sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Outing

Estava passeando pela Blogsfera quando li o post do Lobo. #Euri

Então, hoje tinha cafezão da manhã do setor em que eu trabalhava com a Hello. Me preparei toda para matar as saudades na social com meus colegas de trabalho que não vejo mais tão frequente. Ontem à noite comprei esfirras. Hoje de manhã, acordei mais cedo para chegar na hora. Não consegui. Me atrasei meia hora, mas ainda peguei a comilança. Papo vai, papo vem, uma colega puxa um fiapinho da minha blusa. Olhei para baixo e pensei, "nossa! os bordadinhos devem estar se desfazendo porque a blusa está toda esfiapada". Papo vai, papo vem, num gesticular mais amplo levanto o braço e vejo mais um monte de fiapos saindo da costura da minha blusa...também, pudera, estava do avesso...

Bom finde para todos e não esqueçam:

Dia 31 é 13!

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

CONCENTRANDO FORÇAS

78

Rei de Ouros

Este arcano traduz o significado de comunhão com a terra, natureza realizadora, senso de realidade e firmeza.

Concentrando as forças

Este primeiro arcano representa a síntese de seu momento afetivo. Uma carta que serve como prévia dos principais aspectos que cercam a questão. Descubra nesta posição o potencial básico do que perguntou.

O Rei de Ouros é uma figura de extremo poder material. Ele emerge como arcano central de sua questão afetiva, NOME, sugerindo este como sendo um momento de concentração de forças, a fim de realizar seus desejos de maneira prática, eficiente, objetiva. Este Rei retrata a ambição pela realização de grandes feitos e grandes amores e o não contentamento com qualquer coisa. Estas altas perspectivas são benéficas, pois lhe impedem de cair na mediocridade. A generosidade que você irradia atrairá pessoas que lhe terão na mais elevada estima, mas também poderá atrair gente interesseira, com motivações superficiais em relação aos seus afetos. Caberá a você, Christiane, saber separar o joio do trigo.

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Fuck you


Fuck them all

Tem músicas que são chiclete. Não dá para parar de escutar. E de passar o dia cantarolando seu refrão. Melhor ainda é cantar bem alto. Por isso existem os shows. Eu já cantei muito "depois de 20 anos na escola, não é dificil aprender todas as manhãs do seu jogo sujo, não é assim que tem que ser". E eu gostava porque era a verdade: -Não é assim que tem que ser!

Depois de muitos anos, novamente uma musica me capturou incondicionalmente. É que eu não posso escutar esta música da Lily Allen, que reproduzo a letra abaixo, sem pensar que é isso o que eu queria estar dizendo para todos que defendem a propriedade privada de tudo, menos do que deveria ser um direito alienável dos seres humanos, o seu próprio corpo. Porque estes senhores, provavelmente de terno, que querem legislar que uma mulher não tem o direito de decidir se ela vai ou não interromper com uma gravidez que está acontecendo dentro do seu corpo. Assim como aqueles que não reconhecem o direito de homens e mulheres decidirem partilhar a intimidade do seu corpo com pessoas do mesmo sexo, estes senhores de terno são hipocritas. E suas esposas abortam em clinicas de luxo. Eu odeio o que eles fazem. Porque eles fazem isto e por tudo o mais. Para estes senhores de terno, eu gostaria de cantar bem alto:Fuck you

Lily Allen

Look inside
Look inside your tiny mind
Now look a bit harder
Cause we're so uninspired,
So sick and tired
Of all the hatred you harbour.

So you say
It's not OK to be gay
Well I think you're just evil
You're just some racist
Who can't tie my laces
Your point of view is medieval

Fuck you (fuck you)
Fuck you very, very much
Cause we hate what you do
And we hate your whole crew
So please don't stay in touch

Fuck you (fuck you)
Fuck you very, very much
Cause your words don't translate
And it's getting quite late
So please don't stay in touch

Do you get
Do you get a little kick out of
Being small-minded?
You want to be like your father,
His approval you're after
Well that's not how you find it.

Do you,
Do you really enjoy
Living a life that's so hateful?
Cause there's a hole where your soul should be
You're losing control of it
And it's really distasteful

Fuck you (fuck you)
Fuck you very, very much
Cause we hate what you do
And we hate your whole crew
So please don't stay in touch

Fuck you (fuck you)
Fuck you very, very much
Cause your words don't translate
And it's getting quite late
So please don't stay in touch

Fuck you, fuck you, fuck you
Fuck you, fuck you, fuck you
Fuck you

You say you think we need to go to war
Well you're already in one
Cause it's people like you
That need to get slew
No one wants your opinion

Fuck you (fuck you)
Fuck you very, very much
Cause we hate what you do
And we hate your whole crew
So please don't stay in touch

Fuck you (fuck you)
Fuck you very, very much
Cause your words don't translate
And it's getting quite late
So please don't stay in touch
Fuck you (fuck you)

Não consigo mais parar de cantar e fico cheia de vontade de dançar...
E, tem mais, fico imaginando a Dilma dizendo isso para Elles...
Quem sabe não está faltando só a gente começar?

