegar e falar pra ele que não quero ir.
Já minha mãe... depois de me ligar com um outro cliente do Robson super satisfeito e dando maior apoio pela minha compra, me ligou tem 10 minutos pra dizer que o carro fica horrível com o rack. Isso porque tô amenizando as palavras que ela usou.
Se ela não gosta, me deixa triste, mas ela não pode me brochar assim. Cara, o carro fica lindo, sportzinho, acho que tira até um pouco do ar "feminino demais" que o clio tem!
E eu, quase já com olhos cheios d'agua, recebo uma mensagem do Robson falando logo o contrário: o carro está especialmente lindo! Aí é que meus olhos encheram d'água mesmo!

Tô indo no Itaú agora pagar os dudas, e indo resolver um probleminha do branquinho.
Estou absurdamente feliz com tudo que tem acontecido na minha vida. E, claro, não poderia deixar de registrar isso aqui no blog, lugar em que contei tanto das minhas tristezas no ano passado.

[ "eu sou tão feliz, vamos dividir os sonhos...
que podem transformar o rumo da história
vem logo, Lobo Mau,
que o tempo voa como eu, quando penso em você!" ]
=)

h'[m]

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Anotações de leitura (2)

http://www.marciopeter.com.br/links2/ensaios/ensaios_malestar.html
Trechos:
A Lei que instaura a cultura, a lei de proibição do incesto, ao interditar a escolha do objeto incestuoso, desnaturaliza a vida erótica do homem.
 (...)
O declínio do pai foi posto em evidência por Lacan em 1938, no texto “Os complexos familiares na formação do indivíduo”, onde Lacan afirma que o declínio social da imago paterna se mostra condicionada pela migração das populações concentrando-se nas grandes cidades. Este fato produz efeitos sobre a estrutura familiar observável no “crescimento das exigências matrimoniais”, acarretando o “protesto da esposa lançado ao marido”.
Lacan diz neste texto: “Não somos daqueles que se afligem com um pretenso afrouxamento do laço familiar (...). Mas um grande número de efeitos psicológicos nos parece se originar em um declínio social da imago paterna (...). Seja qual for o futuro, esse declínio constitui uma crise psicológica. Talvez seja a essa crise que devamos reportar à aparição da própria psicanálise”.
A hipótese é que a descoberta freudiana é, uma resposta às conseqüências do desenvolvimento do discurso da ciência. Por isso, em 1966, Lacan diz que ”A psicanálise é essencialmente o que reintroduz na consideração científica o Nome-do-Pai”.
Minha observação: aqui cabe o fato da lavoura ser arcaica e não urbanizada e modernizada. O lugar do Pai pre-industrial...
(...)
Ainda no texto “Totem e tabu”, Freud assinala que a condição de existência da cultura e do próprio sujeito é a instauração da Lei, que ele justifica no mito do parricídio originário.

A lei está na origem da constituição da cultura e do sujeito. Não há como erradicá-la nem como se liberar dela.
Minha observação: quem mata quem em lavoura Arcaica?
(...)
A renúncia ao gozo com o objeto incestuoso instaura uma falta em gozar. Freud indica um conflito inconciliável entre a civilização e as reivindicações pulsionais do indivíduo. Lacan pensa os efeitos de capitalismo sobre as relações do sujeito com o gozo, o que permite conceituar as novas subjetividade e os novos sintomas.

O significante (o pai, a cultura e a civilização) não exclui, interdita ou reduz o gozo, mas, ao contrário, inventa novas maneiras de gozar.
A construção do universo masculino evoca o pai primitivo freudiano que pode gozar de todas as mulheres, fazendo com que todos os outros sejam atingidos pela castração.
Esse “homem não submetido à castração” é o único a poder gozar de toda mulher, o único capaz de fundar a identidade feminina. O mito freudiano veicula que a existência da exceção do pai fundador possibilita o aparecimento do clã, ou seja, o conjunto dos filhos castrados.
(...)
O papel do pai era representar a autoridade, “ser pai”, contrariamente a “ser genitor”, supõe o acesso à dimensão simbólica, à linguagem. “Ser pai” tem a ver com a instalação da realidade psíquica do sujeito. A paternidade não é questão de hereditariedade, mas de palavra.
Nota mental: e quando a mãe mata a palavra do pai, como se constitui a feminilidade?

Anotações de leitura (1)

Das leituras de As Mulheres Proibidas, O Incesto em Eça de Queiroz de Edmundo Moniz e Tragédia na Rua das Flores de Eça de Queiroz
Para a compreensão da produção literaria sobre relações incestuosas, tem uma idéia que Edmundo cita de Freud em relação a Edipo (não achei a citação para copiar, vai o que recordo de memória...ai Alzheimer, não seja cruel comigo) "somente aqueles que mantem o desejo incestuoso no terreno da fantasia podem ter paz". *(de outra forma é a mesma idéia que  li no resumo de Enigma do Incesto de Laure Razon, que o incesto consumado não é a realização de um desejo edipiano, ele aniquila essa fantasia, transformada em traumatismo). Eu avanço meus pensamentos numa linha moralista, a la Nelson Rodrigues; a literatura sobre relações incestuosas é a realização da fantasia edipiana no terreno da fantasia e portanto é libertadora do desejo neurótico.
Mas voltando ao Livro Mulheres Proibidas, nele está frisado que Eça matou o pai antes do inicio de Tragédia na Rua das Flores para permitir o incesto. Tal como em Edipo, era necessário matar o pai para transar com a mãe*( a mesma idéia em o Homem dos Ratos exclama quando tem a primeira relação - neste caso, não com a mãe: + ou - Que maravilha, por uma coisa como esta é possível matar o pai!) , e neste livro o trabalho foi feito pelo próprio autor e não pelo personagem. Para Edmundo o que está em questão aqui é o desejo edipiano do autor, que não conheceu a própria mãe, e que deixa sua assinatura. Em vários momentos ele estabelece paralelos com a vida de Eça que foi impedido de casar com a prima por causa dos laços de parentesco ... (Os Maias). São as mulheres que são proibidas a Eça que voltam em literatura. Esta é a ênfase do autor.
Mas mesmo de para realizar a fantasia no terreno da literatura é preciso matar o PAI. O desenlace das tramas é dado pelo lugar do pai morto sendo ocupado pelo  substituto. Em tragédia... é o tio,que, ao revelar a Genoveva que Victor é seu filho, poe fim ao incesto e evita o casamento dos dois. Genoveva se mata. A mulher incestuosa é punida. Edmundo chama atenção ao fato de somente a mulher ser punida. Victor permanece ignorante sobre o incesto. Porém, como se atém às mulheres, Edmundo não se detém em Timóteo... Pela leitura de Tragédia eu destacaria que o incesto não chega as últimas consequencias (casamento, etc...) justamente porque o Lugar do pai como estabelecedor da ordem, da regra, do contrato social é reestabelecido. Em uma passagem sobre Timóteo é mostrada sua excessiva ternura e falta de rédeas com Victor, (tal qual uma mãe que mima demais, segundo Eça) permitindo um comportamento duvidoso da parte do sobrinho. É quando Timoteo abre mão da pusilanimidade que o incesto é coibido.
Idéia retida por mim: Somente a ausência do pai (o pai fora da lugar de pai, o vácuo no lugar do pai - o vazio do pai é o vazio da lei) permitiu o incesto em Tragédia da Rua das Flores... e em Edipo também...
Contraponto: Em Lavoura Arcaica o incesto é realizado com o pai vivo. Porque o autor não matou o pai?

