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quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

Muda!

Que quando a gente muda o mundo muda com a gente! Já dizia o grande Pensador.

Com o tempo mudaram os habitos alimentares, as rotinas faculdade-futebol, os planos de futuro e até as comidas preferidas. O que não muda é por dentro.
Índole é algo que não muda.
E se a minha tende a entrega, ao all in, seguir meu instinto nada mais é do que ser feliz a minha maneira. E quem quer pensar no amanhã, quando o hoje ocupa todos os 1440 minutos?

h'[m]

[como a o+* já dedurou, post velho, iniciado em 04/01/10 - 15:28]

terça-feira, 13 de outubro de 2009

No pressure

Quem diria
Debaixo desse edredon com as pernas entrelaçadas
Meus olhos encontrados nos seus
Seu perfume é música para meus sentidos.
Isso não é compromisso. É vontade.
Vontade louca de me perder nos seus beijos
Nas suas risadas e até nas piadas que não acho graça.
Estou viciada, em fase de abstinência.
Não. Não me diga pra não esperar.
Esperar não é cobrança.
Esperar é colheita. Fruto. Lucro.
Em você eu planto minha paz
Meus sorrisos mais sinceros.
E em você eu planto uma nova vida
Um novo jeito de se deixar levar.
Pra se deixar viver.


Estou entregue, aceitando o que tiver que vir.
Porque o que vier, é lucro.

/f'[m]

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Seca, não.

Eu sempre fui cheia de não-me-toques. Na verdade, eu não, as pessoas me tratam assim. Me fazem assim. Me colocam numa capa de vidro, como se não merecesse a agressividade alheia.

Uma vez, no colégio, chegaram a dizer que me achavam inacessível, mas as barreiras não sou eu quem ponho. Muito pelo contrário.
Sou a favor da total quebra de barreiras, paradigmas. Sou da entrega, e do mergulho de cabeça. Ainda que possa ser dolorido à segunda vista.
Sempre achei que pra fazer tudo morno, é melhor não fazer. Sou completamente impulsiva. Se eu quero, eu vou atrás. Pode até parecer meio exagerado. Mas eu sou assim. Ponto final.

Minha mãe é uma que já se acostumou com esse meu jeito. Vejo pela famosa pergunta "Qual é a bola da vez?". E aí no final:
- Não deu certo?
- Ahn! Mãe até deu. Deu muito certo. Mas já não tava dando mais.

Mas aí é que tá. Nessa minha de ser total transparente. Total me entrego pra vida, pros amigos. Pros Amores. Já conheci muita gente bacana. Algumas até chegam, se vão, mas voltam. O que eu acho muito válido, afinal, quando você conquista alguém, você não prende. Você solta. Ele volta sozinho. Meu círculo de amigos acaba numa roda gigante. E eu cresço numa imensidão sem fim. Aprendendo e pescando um pouco de cada um.
Outro dia me dei conta do quanto sou querida, e fiquei com os olhos cheios d'água.
Tá, eu assumo, tenho uma "alta-baixo-estima" como a gente brinca aqui, mas nos últimos meses o eixo tem mudado, e percebi que não sou só eu que me acho diferente. Eu realmente sou especial.

Sou tratada com um zelo, com um cuidado fora do normal. Na maioria dos casos, eu sou a mais velha, mas sempre cuidada como filha, irmã, prima mais nova. E eu até gosto disso. Gosto porque gosto de apego. Me apego as pessoas porque acho que é assim que tem que ser. Mas isso me faz ver que, no fundo, eu realmente preciso daqueles que me protegem. Minha inocência me faz ser alvo fácil.

E ainda que eu dê com a cara na parede por diversas vezes, continuo sendo assim. Entregue à vida. E sou feliz por isso.

["nunca mais serei aquela, que se fez seca,
vendo a vida passar pela janela"]
;]