Frase do dia

"Se o Serra fosse o presidente do Chile, os mineiros iam ter que pagar pedágio pra sair do buraco."

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Desabafo!!!

Vou votar no Serra

Desculpem, meus amigos, mas vou votar no Serra.

Cansei de ir ao supermercado e encontrá-lo cheio. O alimento está barato demais. O salário dos pobres aumentou, e qualquer um agora se mete a comprar, carne, queijo, presunto, hambúrguer e iogurte.

Cansei dessa história de PROUNI, que botou esses tipinhos, sem berço, na universidade. Até índio, agora, vira médico e advogado. É um desrespeito... Meus filhos, que foram bem criados, precisam conviver e competir com essa raça.

Cansei dos bares e restaurantes lotados nos fins de semana. Se sobra algum, a gentalha toda vai para a noite. Cansei dessa demagogia.

Cansei de ir em Shopping e ver a pobreza comprando e desfilando com seus celulares. Cansei dos estacionamentos sem vaga. Com essa coisa de juro baixo, todo mundo tem carro, até a minha empregada. "É uma vergonha!", como dizia o Boris Casoy.

Com o Serra os congestionamentos vão acabar, porque como em São Paulo, vai instalar postos de pedágio nas estradas brasileiras a cada 35 km e cobrar caro, muito caro.

Desculpem mas Voto no Serra....

O governo reduziu os impostos para os computadores. A Internet virou coisa de qualquer um. Pode? Até o filho da manicure, pedreiro, catador de papel, agora navega, tem Orkut... Vergonha, vergonha, vergonha...

Cansei dessa história de facilitar a construção e a compra da casa própria (73% da população, hoje, tem casa própria, segundo pesquisas recentes do IBGE). E os coitados que vivem de cobrar aluguéis? O que será deles?

Cansei dessa palhaçada da desvalorização do dólar. Agora, qualquer um tem MP3, celular e câmera digital. Qualquer umazinha, aqui do prédio, vai passar férias no Exterior. É o fim...

Também cansei dessa coisa de biodiesel, petroleo do pré-sal, de agricultura familiar. O caseiro do meu sítio agora virou "empreendedor" no Nordeste. Pode?

Cansei dessa coisa assistencialista de Bolsa Família. Esse dinheiro poderia ser utilizado para abater a dívida dos empresários de comunicação (Globo, SBT, Band, RedeTV, CNT, Folha, Estadão, etc.). A coitada da "Veja" passando dificuldade e esse governo alimentando gabiru em Pernambuco. É o fim do mundo!!!

Vou votar no Serra. Cansei, vou votar no Serra, porque quero de volta as emoções fortes do governo de FHC, quero investir no dólar em disparada e aproveitar a inflação. Basta! Vou votar no Serra. Quero ver essa gentalha no lugar que lhe é devido. Quero minha felicidade de volta.

Se você também é milionário, vote no Serra!
(Autor desconhecido - recebido por e-mail.)

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Good times never seem so good

São três dias acordando com um nó entre a garganta e o estomago. Lembranças. Saudades. Fantasio uma história que nunca aconteceu. Lembro dos sinais que nunca vi. Você está ali onde sempre foi o seu lugar. Vai ficar apenas alguns minutos. Talvez volte de novo, passar mais meia-hora daqui há 5 anos. Fiz de tudo para você não sair dali, menos o que você queria que eu fizesse. Levei 25 anos para saber que você foi o primeiro amor, platônico, mas amor. O peso desta revelação escorre pelos meus olhos. Foram aquelas que tranquei enquanto deixava você partir? E o que eu faço com todo este atraso? Como posso seguir em frente do mesmo jeito agora que não sei de mais nada? As imagens se fundem: você, Ele. Eu poderia transferir para você aquilo que talvez sempre tivesse sido teu se eu não tivesse tanto medo. Hoje, eu poderia ser feliz para sempre tendo você do meu lado. Pode ser que em uma ou duas semanas eu nem lembre mais do quanto isso mexeu comigo. Mas hoje, não consigo pensar em nada mais além da saudade que sinto de você.