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Falta de foco

Bem. Se é para não ter foco, sou campeã. Ok. A idéia do artigo sobre o lugar do pai no incesto já começa a esmorecer. Sim, porque depois de fazer uma pesquisa sobre o assunto-tabu  me veio a seguinte questão paralizadora à mente: será que ainda existe alguma coisa que ainda não tenha sido escrita sobre incesto? Tá bom que ainda não comecei a pesquisa Bibliográfica propriamente dita.
Bem, talvez seja melhor focar mais, escolher um ou dois livros e escrever sobre eles, e daí para o geral. O que me parece mais interessante é o Lavoura Arcaica pois o pai estava presente e o incesto é conhecido pelos praticantes, ao contrário dos livros do Eça e Sofocles. Sim. Mas, mesmo neste caso, ampliar as leituras não é mal. Neste fim de semana comecei Totem e Tabu, viu Diego?, mas até onde fui não achei o lugar do pai. Achei uns lances sobre Neura muito legais e até dei uma passeada no "Homem dos Ratos", o caso tipico da Neurose Obsessiva e já desfoquei de novo...não tenho jeito. Fica até agora o fato científico: Incesto, em alguma de suas formas, é tabu em todas as sociedades conhecidas pelo homem. Dá pra pegar da leitura  a inferência de  que o processo civilizatório tem sido inseparavel da  criação regras de restrição sexual que estimulam a exogâmia.
De forma que imagino que a questão do pai deve ser mais esclarecida em textos sobre o processo civilizatório. E que é o que me interessa mesmo, pois o que me despertou foi o chamado ao pai. Será que Lacan é mais específico? =/os textos que li dele são chatézimos, tanto ou mais que uma entrevista do Caetano Veloso, só que mais hermético. Não consegui sobreviver às primeiras linhas.

Sigamos...

Sentidos

Eu tenho três opções de perfumes pra escolher e não sei qual. Sei que por um sou apaixonada, o Armani Code, e esse eu vou comprar. Mas um outro, indicado por um amigo, me encheu o olfato quando o experimentei na L'Equipe. Já o 3º, é um que eu lembrava vagamente de um tempo atrás e a memória que tenho dele é uma amostra gratis com o pensamento de "preciso comprar esse!".
O problema é que todos os perfumes que gosto custam uma fortuna! Dois deles sairiam por $300! Dá pra ter noção disso? Eu trabalho uma semana inteira pra ganhar R$300,00. Não acho nada justo pagar isso por dois miseros cheirinhos.
Mas, enfim, como esse sentido é o que mais me afeta de todos os outros, sinto necessidade de minha própria identidade olfativa. Então, deixa eu escolher mais um pouquinho, e sentir com qual me identifico mais.
h'[m]

Calos

Estranho como eu me calo em certas situações. Não sei bater boca, não sou boa nisso. Principalmente com não íntimos. Não sou barraqueira nem classuda, estou mais para aquele personagem do Jo Soares que na hora ficava : ah é! ah é! ah é!! e depois de horas achava uma resposta genial. Mas vcs não tem idéia do quanto isso me irrita comigo. Pois é, hoje, estou há quase 24 horas irritada por uma resposta merecida que deixei de dar. Estou roxa de raiva!!! Não sei se comigo ou com a figura arrogante e cheia de si que encerrou uma discussão na grosseria. Se vou listar os meus calcanhares de aquiles, esta dificuldade em responder na hora, em pensar rápido é o meu maior calo.
Hora de ir no podólogo, não?

domingo, 24 de janeiro de 2010

2010 Realizações!

Já faz alguns dias que as coisas têm começado a se encaixar.
Sonhos que se realizam, saudades que são matadas, vontades que são gostosas. Trabalhos que são encerrados, processos, quase todos finalizados.
Roupas que caem bem, sorrisos que animam o dia, cantadas que inflam o ego.
É assim que têm sido meus dias. Muita coisa que me faz bem.

Eu sei que eu já agradeci a muita gente essa semana. Pela companhia e pela vida dividida. Pelo compartilhamento dos sonhos realizados. Felicidade multiplicada.
Só pra constar, mais um sonho foi realizado hoje. Não exatamente um sonho. Um desejo muito desejado.
E eu, que tinha, seriamente, pensado em pedi-lo por esses dias, recebi de brinde, de surpresa. E caprichado.

Acho que alguém lá em cima tá olhando muito por mim.
h'[m]

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Em visita ao Google... Primeiro passo

Ufa!

Uma primeira pesquisa no Google revelou que o universo do tema ainda é muito grande. Existe muito  incesto na literatura. E já se escreveu muito sobre o incesto na literatura. Bem, o tema ainda é complexo pois tem toda uma gama de crimes sexuais, pedofilia e abuso de menores estatisticamente relevantes. Neste momento não vou focar nisto, porém tb seria interessante comentar sobre o incesto no angulo de quando é o pai que rompe a lei.

No estado da arte, a idéia central do artigo está relatada no post anterior. E uma listinha para ser seguida vem abaixo. Será que, ao exemplo do menino Diego, vou conseguir levar à diante uma maratona, motivada unica e exclusivamente por uma idéia e a possibilidade de realizá-la?

Edipo Rei ok
Os Maias ok
Tragédia na Rua das Flores ok
Lavoura Arcaica ok
A terra - Emile Zola - a ler
O Incesto,: Sá-Carneiro, Mário de - a ler
 SÁ-CARNEIRO, Mário. Loucura... e O Incesto. Rio de Janeiro: Lacerda Editores, 1997. ( é o mesmo de cima?)

 A Casa do Incesto , Anais Nin - a ler
Eugénie de Franval ou o Incesto de Marquês de Sade - a ler
O Incesto, Rene Ariel Dotti - a ler

obs1:A Companhia das Letras planeja lançar, em junho de 2010, Invisível, novo trabalho do romancista norte-americano Paul Auster, 62, 

HQ: 

  Assunto de família ,Will Eisner.
Joe Blow, de Robert Crumb,

Filmografia:  
Lavoura Arcaica, Luiz Fernando Carvalho de Almeida, Europa Filmes, tel. (11) 2165-9000filme “Do Começo ao Fim”, de Aluízio Abranches, ganha em disparada como maravilhoso.Os Maias, Luiz Fernando Carvalho de Almeida, Som Livre, somlivre.globo.com
  • La Luna, Bertolucci

  • Extras:
    http://veja.abril.com.br/140307/p_092.shtml



    Mitologia - Deuses se casam com meias irmãs
    Antropologia - O Tabu do incesto em alguma de suas formas
    Psicanalise - O pai (Freud e Lacan)

    O Livro do Edmundo Moniz


    Aceitodikas

    Ano novo

    Então tá, hoje, vinte e dois de janeiro posso dizer que o ano começou de verdade ou vou esperar o carnaval passar para dizer isto?
    Fato é que comecei dieta, cumprindo uma das minhas resoluções de ano-novo. Já me inscrevi no VP. Ontem, bingo, descobri a minha tinta certa de cabelo...havia anos que perseguia esta cor e sempre ficava ou mais claro ou mais escuro... E, cá entre nós, minha pele também está com a cor certa. Quero me propor um desafio, de não deixar desbotar o bronzeado até eu emagrecer, para passar o ano inteiro me sentindo gata.
    A caçula também quer se enfilezar, e começou a me acompanhar na reeducação alimentar e o bronzeado pode ser garantido com a busca de aulas de surf para ela, sua nova paixão. Útil e agradável. Rumo ao sol, ao mar. Nada mais lógico já que moramos no Rio de Janeiro, sabe se lá até quando. Planos bons com gosto de pordesol.
    As férias acabaram. Estou aqui. As pendências seguem sendo minha mudança de setor e minha organização financeira. A parte prática da vida. Aqui tem um certo bloqueio. Até começo, mas não mantenho. Não sustento o meu desejo de crescer??
    Talvez, se houver mais lazer em minha vida, fique mais fácil segurar as obrigações de forma menos sufocante...
    Ontem acabei Tragédia na Rua das Flores. Queria escrever sobre isto. Ao ler o livro do tio do Mauro sobre as mulheres proibidas, o incesto em Eça, comparei com Lavoura Arcaica. Agora tenho que reler Os Maias...apesar das idéias já estarem claras em minha cabeça. O Edmundo apresenta o lugar das mulheres, da mãe, em especial, na interdição do incesto. Mas oculta o principal, o lugar do pai na a lei do incesto. É o deslocamento do lugar do pai, de sua palavra, que permite o incesto. O pai de Victor morto, sem obstáculos para o incesto mãe e filho. O tio, ao ocupar o lugar do pai, tendo pulso, que poe um fim ao incesto. Em Lavoura, o incesto entre os irmãos é um substituto para o incesto da filha com o pai. O livro narra André, mas ele não é o alvo. Porque o pai, tão firme em sua palavra, não impediu o incesto, logo este pai, que ocupava plenamente o seu lugar na lei e na ordem da família? O  pai foi seduzido por Ana, envenenado pela certeza de sua própria palavra. Era ao pai que Ana seduzia, André e Lula eram a linha materna...a ordem do pai foi quebrada, não por André, mas pela propria dureza do pai, incapaz de olhar a si mesmo. Enfim...um dia talvez eu escreva mais e melhor... Mas a idéia é fazer um artigo sobre o Lugar do Pai na interdição do incesto - uma análise comparada do incesto na literatura - com algumas referências antropológicas e psicanalíticas. Bem, para começar, tenho que fazer a revisão bibliografica...e ler ...então, aceito dicas literarias... assim vou me divertindo e entrando num projeto de produção escrita um pouco mais consistente. Como diz a Andréa, chega de ter diárreia de inspiração e prisão de ventre de realização!
    Bjomeliga que eu retorno.'

    quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

    SOLIDARIEDADE COM O HAITI

    Acordo Internacional dos Trabalhadores e dos povos
    87, rue du Faubourg Saint-Denis – 75.000 Paris (França)


    Haiti Urgente!


    O Acordo Internacional dos Trabalhadores e dos Povos (AcIT), traz ao conhecimento de todos os trabalhadores de todo o mundo - tomados de horror diante do terrível martírio ao qual, mais uma vez, é submetido o povo haitiano - o apelo lançado pela Associação dos Trabalhadores e dos Povos do Caribe.


    SIM À SOLIDARIEDADE COM OS TRABALHADORES E O POVO DO HAITI (trechos)

    A Associação dos Trabalhadores e Povos do Caribe, ATPC, manifesta sua total solidariedade com o povo haitiano golpeado, uma vez mais, por um terremoto de forte intensidade que acaba de atingir o país(...).

    A ATPC ressalta que a amplitude dos danos e do número de vítimas causados pelo terremoto, assim como o aprofundamento dos sofrimentos das populações, são consequência das flagrantes carências de infraestrutura, da situação em que se encontram a maioria dessas infraestruturas e as habitações, do desemprego que atinge mais de 60% dos trabalhadores, dos salários de miséria (menos de dois euros por dia – cerca de R$ 5,00) enquando o governo do Haiti paga semanalmente mais de um milhão de dólares às instituições internacionais a título da suposta dívida externa.

    A ATPC chama os povos da Guadalupe e de todo o Caribe a protestar contra essa situação. Chama os trabalhadores e povos do Caribe a responder às ações de solidariedade com o povo do Haiti, notadamente às organizadas pela ATPC.

    A ATPC reafirma que a situação atual do Haiti não decorre nem de alguma fatalidade nem de uma maldição, mas sim da superexploração, da submissão imposta pelas potências ocidentais, particularmente a França e os Estados Unidos, ao povo haitiano, à nação haitiana, primeira República Negra do Mundo que venceu as tropas de Napoleção 1º que vieram restabelecer a escravidão em Guadalupe, em 1802.