(Good times always been so good)

sweet caroline from Box Car Racer on Vimeo.


p.s. Porque eu sofro influências dos vizinhos...;-)

Em leilão, os ovarios das mulheres

Eleições presidenciais 2010: em leilão, os ovários das mulheres!

por FÁTIMA OLIVEIRA*

“Isso aqui”, o Brasil, não é um colônia religiosa, não é um Reino e nem um Império, é uma República! Dado o clima do segundo turno das eleições presidenciais brasileiras, parece que as urnas vão parir uma Rainha ou um Rei de Sabá, uma Imperatriz ou um Imperador, que tudo pode, manda em tudo e que suas vontades e ideias, automática e obrigatoriamente, viram lei! Não é bem assim…

Bastam dois neurônios íntegros para nos darmos conta que o macabro leilão de ovários (com os ovários de todas as brasileiras!), em que o aborto virou cortina de fumaça, objetiva encobrir o discurso necessário para o povo brasileiro do que significa, timtim por timtim, eleger Dilma ou Serra.

No tema do aborto a tendência mundial é, no mínimo, o aumento dos permissivos legais, que no Brasil são dois, desde 1940: gravidez resultante de estupro e risco de vida da gestante. Pontuando que legalização do aborto ou o acesso a um permissivo legal existente não significa jamais a obrigatoriedade de abortar, apenas que a cidadã que dele necessitar não precisa fazê-lo de modo clandestino, praticando desobediência civil e nem arriscando a sua saúde e a sua vida, cabe ao Estado laico e democrático colocar à disposição de suas cidadãs também os meios de acessar um procedimento médico seguro, como o abortamento.

Negá-lo, como tem feito o Brasil, que se gaba de possuir um dos sistemas de saúde mais badalados do mundo que garante acesso universal a TODOS os procedimentos médicos que não estão em fase de experimentação, é imoral, pois quebra o princípio do acesso universal do direito à saúde! Eis os termos éticos para o debate sobre o aborto numa campanha eleitoral. Nem mais e nem menos!

Então, o que estamos assistindo nas discussões do atual processo eleitoral é uma disputa para ver quem é a candidatura mais CAPAZ de desrespeitar os princípios do SUS, pasmem, em nome de Deus, num Estado laico! Ora, quem ocupa a presidência da República pode até ser carola de carteirinha, mas para consumo pessoal e não para impor seus valores para o conjunto da sociedade, pois a República não é sua propriedade privada!

Repito, não podemos esquecer que isso aqui, o Brasil, é uma República que se pauta por valores republicanos a quem todos nós devemos respeito, em decorrência, não custa nada dizer às candidaturas que limitem as demonstrações exacerbadas de carolice ao campo do privado, no recesso dos seus lares e de suas igrejas, pois não estão concorrendo ao governo de um Estado teocrático, como parece que acreditam. Como cidadã, sinto-me desrespeitada com tal postura.

As opções religiosas são direitos pétreos e questões do fórum íntimo das pessoas numa democracia. Jamais o norte legislativo de uma Nação laica, democrática e plural. Para professor uma fé e defendê-la é preciso liberdade de religião, só possível sob a égide do Estado laico, onde o eixo das eleições presidenciais é a escolha de quem a maioria do povo considera mais confiável para trilhar rumo a um país menos miserável, de bem-estar social, uma pátria-mátria para o seu povo.

Ou há pastores/as e padres que insistem em ignorar a realidade? “Chefe religioso” ignorante de que a sua religião necessita das liberdades democráticas como do ar que respiramos, não merece o lugar que ocupa, cabendo aos seus fiéis destituí-los do cargo, aí sim em nome de Deus, amém!

O leilão de ovários em curso resulta de vigarices e pastorices deslavadas, de má-fé e falta de escrúpulos que manipulam crenças religiosas de gente de boa-fé para enganá-las, como a uma manada de vaquinhas de presépio, vaquejadas por uma Madre Não Sei das Quantas, cristã caridosa e reacionária disfarçada de santa, exemplar perfeito de que pessoas desse naipe só a miséria gera. Num mundo sem miséria, madres lobas em pele de cordeiro são desnecessárias e dispensáveis. É pra lá que queremos ir e o leilão de ovários quer impedir!

Quem porta uma gota de lucidez tem o dever, moral e político, de não permitir que a escória fundamentalista de qualquer religião, que faz da religião um balcão de negociatas que vende Deus, pratica pedofilia e fica impune e ainda tem a cara de pau de defender a impunidade para pedófilos e os acoberta desde os tempos mais remotos, nos engabele e ande por aí com uma bandeja de ovários transformando a escolha de quem presidirá a República num plebiscito pra definir quem tem mais mão de ferro pra mandar mais no território do corpo feminino!