    ATPC

    (Guadalupe, 13 de janeiro de 2010)





    -Setenta e duas horas depois do terremoto, o caos pavoroso no qual tentam sobreviver milhões de haitianos torna ainda mais urgente esse apelo:

    -«Sem Estado e face à ineficiência da ONU, os haitianos estão entregues à própria sorte» declara um universitário brasileiro em pesquisa no Haiti, presente durante o terremoto. Ele acrescenta: «os haitianos estão fatigados de promessas daqueles que dizem representar a 'comunidade internacional'. Afinal de contas, por que eles estão aqui? Depois de seis anos de ocupação, os hospitais e as escolas estão em ruínas» (Folha de São Paulo, 14 de janeiro).

    -Resposta dos Estados-Unidos: o envio de 10.000 fuzileiros navais! Paraquedistas estadunidenses se apossaram do aeroporto, o Exército dos Estados Unidos controla hoje todos os pontos estratégicos da ilha. Um porta-aviões nuclear estadunidense ocupa o porto devastado, um navio de guerra da guarda-costeira patrulha as águas de Porto Príncipe, um outro está prestes a chegar. O Haiti, isolado do mundo, está herméticamente fechado.

    -Ao mesmo tempo, o governo dos Estados Unidos mantém a proibição de entrada de cidadãos haitianos no território dos Estados Unidos e nomeia co-presidente da «missão de salvação do Haiti» o Sr. G.W.Bush, o homem da guerra do Iraque e do Afeganistão, o mesmo que, como presidente dos Estados Unidos, não moveu uma palha para socorrer as centenas de milhares de vítimas, a maioria negros, do furacão Katrina, em Nova Orleans.



    -O FMI, que pela boca de seu presidente, M.Strauss Kahn, se declara pronto a desbloquear alguns milhões de dólares de ajuda, continua a exigir o pagamento integral da dívida externa que há anos sangra o povo e a nação haitiana.

    -Primeira reação do ministro francês dos negócios estrangeiros, M.Kouchner, apenas algumas horas depois da catástrofe, e no mesmo momento em que milhares de haitianos estão sepultados sob as ruínas e que os mortos já se contam por dezenas de milhares e os desabrigados aos milhões: «é preciso preservar a ordem, impedir a pilhagem, garantir as propriedades»! E o ministro dos negócios estrangeiros do Brasil, Celso Amorim, acrescenta: «Está claro que essa tragédia requer uma atenção especial no que concerne à ordem e à segurança. Ainda mais que prisões foram destruídas» (O Estado de S.Paulo, 14 de janeiro).

    É verdade que houve uma catástrofe natural, a ruptura de placas tectônicas ao longo de uma falha geológica de longa data identificada.

    Mas se há 50 a 100 mil mortos é porque os edifícios, as habitações (sem falar das favelas) não foram concebidas para responder às normas anti-sísmicas. Se há centenas de milhares de outras mortes anunciadas é porque não há hospitais, não há nenhum meio de transporte, não há infraestrutura do Estado, não há serviços públicos... Isso não é «natural», isso é o resultado de uma política deliberada colocada em prática durante anos e anos sob a disciplina férrea do FMI. As «grandes potências» sustentaram a ditadura Duvalier até 1981 e, depois, o golpe de estado que cassou o presidente Aristide, em 2004, para instalar o governo atual apoiado sobre as baionetas da MINUSTAH.

    O que estamos acusando aqui é a política do conjunto dos governos que, durante anos e anos, conduziram esse país, esse povo pobre entre os pobres, ao abismo da miséria no qual se encontrava no momento do terremoto. Os mesmos governos que, hoje, fingem chorar sobre a sorte do povo haitiano.

    O que devasta o Haiti é, em verdade, uma catástrofe social, política, econômica, cuja responsabilidade é desses governos e de ninguém mais.

    Sim à solidariedade com o povo, os trabalhadores, a juventude do Haiti! Sim!

    Mas também é preciso dizer claramente que a primeira exigência é:

    -anulação imediata da dívida externa!

    -restituição ao povo haitiano de sua plena soberania, fim da ocupação militar! O que o Haiti precisa é de médicos, enfermeiros, engenheiros e não de soldados!

    -abertura de todas as fronteiras dos Estados aos quais os cidadãos haitianos desejem chegar!

    As organizações sindicais e populares haitianas (*) que organizaram em dezembro de 2008, em Porto Príncipe, a Conferência Continental pela Soberania do Haiti, apelaram à solidariedade operária internacional.

    A Associação dos Trabalhadores e Povos do Caribe e o Acordo Internacional dos Trabalhadores se associam a esse apelo.

    As contribuições podem ser enviadas por meio do fundo da Conferência Mundial Aberta (mencionando HAITI), no seguinte endereço: 87, rue du Faubourg Saint-Denis – 75.000 - Paris (Françã), que fará chegar as doações ao Haiti.


    Paris, 15 de janeiro de 2010



    (*) Entre as quais a CATH-Central Autonoma dos Trabalhadores Haitianos, a CTSP-Confederação dos Trabalhadores do Setor Público, a ADFEMTRAH-Associação das Mulheres da CATH, o POS-Partido Operário Socialista Haitiano, a KOTA-Konfédorasyon travayè aisyen (Confederação dos Camponeses), a ’UTSH-União dos Trabalhadores Sindicalizados Haitianos, a CISN-Confederação Independente, sindicato nacional, a FOS-Federação dos Operários Sindicalizados.

    O presente

    Um estranhamento já não mora mais em mim.
    Sinto conforto em minha situação. Senti falta de galera em alguns momentos. Mas nem tanta. Tinha livro, A TRAGÉDIA NA RUA DAS FLORES, que achei num sebo e comprei dois. Ainda bem, porque um deles, o que estou lendo, já desmoronou...
    Além disso, eu, a caçula, o Gaspar e o mar mais lindo.
    Coincidência, na volta, num breve papo com a Andréa e ela me diz que continua com o André mas não sabe como pois precisa ter muita paciência. Eu já tinha dito pra caçula que com o André dela nós não estaríamos lá, nos divertindo. Sim, porque ter um marido, namorido, invariavelmente é ter alguém cheio de complexos, problemas, que se magoa e ofende facilemente, ou então alguém que nos irrita, que não quer fazer as mesmas coisas...sei não...acho que vai ser um pouco difícil acostumar com algo um pouco mais complexo do que o que está na minha mão e na minha vida agora. Vai ser difícil me acostumar com menos liberdade do que tenho. E nem vou tentar mudar isso...
    Mas, felizmente, isso não é um problema. Não viver desejando refazer o passado, nem esperando um futuro brilhante já é um presente. Um dia de cada vez, aos goles... não tenho idade mais para desperdiçar meus dias.
    Há paz. Há amor.
    O milagre das férias habita em mim.

    El presente

    http://www.youtube.com/watch?v=NpuffINVF1o

    Ya se lo que te diga
    no va a ser suficiente
    ay, ay, ay, ay
    Y lo que tu me entreges
    dejará pendientes
    ay, ay, ay, ay
    Quien nos dice que la vida
    nos dará el tiempo necesario
    toma de mi lo que deseas
    como si solo quedara
    El presente es lo único que tengo
    el presente es lo único que hay
    es contigo mi vida con quien puedo sentir
    que merece la pena vivir
    Con el mundo como va
    se nos acaba todo
    ay, ay, ay, ay
    La tempestad y la calma
    casi son la misma cosa
    ay, ay, ay, ay
    Quien nos dice que la vida
    nos dará el tiempo necesario
    toma de mi lo que deseas
    como si solo quedara
    El presente es lo único que tengo
    el presente es lo único que hay
    es contigo mi vida con quien puedo sentir
    que merece la pena vivir
    El presente es lo único que tenemos
    el presente es lo único que hay
    es contigo mi vida con quien puedo sentir
    que merece la pena vivir
    Ya se lo que te diga
    no va a ser sufiente, consuelo
    por perder ese lugar
    que amamos y destrozamos
    El presente es lo único que tengo
    el presente es lo único que hay
    es contigo mi vida con quien puedo sentir
    que merece la pena vivir...


    *Um dia aprendo a baixar os vídeos do youtube ;-)

    terça-feira, 19 de janeiro de 2010

    home sweet home

    Depois de Buzios, Cabo Frio, Arraial e Saquarema sem nenhuma programação, reserva e hora de chegada ou despedida, tive a deliciosa sensação de cruzar a ponte mais uma vez num fim de tarde ouvindo a Vanessa cantar que nessa nossa estrada só terá belas praias e cachoeiras...
    Acho que não existe nenhum chavão mais apropriado do que comentar que chegar de viagem quando se mora no Rio é de perder o fôlego. Melhor que isso, só o meu chuveiro. Ainda deu tempo pra pegar um cineminha com a vovó, Bastardos Inglórios. Só pra registrar, não gostei. Estou muito solar e luminosa para vibrar com uma comédia de humor sanguinolento.
    Bjomeliga que agora já posso atender o+*

    segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

    Verdade seja dita

    Não importa o quanto você se importa, as pessoas simplesmente não se importam.

    Sabe toda aquela verdade que você demora (25) anos criando pra você, ajudando a construir o seu eu?
    Aquela que você acredita ser o diferencial, pelo qual elogios são tecidos, e fãs são até descobertos?
    Aquela verdade, na verdade, é tudo mentira!

    "Nem sempre ando entre meus iguais
    Nem sempre faço coisas legais
    Me dou bem com os inocentes
    Mas com os culpados me divirto mais"

    Pois é, não se assuste se algum dia alguém te der um não por você ser "certinho demais", "honesto demais" e "perfeito demais".
    Tá chato já, ser boazinha. Tá chegando a hora de ser féladaputa!

    h'[m]

    Nostálgico

    Recebi um scrap do Over, quer dizer, Daniel, que super me fez dar gargalhadas as 5 da manhã. Sei que não teria graça pra vocês, amigos leitores, mas eu preciso comprartilhar o endereço do meu primeiro blog comunitário.
    Eu, sinceramente, nem me lembrava dele. Mas morri de rir com as teses que cismávamos escrever, achando que alguém acharia interessante. Curioso mesmo é ver que o tempo passa, as pessoas vão, algumas voltam. Mas o que é você, permanece. Eu sou palavras, eu sou a escrita. E, quase 8 anos depois, cá estou eu, em outro endereço, mas ainda com a escrita no dia-a-dia.

    Nota de rodapé: Vale lembrar que as 5 horas eu estava tentando ir dormir, até me pilharem de levantar as 6 e pegar carona com a Zizi. Passei na roleta as 7:06. Acho que faz mais de 5 meses que eu não chego nem perto desse horário.
    No mais, virada e sem sono. Só não sei até quando.

    bjomeliga
    h'[m]

    sábado, 16 de janeiro de 2010

    Eu sempre quis o mar azul claro

    Desde criança, o mar tem sido verde para mim. Apesar de morar no Rio, sou cria da Costa Verde, primeiro Itacuruça e depois, Angra. As praias da cidade do Rio nunca foram minhas, e até hoje, são tão lotadas, que me sinto como se estivesse num onibus. O pior, para mim, é ser obrigada a escutar a conversa dos vizinhos. Assim, nunca me apeguei a nenhuma praia carioca, e se me apegasse seria à Praia Vermelha. Gosto de praias assim, calmas e aconchegantes.
    Mas sempre sonhei com um mar azul, transparente. Não entendia como naquelas ilhas limpíssimas, na baía de Angra, mesmo em praias desertas o mar continuava verde. Nunca azul ou verde azulado neon.
    Bem, aqui em cima, ao norte da Capital, as praias tem tons azulados. A areia é branca. É muito incomum para mim. Ontem deu sol e fui na Ilha do Farol. É perfeita mesmo, vale a colocação entre as mais lindas do país. Este é um dos motivos por que escolhi ficar em Arraial ao invés de Buzios. É claro que não fui eu que tirei a foto do post. É claro que a bateria da maquina arriou ao chegar lá e é claro que este post está sem vontade de ser escrito. Mas é que um azul desses merece ficar registrado.
    Bjomeliga, mas nao estranhe se eu não atender pois esqueci o celular no Rio.

    sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

    Quem me dera ser um peixe...

    E caiu o mundo no Rio de Janeiro. Depois de quase brochar minha noite com trovões, raios e água, muita água, São Pedro estava mesmo decidido a dar um banho no Rio.
    Pra variar, a cidade se tranformou em um mar de lixo.
    As vezes eu levanto as mãos pro céu por ter um carrinho 98, velho de guerra! Enquanto diversos playssons ficaram na mão na saída da TW, o meu deu um sustinho, mas super deu conta do recado. Nessas horas é que você se dá conta do capitalismo excessivo, do descartável. Não existe mais bem de consumo durável.
    Por essas e outras que eu acabo postergando tanto a compra do meu carro. Se fosse o meu carro ontem na tw, eu teria infartado antes de por o primeiro pé na Sacadura Cabral.