Cadê a moral dessa gente desregrada para querer ditar normas de comportamento segundo a sua fé religiosa para o conjunto da sociedade, como se o Brasil fosse a sua “comunidade religiosa”? Ora, qualquer denominação religiosa em terras brasileiras está também obrigada ao cumprimento das leis nacionais, ou não? Logo o que certas multinacionais da religião fizeram no processo eleitoral 2010 tem nome, chama-se ingerência estrangeira na soberania nacional. E vamos permitir sem dar um pio?

Diante dessa juquira (brotação da mata pós-desmatamento), onde só medrou urtiga e cansanção, cito Brizola, que estava coberto de razão quando disse: “O Brasil é um país sem sorte”, pois em pleno Século 21 conta com candidaturas presidenciais (não sobra uma, minha gente!) reféns dos setores mais arcaicos e feudais de algumas religiões mercantilistas de Deus.

É hora de dar um trato ecológico na juquira que empana os ideais e princípios republicanos, fora dos ditames da “moderna” agenda verde financeira neoliberal da “nova política”, que no Brasil é infectada de carcomidas figuras, que bem sabemos de onde vieram e pra onde vão, se o sonho é fazer do Brasil um jardim de cidadania, similar ao que Cecília Meireles tão lindamente poetou.

“Quem me compra um jardim com flores?/ borboletas de muitas cores,/ lavadeiras e passarinhos,/ ovos verdes e azuis nos ninhos?/ Quem me compra este caracol?/ Quem me compra um raio de sol?/ Um lagarto entre o muro e a hera,/ uma estátua da Primavera?/ Quem me compra este formigueiro?/ E este sapo, que é jardineiro?/ E a cigarra e a sua canção?/ E o grilinho dentro do chão?/ (Este é meu leilão!)” [Leilão de Jardim, Cecília Meireles].

Em 2010 em nosso país o que está em jogo é também a luta por uma democracia que se guie pela deferência à liberdade reprodutiva e que considere a maternidade voluntária um valor moral, político e ético, logo respeita e apoia as decisões reprodutivas das mulheres, independente da fé que professam. Nada a ver com a escolha de quem vai mandar mais no território dos corpos das mulheres! Então, xô, tirem as mãos dos nossos ovários!


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* FÁTIMA OLIVEIRA é médica e escritora. Feminista. Integra o Conselho Diretor da Comissão de Cidadania e Reprodução (CCR) e o Conselho Consultivo da Rede de Saúde das Mulheres Latino-americanas e do Caribe (RSMLAC). Escreve uma coluna semanal no jornal O Tempo (BH, MG), desde 3 de abril de 2002. Uma das 52 brasileiras indicadas ao Nobel da Paz 2005, pelo projeto 1000 Mulheres para o Nobel da Paz 2005. Autora dos seguintes livros de divulgação e popularização da ciência: Engenharia genética: o sétimo dia da criação (Moderna, 1995 – 14a. impressão, atualizada em 2004); Bioética: uma face da cidadania (Moderna, 1997 – 8a. impressão atualizada, 2004); Oficinas Mulher Negra e Saúde (Mazza Edições, 1998); Transgênicos: o direito de saber e a liberdade de escolher (Mazza Edições, 2000); O estado da arte da Reprodução Humana Assistida em 2002 e Clonagem e manipulação genética humana: mitos, realidade, perspectivas e delírios (CNDM/MJ, 2002); Saúde da população Negra, Brasil 2001 (OMS-OPS, 2002). Autora dos seguintes romances: A hora do Angelus (Mazza Edições, 2005); Reencontros na travessia: a tradição das carpideiras (Mazza Edições, 2008); e Então, deixa chover (no prelo).

E-mail: fatimaoliveira@ig.com.br Texto publicado como ESPECIAL PARA O VIOMUNDO, em http://www.viomundo.com.br/voce-escreve/fatima-oliveira-comeca-a-reacao-das-mulheres-contra-o-aiatola-serra.html


FONTE: http://espacoacademico.wordpress.com/2010/10/13/eleicoes-presidenciais-2010-em-leilao-os-ovarios-das-mulheres/

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sweet caroline

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Qual a diferença entre o amor e a amizade?