    Como eu não sou Daniel nem o+*, e meu lado escritora é muito mais voltado a sentimento do que a pensamento, nem vou entrar no mérito da revolta pelo caos no Rio, apenas resumo que, apesar de bem molhada, a noite foi memorável. Dancar, pular, suar. Se divertir. Totalmente babado e confusão. Esse é um novo lema, que eu tô seguindo direitinho!

    h'[m]

    quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

    Nada e tao ruim que nao possa piorar

    "Ontem a cidade de Port-au-Prince foi tingida por um forte terremoto. Já falatavam hospitais, a polícia já estava mal treinada, e depois do terremoto o que eu pude ver nas ruas de Port-au-Prince foi o caos e o total abandono da população haitiana. Pessoas mortas, pessoas desesperadas, ninguém sabia o que fazer, nem mesmo eu e meu grupo. Queriamos ajudar mas não tinha ninguém agindo, a própria polícia só estava tentando salvar a própria pele. Os feridos nem tentavam ir pro hospital, ficavam nas calçadas, porque sabiam que não teriam atendimento médico. Um posto de gasolina explodiu perto do nosso grupo. Enfim, caos.

    Essa situação do terremoto não poderia ter sido evitada, mas seus desdobramentos sim. A MINUSTAH possui 12 mil militares aqui no Haiti, só o Brasil possui 1.300 oldados aqui. Mas nas ruas da cidade até agora (dia 13 de jan, às 13:30) não se ve tropas da MINUSTAH na rua. A impressão que fica é que as tropas não estavam aqui para ajudar a população haitiana, mas sim para defender interesses dos estrangeiros. Nesse momento decisivo, as tropas foram para o prédio da ONU e para o hotel rico da cidade. E a população que está na rua esprando ajuda? E aqueles que estão agora embaixo dos escombros, vivos, esperando ajuda? Aguentarão por quanto tempo?


    Agora, as armas parecem não ajudar muito, somente para garantir a propriedade privada, como está fazendo a polícia aqui no nosso quarteirão. Estão prendendo pessoas desesperadas que saqueavam um supermercado, ao invés de socorrer as vítimas."

    Relato de Daniel Santos

    Constrangedor

    A contínua veio trazer os potes do periódico hoje. Recebi o da coleta da urina, e algum ser inomeável perguntou: "não chegou o de fezes?".
    Pra que perguntou?
    "Gente, que grosseria!"
    É tudo que eu pensei quando, cinco minutos depois, a contínua me retorna com portes tipo 500ml de sorvete sem nome. Risada geral. Bochechas avermelhadas e risadas incontroláveis.
    Quando vi aquilo, além dos olhos mega-arregalados, devo ter esboçado alguma face rubra e febril super exagerada.

    Tá que é uma coisa normal, que é comum do ser humano, que é uma necessidade fisiológica. Mas eu tenho esse bloqueio, ok?
    Eu já não sabia onde enfiar minha cara, quando a Suellen comentou que a guia dela não solicitava tal exame. Como estamos relativamente na mesma faixa etária, tudo que me correu a cabeça era catar a guia e procurar a lista de exames laboratoriais. BINGO!
    Salva de palmas para Suellen que me deu esse alívio.

    Depois disso, um pouco mais alíviada, fui dar aquele apoio moral aos colegas, explicando as orientações - sim, porque junto com o 500ml, a gente recebeu um super guia de como recolher o bendito material. Engraçado era eu explicando isso.
    Sim, porque eu não tenho problema com o situação dos outros, mas tenho bloqueio com a minha situação em si. Dá pra entender? Lógico que não!
    Campanha #terapiaparafernanda mode on!

    Enfim, no mais, ficaram os comentários de "não acredito que a gente tá falando sobre isso com você" e o melhor de todos: "o assunto hoje aqui é, literalmente, merda!".
    Sem mais!

    h'[m]

    Prioridades

    Um professor de filosofia, parou na frente da classe e sem dizer uma palavra, pegou um vidro de maionese vazio e o encheu com pedras de uns 2 cm de diâmetro Olhou para os alunos, e perguntou se o vidro estava cheio.
    Todos disseram que sim.
    Ele então, pegou uma caixa com pedregulhos bem pequenos, jogou-os dentro do vidro agitando-o levemente, os pedregulhos rolaram para os espaços entre as pedras.
    Tornou a perguntar se o vidro estava cheio.
    Os alunos concordaram: agora sim, estava cheio!
    Dessa vez, pegou uma caixa com areia e despejou dentro do vidro preenchendo o restante.
    Olhando calmamente para as crianças o professor disse:
    - Quero que entendam, que isto, simboliza a vida de cada um de vocês.
    As pedras, são as coisas importantes: sua família, seus amigos, sua saúde, seus filhos, coisas que preenchem a vida.
    Os pedregulhos, são as outras coisas que importam: como o emprego, a casa, um carro...
    A areia, representa o resto: as coisas pequenas...
    Experimentem colocar, a areia primeiro no vidro, e verão que não caberá as pedras
    e os pedregulhos...
    O mesmo vale para suas vidas.
    Priorizem, cuidar das pedras, do que realmente importa.
    Estabeleçam suas prioridades.
    O resto é só areia!

    Após ouvirem a mensagem tão profunda, um aluno perguntou ao professor se poderia
    pegar o vidro, que todos acreditavam estar cheio, e fez novamente a pergunta:
    - Vocês concordam que o vidro esta realmente cheio?
    Onde responderam, inclusive o professor:
    - Sim está!
    Então, ele derramou uma lata de CERVEJA dentro do vidro.
    A areia ficou ensopada, pois a cerveja foi preenchendo todos os espaços restantes,
    e fazendo com que ele, desta vez ficasse realmente cheio.
    Todos ficaram surpresos e pensativos com a atitude do aluno, incluindo o professor.

    ENTÃO ELE EXPLICOU:

    NÃO IMPORTA O QUANTO SUA VIDA ESTEJA CHEIA DE COISAS E
    PROBLEMAS, SEMPRE SOBRA ESPAÇO PARA UMA CERVEJINHA!!!!!!
    [ porque hoje é quinta, e o fim de semana tá apenas começando ]

    Unplugged

    Ufa!
    Desde segunda sem celular nem internet. Meu mundo ficou bem menor. Hoje, catei uma pousada decente, com rede wireless para que eu pudesse me localizar. Já chego no planeta e dou de cara com mais um capítulo do fim do mundo começa no Haiti. Eh levar muito a sério a Lei de Murphy. Não dava para burlar a lei um pouquinho?
    O que dizer? A nação mais pobre da América, ocupada, devastada economica, politica e socialmente, onde a população pobre e faminta se alimenta de biscoitos feitos de terra... Dominada, explorada e oprimida... Agora, ainda destruída por um terremoto... é de ficar pasmo com a crueldade do mundo. E depois, não tem como não lembrar que o Haiti foi a primeira colônia a se libertar e se estabelecer como nação negra, sem escravidão. Com certeza, não vou aceitar que o destino de tragédias que se sucedem nesta pequena ilha é castigo pela busca da liberdade, vou preferir pensar que até o solo se revoltou com a ocupação indecente. Agora é que vamos ver se as tais "tropas de paz" vão levar as tão prometidas, obras, estradas, assistência médica e alimentos ao invés de armas e violência, como tem sido até agora...

    terça-feira, 12 de janeiro de 2010

    Mudança de Set List

    Hoje, o que bomba, é Ana Carolina e Maria Gadu.