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segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Close to the edge

Primeiro dia de faculdade. A menina que vinha da escola de freiras, se espanta em ser uma das 6 únicas mulheres numa turma de 60. Acha bonitinho um rapaz com cara de bonzinho, cabelos lisos, short e chinelos andando com uma das outras garotas da sala. Toda vez que encontrava este rapaz, sentia uma coisa esquisita na boca do estomago. Não se sabe bem como, acabaram ficando amigos. Ele tinha todas as inseguranças do mundo. Ela também. Como todos os adolescentes, tinham motivos para isso. Mas ela não gostava de fraqueza e não se deixava abater, ou não demonstrava. E ele acabou virando o melhor amigo do mundo. Se falavam todo dia. Horas no telefone. Frequentavam a casa um do outro. Ele que a pegava e a deixava em casa nas noites de balada. A atração que ela inicialmente sentiu por ele não resistiu. Ele era o amigo bonzinho. Tão bonzinho e tão amigo que ela nunca imaginou que isso um dia pudesse acabar. Até achava que ele era um pouco afim dela, mas ele nunca disse nada e nunca fez nada. Melhor assim, ela não o magoaria. Nunca o magoaria. Até que um dia, uma amiga em comum chama ela para conversar e a esculacha. Diz que ela estava fazendo ele sofrer, que ela sabia do interesse dele e que se fosse andar sempre grudada nele precisava assumi-lo ou então parar de dar esperanças. Pânico. Ela não pensava nele como homem e não queria faze-lo sofrer. Ela vai conversar com ele. Os dois gaguejam, constrangidos ao extremo. Ela, ainda em estado de choque, diz que não o via como namorado. Dois dias depois, ele e a amiga em comum começam a namorar e se afastam dela. A "amiga" começa a virar a cara. Ele fica dividido, mas é proibido pela nova namorada de se aproximar da "bruxa". E tudo o que ele mais queria era uma namorada. Ela não o culpava. Passou meses racionalizando, tentando se convencer que tudo estava bem. Conseguiu se convencer. Não percebia que, num outro plano, a verdade era outra. Foi a primeira perda. A primeira dor. E foi tanta a dor, que ela parou de sentir. Desaprendeu a chorar.
Nunca o culpou. E aceitou sua amizade de volta, toda vez que ele precisou.
Como era jovem e tinha muito a descobrir sobre si mesma e sobre o mundo: foi à luta. Eram tempos animados: teatro, rock, passeatas, rapazes... Ela já tinha perdido mesmo o gosto pela faculdade, então, se jogou no mundo e foi em frente. Se reciclou. Se renovou.
Não mudou tanto assim, pois ainda acredita com todas as suas forças na amizade verdadeira.
Mas a verdade é que em dias como hoje ela se pergunta se outro desfecho para esta história teria sido possível.

domingo, 10 de outubro de 2010

Marina Silva em Wall Street

Repassando texto do Prof. Vladimir Safatle, da USP:

Com o programa econômico mais liberal entre todos, PV apresentou o novo centro, com roupagem “moderna”
Wladimir Safatle, Folha de S.Paulo, 4 de outubro de 2010
“Wall Street” é, entre outras coisas, o nome do novo filme do cineasta norte-americano Oliver Stone. Ele conta a história da crise financeira de 2008 tendo como personagem central um jovem especulador financeiro que parece ter algo semelhante ao que um dia se chamou pudor.
Sua grande preocupação é capitalizar uma empresa, que visa produzir energia ecologicamente limpa, dirigida por um professor de cabelos brancos e ar sábio. O jovem especulador é, muitas vezes, visto pelos seus pares como idealista. No entanto, ele sabe melhor que ninguém que, depois do estouro da bolha financeira, os mercados irão em direção à bolha verde. Mais do que idealista, ele sabe, antes dos outros, para onde o dinheiro corre. Enfim, seu pudor não precisa entrar em contradição com sua ganância.
Neste sentido, “Wall Street” foi feliz em descrever esta nova rearticulação entre agenda ecológica e mundo financeiro. Ela talvez nos explique um fenômeno político mundial que apareceu com toda força no Brasil: a transformação dos partidos verdes em novos partidos de centro e o abandono de suas antigas pautas de esquerda.
A tendência já tinha sido ditada na Europa. Hoje, o partido verde alemão prefere aliar-se aos conservadores da CDU (União Democrata-Cristã) do que fazer triangulações de esquerda com os sociais-democratas (SPD) e a esquerda (Die Linke). Quando estiveram no governo de Schroeder, eles abandonaram de bom grado a bandeira pacifista a fim de mandar tropas para o Afeganistão. Com o mesmo bom grado, eles ajudaram a desmontar o Estado do bem-estar social com leis de flexibilização do trabalho (como o pacote chamado de Hartz IV). Daniel Cohn-Bendit, um dos líderes do partido verde francês, fez de tudo para viabilizar uma aliança com os centristas do Modem. Algo que soaria melhor para seus novos eleitores que frequentam as praças financeiras mundiais.
No Brasil, vimos a candidatura de Marina Silva impor-se como terceira via na política. Ela foi capaz de pegar um partido composto por personalidades do calibre de Zequinha Sarney e fazer acreditar que, com eles, um novo modo de fazer política está em vias de aparecer. Cobrando os outros candidatos por não ter um programa, ela conseguiu esconder que, de todos, seu programa era o economicamente mais liberal. O que não devia nos surpreender. Afinal, os verdes conservaram o que talvez havia de pior em maio de 68: um antiestatismo muitas vezes simplista enunciado em nome da crença na espontaneidade da sociedade civil.
Não é de se estranhar que este libertarianismo encontre, 40 anos depois, o liberalismo puro e duro. De fato, a ocupação do centro pelos verdes tem tudo para ficar. Ela vem a calhar para um eleitorado que um dia votou na esquerda, mas que gostaria de um discurso mais “moderno”. Um discurso menos centrado em conflitos de classe, problemas de redistribuição, precarização do trabalho e mais centrado em “nova aliança”, “visão integrada” e outros termos que parecem saídos de um manual de administrador de empresas zen. Alguns anos serão necessários para que a nova aliança se mostre como mais uma bolha.
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VLADIMIR SAFATLE é professor no departamento de filosofia da USP.