    Me identifiquei com uma:

    Aqui

    Ana Carolina

    Composição: Ana Carolina / Antônio Villeroy
    Aqui
    Eu nunca disse que iria ser
    A pessoa certa pra você
    Mas sou eu quem te adora
    Se fico um tempo sem te procurar
    É pra saudade nos aproximar
    E eu já não vejo a hora
    Eu não consigo esconder
    Certo ou errado, eu quero ter você
    Ei, você sabe que eu não sei jogar
    Não é meu dom representar
    Não dá pra disfarçar
    Eu tento aparentar frieza mas não dá
    É como uma represa pronta pra jorrar
    Querendo iluminar
    A estrada, a casa, o quarto onde você está
    Não dá pra ocultar
    Algo preso quer sair do meu olhar
    Atravessar montanhas e te alcançar
    Tocar o seu olhar
    Te fazer me enxergar e se enxergar em mim
    Aqui
    Agora que você parece não ligar
    Que já não pensa e já não quer pensar
    Dizendo que não sente nada
    Estou lembrando menos de você
    Falta pouco pra me convencer
    Que sou a pessoa errada
    Eu não consigo esconder
    Certo ou errado, eu quero ter você
    Ei, você sabe que eu não sei jogar
    Não é meu dom representar
    Não dá pra disfarçar
    Eu tento aparentar frieza mas não dá
    É como uma represa pronta pra jorrar
    Querendo iluminar
    A estrada, a casa, o quarto onde você está
    Não dá pra ocultar
    Algo preso quer sair do meu olhar
    Atravessar montanhas e te alcançar
    Tocar o seu olhar
    Te fazer me enxergar e se enxergar em mim
    Em mim... Aqui

    Tudo Bagunçado

    E na cabeça tem tanta coisa que pra tirar uma palavra sequer, o resto todo desmorona. Acabo não conseguindo pegar nada.
    Imagina aquele armário bagunçado, que você tenta visualizar alguma coisa e não vê nada além de um breu misturado com cores aleatórias sem saber que cor pertence a que. É assim que minha cabeça está nos últimos dias.

    Tenho 2 semanas pra terminar todo o trabalho que tenho enrolado nos últimos 4 meses.
    Ainda não caiu a ficha sobre a faculdade e eu não consigo ter coragem de ir lá ver o que dá pra fazer.
    O tempo passa e todas as coisas que eu não soube planejar estão me fugindo por entre os dedos.

    Planos. Preciso aprender a trabalhar mais com essa palavra em 2010. Planos. Acho que essa vai ser a palavra de ordem do novo ano, da nova fase. Planos.

    sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

    *

    O tempo pegou uma curva atrás daquele monte e resolveu se esquecer por ali. Ficou assim parado deitado na grama verde vendo as galinhas ciscando num jardim de cogumelos. O tempo tirou uma folga e tomou um banho de cachoeira que durou dezembro inteiro só porque queria ver 2010 chegar bem limpinho junto com a Sarinha, engatinhando devagarzinho. O tempo tava sem pressa. Num fim de tarde ele chegou a se atrasar 20 anos para o jantar só pra ver os amigos. O tempo deitou no chão para ver estrelas e tentou decifrar seu alfabeto. O tempo dormiu no sofa, tomou café com broa de milho. O tempo papeou, leu, escreveu. O tempo deu tempo pra tudo.A tempestade que colocou o tempo de volta na sua estrada tinha a cor de todos os nossos olhos castanhos, mas não deixou de segredar que, em desvãos como este, ele estaria guardado para nunca mais ser perdido.

    Também recbi por e-mail e achei edificante

    Um incrível exemplo de vida.
    Nunca vi NADA igual!
    ESPEREMOS QUE ESTA HISTÓRIA NOS POSSA SERVIR DE MODELO

    NA MISSA DAS SEIS HORAS DO DOMINGO PASSADO, NA IGREJA DE S. PAULO APÓSTOLO, EM COPACABANA, O PADRE EUSÉBIO PERGUNTOU AOS FIEIS, AO FINAL DA HOMILIA:
    "QUANTOS DE VOCÊS JÁ CONSEGUIRAM PERDOAR SEUS INIMIGOS?"
    A MAIORIA LEVANTOU A MÃO. PARA REFORÇAR A VISÃO DO GRUPO, ELE VOLTOU A REPETIR A MESMA PERGUNTA E ENTÃO TODOS LEVANTARAM A MÃO,
    MENOS UMA PEQUENA E FRÁGIL VELHINHA QUE ESTAVA NA SEGUNDA FILEIRA, APOIADA NUMA ENFERMEIRA PARTICULAR.
    "DONA MARIAZINHA? A SENHORA NÃO ESTÁ DISPOSTA A PERDOAR SEUS INIMIGOS OU SUAS INIMIGAS?"
    "EU NÃO TENHO INIMIGOS!" RESPONDEU ELA, DOCEMENTE..
    "SENHORA MARIAZINHA, ISTO É MUITO RARO!" DISSE O SACERDOTE.
    E PERGUNTOU: "QUANTOS ANOS TEM A SENHORA?
    E ELA RESPONDEU: "98 ANOS!"
    A TURMA PRESENTE NA IGREJA SE LEVANTOU E APLAUDIU A IDOSA, ENTUSIASTICAMENTE.
    "DOCE SENHORA MARIAZINHA, SERÁ QUE PODERIA VIR CONTAR PARA TODOS NÓS COMO SE VIVE 98 ANOS E NÃO SE TEM INIMIGOS?"
    "COM PRAZER", DISSE ELA.
    AÍ AQUELA GRACINHA DE VELHINHA SE DIRIGIU LENTAMENTE AO ALTAR, AMPARADA PELA SUA ACOMPANHANTE E OCUPOU O PÚLPITO.
    VIROU-SE DE FRENTE PARA OS FIÉIS, AJUSTOU O MICROFONE COM SUAS MÃOZINHAS TRÊMULAS E ENTÃO DISSE EM TOM SOLENE, OLHANDO PARA OS PRESENTES, TODOS VISIVELMENTE EMOCIONADOS:
    "PORQUE JÁ MORRERAM TODOS,

    AQUELES FILHOS DA PUTA!"