sábado, 9 de outubro de 2010

Sentido da Vida será descoberto, dizem Ibope e Datafolha

cura ibope datafolha Sentido da Vida será descoberto, dizem Ibope e Datafolha

Após as Eleições, os institutos querem levar a precisão de suas pesquisas para o ramo científico.

Passado o primeiro turno das Eleições, os maiores institutos de pesquisa do Brasil unem-se pela primeira vez para divulgar previsões inéditas que podem mudar os rumos da ciência mundial.

O Sentido da Vida, do Universo e tudo mais é uma das maiores questões da humanidade. Sua resposta tem sido pesquisada há anos pelos mais renomados cientistas e médicos do planeta.

Diante desse cenário, os institutos Ibope e Datafolha foram às ruas para saber da população quando será que essa pergunta terá resposta completa e definitiva.

Segundo as pesquisas, as chances para o Sentido da Vida ser obtido ainda neste ano é de 96%. A margem de erro da pesquisa é de 42 pontos percentuais, para mais ou para menos.

Logo após dedicarem seus esforços para fazer as previsões que fizeram sobre as Eleições, os institutos afirmaram que neste momento preferem voltar-se à pesquisa cinentífica, um campo de trabalho que acreditam conhecer melhor.

“Infelizmente, erramos metade de nossos palpites para as Eleições deste ano”, lamentou Cauê Bonifácio, coordenador de pesquisas da recém-criada joint-venture Datafolha-Ibope. “Talvez tenha nos faltado sorte, eu mesmo tinha certeza que a Dilma venceria no primeiro turno”.

Perguntado pelo Diário de Barrelas sobre as pesquisas de intenção de voto para o Senado em São Paulo, Bonifácio preferiu não comentar.

Após adentrarem o mercado de pesquisas científicas, Ibope e Datafolha prometem expandir ainda mais o escopo de seu trabalho.

“Queremos presentear o Brasil e o mundo com a precisão de nossas pesquisas”, comentou Bonifácio. “Até o final do ano deveremos divulgar resultados que mudarão os rumos da biotecnologia, da busca pela cura do câncer até da ciência dos foguetes.

Sobre foguetes, Bonifácio adiantou que, em uma simulação dos institutos, o homem tem 54% de chances de chegar a Saturno em 2011. “Isso eu garanto!”, exaltou.

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

FRASE DA SEMANA

A Dilma pode não ser a candidata dos nossos melhores sonhos. Mas, o Serra é, com certeza, o candidato dos nossos piores pesadelos.

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

"Nada é só Bom"