    Não é lindo ???

    As palavras sempre ficam

    [ recebi por e-mail: entendo, concordo e reforço]

    " Se me disseres que me amas, acreditarei. Mas se escreveres que me amas, acreditarei mais ainda.
    Se falares da tua saudade, entenderei. Mas se escreveres sobre ela, eu a sentirei junto contigo.
    Se a tristeza vier a te consumir e me contares, eu saberei. Mas se descreveres num papel, o seu peso será menor.

    E assim são as palavras escritas: Possuem um magnetismo especial, libertam, acalentam, invocam emoções.
    Elas possuem a capacidade de em poucos minutos, cruzar mares, saltar montanhas, atravessar desertos intocáveis.

    Muitas vezes infelizmente, perde-se o autor, mas a mensagem sobrevive ao tempo, atravessando séculos e gerações.
    Elas marcam um momento que será eternamente revivido por todos aqueles que à lerem.

    Viva o amor com palavras faladas e escritas. Mate saudades, peça perdão, aproxime-se. Recupere o tempo perdido, insinue-se. Alegre alguém, ofereça um simples “Bom Dia”. Faça um carinho especial.
    Use a palavra a todo instante, de todas as maneiras. Sua força é imensurável. Lembre-se sempre do poder das palavras.


    Quem escreve constrói um castelo;
    E quem lê passa a Habitá-lo..."

    [autor, ironicamente, desconhecido]
    h'[m]

    quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

    Muda!

    Que quando a gente muda o mundo muda com a gente! Já dizia o grande Pensador.

    Com o tempo mudaram os habitos alimentares, as rotinas faculdade-futebol, os planos de futuro e até as comidas preferidas. O que não muda é por dentro.
    Índole é algo que não muda.
    E se a minha tende a entrega, ao all in, seguir meu instinto nada mais é do que ser feliz a minha maneira. E quem quer pensar no amanhã, quando o hoje ocupa todos os 1440 minutos?

    h'[m]

    [como a o+* já dedurou, post velho, iniciado em 04/01/10 - 15:28]

    Vetado

    Já informo a nossos queridos leitores (e blogueiros amigos) que não. Nosso blog não será marketing para possíveis tratamentos comerciais, principalmente praqueles ligados a corte, costura e artesanato.
    Não me anima a idéia de participar de algo sobre o qual eu não entenda.
    Tá, assumo: eu sou muleke. Eu tenho um blog de futebol mas jamais poderia ter um de moda e acessórios.

    [como a o+* já dedurou, post velho, iniciado em 05/01/10 - 14:47]

    quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

    Calaada!

    Quem lembra deste bordão?
    Na voz do Falabella para a Marisa Orth, a Magda. Não lembro qual o nome do programa... Mas da Magda eu lembro, ela era burrinha, ignorante e nunca acertava uma frase... sempre mudava alguma coisa, mas o que saía era muito legal: Chupar o pau na barraca; Assustar um cheque; Estou lendo um livro de Milk Shakespeare,Julieu e Romiseta; Há malas que vêm para o bem; Quem com ferro fere, tanto bate até que fura* .
    Pois é ... eu me sinto meio assim, meio Magda. Não consigo acertar uma citação. Não mesmo. Não lembro. Isso deve fazer parte da minha indisciplina intelectual de não tomar notas das leituras temperado com grau 01 de Alzheimer. Mas o fato é que nunca acerto. Hoje, passei o dia inteiro tentando lembrar como era e qual o poeta que escreveu uma frase que dizia que não escrevia quando estava feliz, não dava tempo. Bem... isto é o que lembro dela, mas é possível que seja totalmente diferente, a frase.
    Estou com isso na cabeça desde cedo, quando cheguei no Blog hoje e estranhei ausência de posts da HelloKitty. O pior foi olhar no avesso e encontrar 3 rascunhos dela somente com a primeira frase. Dá o que pensar.
    Este é o problema de um blog terapeutico; tem horas que são apenas para serem vividas e não pensadas. Muito menos confessadas. A dor inspira. A palavra preenche a falta.
    Então, querido blog, não estranhe as ausências... o silêncio também fala.


    * Não pensem que lembrei destas frases da Magda... Tive a imensurável ajuda de São Google.

    Delícia


    terça-feira, 5 de janeiro de 2010

    Hoje, nasce ela...


    (re-edited)

    As Cores Bonitas
    Bidê ou Balde
    Composição: Sá/rossato/carlinhos

    Chica- chica- bum, começa e não pára!!
    Avisa todo mundo que meu nome é Sara.
    Avisa o meu pai! Avisa a minha mãe!
    Avisa a professora do vestido bonito!
    As cores bonitas, em tons azulados:
    Café sem açúcar, brinquedos quebrados.
    As cores bonitasas cores bonitas!As cores bonitas Lá, lá, lá ,lá!
    Bum Chica bum, que teu pai tem armazém!!
    A filha do meu tio apresentava o Canal 100.
    E viva o Amarante! E viva o Balalo!E viva o Claudiomiro co’a camisa vermelha!
    As cores bonitas, em tons colorados:
    Café com açúcar brinquedos irados



    segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

    Intermináveis

    23 versos

    Quero entender seus medos
    medos que te afastam, que nos separam
    ajudar a entendê-los, enfrentá-los
    poder te ter mais perto, mais solta

    Quero acompanhar cada jornada
    dividir cada alegria, abrandar toda sensação ruim
    Em cada novo ciclo, comemorar
    um sucesso, uma festa, qualquer data

    Quero me perder nos seus traços
    poder desenhar sorrisos, completar abraços

    Mas se o silêncio for inevitável
    que a companhia seja confortável
    favorável, indispensável
    e a vida que segue, de alguma forma, engrandece
    aprender, dividir. Aprendendo a dividir.
    Do meu jeito, e do seu jeito.

    Sei que não sei o que posso ou deveria fazer
    que atropelo as etapas, sem contas.
    Mas minha falta de norte, um corte,
    se tem a tantos nãos e a visita do talvez
    a falta de costume com a vida casual.
    Você nos encheu de reticências
    enquanto eu continuo esperando um ponto final.

    sábado, 2 de janeiro de 2010

    Lavoura Devoniana

    Dever

    Devagar

    Divagar

    Devaneio

    Devassa

    Devasta

    Devenir,devir

    Deventre

    Deveras

    DevoÇao

    Devolucao

    Devolve

    Devorar

    devoto