A felicidade pode ser uma mercadoria ordinária, vendida e não entregue
Eliane Brum
Ao assistir ao novo filme de Arnaldo Jabor, “A Suprema Felicidade”, fiquei desesperada porque não tinha uma caneta e um bloquinho. Eu nunca ando sem uma caneta e um bloquinho. Mas assisti ao filme na abertura do Festival de Cinema do Rio, na quinta-feira (23/9), vestida para festa e com uma daquelas bolsas ridículas onde mal cabem o batom e o dinheiro do táxi. Um problema quando ouvimos uma frase realmente ótima e tudo o que encontramos para retê-la é um bastão com algum nome bizarro como “beijo fatal”. Tive de apelar para a minha péssima memória porque há no filme algumas frases imperdíveis. Daquele tipo essencial, tão boas que parecem simples e até óbvias e você quer morrer por nunca tê-las escrito. Estas frases unem as memórias do cineasta, que vão emergindo no filme do mesmo modo que as lembramos na vida – sem linearidade e só aparentemente descosturadas. Fiquei repetindo-as durante toda a sessão para mim mesma. Consegui que sobrevivessem razoavelmente ilesas. E a primeira delas é a do título desta coluna: “Nada é só bom”.
Virou meu mantra desde então. Vejo tanta gente sofrendo por aí, achando que sua vida está aquém do que deveria ser, porque tudo deveria ser só bom. Não sei quando nos enfiaram garganta abaixo esta ideia absurda de um estado de felicidade absoluta. Uma espécie de nirvana a ser alcançado em que nada mais nos perturbaria e que seríamos felizes para sempre. Na verdade, só há um jeito de isso acontecer: podemos ser felizes e mortos. Porque este estado imperturbável, imune à vida, só se alcança na morte.
Acho que a grande causa atual de infelicidade é a exigência da felicidade. É o deslocamento do lugar da felicidade para o centro da vida, como um fim a ser alcançado e a medida de uma existência que valha a pena. Se nos lembrarmos bem dos contos de fadas, o “e foram felizes para sempre” era exatamente o fim da história. Era quando o conto morria num ponto final porque não havia mais nada relevante para ser contado. Tudo o que interessava, o que nos hipnotizava e nos mantinha pedindo a nossos pais ou à professora ou a nós mesmos “de novo, conta de novo”, era o que vinha antes. O desejo, as turbulências, os avanços e recuos, os tropeços e os arrependimentos, os erros, o frio na barriga, a busca. Tudo aquilo que é a matéria da vida de todos. O que realmente importa.
Acho impressionante a quantidade de adultos pedindo um final feliz para as suas vidas, para suas histórias de amor, para o sucesso profissional. Não há nenhum mistério no final. Independentemente do que cada um acredita, o fato é que no final a vida como cada um a conhece acaba. Para viver, o que nos interessa não são os pontos finais, mas as vírgulas. Os acontecimentos do meio, o enredo entre o primeiro parágrafo e o último.
Escrevo pequenas histórias de ficção em um site de crônicas e alguns leitores se manifestam, por comentários ou por email, reclamando do desfecho. Eles me ensinam sobre esta exigência da felicidade por toda parte. Pedem, com todas as letras, “um final feliz”. Sentem-se traídos porque não dou isso a eles. Mas voltam na semana seguinte para se perturbarem com o desfecho do novo conto e reclamar mais uma vez. São adultos pedindo histórias da carochinha. E consumidores bem treinados para achar que tudo é produto de consumo.
Acham que ofereço a eles cachorro-quente. Por favor, um pouco mais de mostarda, duas salsichas, menos pimenta no molho. É muito interessante. Mas, de algum modo, algo nos meus “finais infelizes” os engata. Porque, em vez de me deixar para lá e ler algo mais “feliz”, voltam por alguma razão. Talvez descobrir se me rendi a tal da felicidade.
A ideia de felicidade como um fim em si mesmo encobre e desbota tanto a delicadeza quanto a grandeza do que vivemos hoje, faz com que olhemos para nossas pequenas conquistas, nossos amores nem sempre tão grandiloquentes, nosso trabalho às vezes chato, como se fosse pouco. Apenas porque nem a conquista nem o amor nem o trabalho é só bom. E há uma crença coletiva e alimentada pelo mundo do consumo afirmando que tudo deveria ser só bom. E se não é só bom é porque fracassamos.
Deixamos então de enxergar a beleza de nosso amor imperfeito, de nossa família imperfeita, de nosso trabalho imperfeito, de nosso corpo imperfeito, de nossos dentes imperfeitos e até de nossas taxas de colesterol imperfeitas. De nossos dias imperfeitos. Escolher como olhamos para nossa vida é um ato profundo de liberdade que temos descartado em troca de propaganda enganosa.
Tanta gente se esquece de viver o que está aí em troca desta mercadoria ordinária chamada de felicidade. Que, como toda mercadoria, tem essência de fumaça. Se tivesse de escolher entre esta felicidade de plástico que vendem por aí e a infelicidade, preferiria ser infeliz. Pelo menos, a infelicidade me faz buscar. E a felicidade absoluta é mortífera, ela mata o tempo presente.
Não tenho nenhum interesse por esta pergunta corriqueira: “Você é feliz?”. Acho uma questão irrelevante. O que me interessa perguntar a mim mesma – e pergunto a todos a quem entrevisto é: “Você deseja?”
Desejar é o contato permanente com o buraco, com a falta, com a impossibilidade de ser completo. Desejar é o que une o homem à sua vida. Une pela falta. Tem mais a ver com um estado permanente de insatisfação. Não a insatisfação que paralisa, aquela causada pela impossibilidade da felicidade absoluta; mas a insatisfação que nos coloca em movimento, carregando tudo o que somos numa busca permanente de sentido. Desejar é estar sempre no caminho, conscientes de que o fim não importa. O fim já está dado, o resto tudo é possibilidade.
No filme de Arnaldo Jabor, as melhores frases são de Noel, avô do personagem principal, vivido pelo enorme Marco Nanini. Numa ocasião ele diz ao neto: “Ninguém é feliz. Com sorte, a gente é alegre”. E completa: “A vida gosta de quem gosta dela”. Achei de uma simplicidade brilhante. É isso, afinal. É claro que há uns poucos momentos de felicidade, mas, como diz Noel em seguida, eles duram no máximo uns 10 minutos e se vão para sempre.
Em vez de ficar perdendo tempo com finais felizes ou se perguntando sobre a felicidade ou invejando a suposta felicidade do vizinho ou se sentindo mal porque não é um personagem de comercial de margarina, vale mais a pena tratar de viver. Tratar de gostar da vida para que ela goste de você.
Aliás, nada me dá mais medo do que gente que vive como se estivesse num comercial de margarina. Se aceitarem um conselho: corram dessas vidas de photoshop. Elas não existem. Gente de verdade vive do jeito possível – e tenta lembrar que o possível não é pouco. Isso não significa se acomodar, pelo contrário. Mas abrir os olhos para a novidade do mundo na soma subtraída de nossos dias, desejar a vida que nos deseja.
É como em outra frase, esta dita por um comprador ambulante de coisas antigas num momento crucial do filme. Um delirante Noel, assustado com a proximidade da morte e disposto a retomar a alegria, sacode na rua o personagem de Emiliano Queiroz, gritando: “Hoje é sábado, hoje é sábado”. E o comprador de coisas que já perderam o sentido diz a frase antológica, digna de um frasista como Nelson Rodrigues: “O sábado é uma ilusão”.
Sim, o sábado é uma ilusão. Então, lembre de viver também de segunda a sexta.

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Drops

Pra começar a semana

# Eu não queria votar de novo. E agora até me arrependo de não ter feito campanha e boca de urna aguerrida para a Dilma. Fato é que já gostei bem mais de política. Afinal, sou do tempo em que Collor, Sarney e tantos outros eram do lado de lá. Eu ainda continuo enxergando a linha que nos separa, por isso, teclei 13 e confirma para governador no Rio. Fazer o que? Tirar a estrelinha da gaveta e colocar no peito até o dia 31.

Encontros

# O Maravilhoso Estupendo De Dar Inveja em Todos os Outros Segundo Encontro de Blogueiros Cariocas e Simpatizantes bombou. Cineastas, Atrações Internacionais, Tapetes Vermelhos e, principalmente Cerveja com Empada, estão me fazendo sorrir até agora. Impressionante a quantidade de coisas que aconteceram em tão pouco tempo. E já adicionei o Guilhermepirralhosuperfofo.

Reencontros

# Estou empenhada no reencontro da turma de amigos de viagens e saídas de quando eu tinha 20 anos. O dificil é arrumar uma data que sirva para todo mundo, tão envolvidos com compromissos de nossas respectivas famílias como estamos. Ser adulto dá trabalho! De minha parte, é um resgate necessário pois nunca escolhi estar longe. As vezes é preciso remar um pouquinho contra a maré para deixar a vida seguir o seu verdadeiro fluxo. Então, estou certa que o esforço valerá a pena. Porque um dia os filhos crescem, os maridos e namorados podem ir ou não, mas o que realmente fica para alegrar a vida é a amizade.

Desejos

#Então eu relaxei com a caçula e estou me divertindo bem mais. Ela continua aprontando. Eu continuo marcando em cima. Dá trabalho fazer com que ela se mexa, mas ainda estamos encontrando tempo para rir disso tudo. Só não dá para trabalhar fora, estudar para a faculdade, estudar com a filha que está de recuperação, fazer analise, levar filha na analise, ir ao cabelereiro, levar filha ao cabelereiro, ir para academia, levar filha para academia, ir ao médico, levar filha ao médico, se divertir, levar a filha para se divertir, fazer supermercado, fazer a comida, fazer salada, manter a roupa e a casa limpa e arrumada ... aff. Eu juro que o meu sonho de consumo é uma empregada doméstica. Mas por enquanto, meu desejo está canalisado para um carro zero km, porque se o meu quebrar, não vou dar conta nem dos 70% que estou dando. Mas, pensando bem, dinheiro resolveria quase tudo. Enquanto ele não aparece...continuo sonhando com um Picanto, só por causa do airbag como item de série, dos 15 km/l na cidade e por caber em qualquer vaga hauhauhaua.

domingo, 3 de outubro de 2010

MEDDIETOSEBCS

EU FUI


#TENTANDOFAZERINVEJAAOSBLOGUEIROSDEFORADORIOMODEON