quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

feliz solstício de verão

Queridos,

Entra ano e sai ano e eu não consigo desejar nada melhor do que o que Victor Hugo sintetizou no poema abaixo. Então, sendo repetitiva (e gagá, como alguns de vocês já perceberam), mando de novo esta mesma mensagem de ano e mundo novo para vocês, meus queridos, que estiveram comigo nos momentos dificeis, mas também àqueles que reencontrei depois de anos. (Dizem que para o sentimento não existe tempo: tive a prova disso.)
Este foi um ano mais do que especial. 15 anos da Bruna com muito muito trabalho, stress, preocupação, emoção. Ela nunca facilita as coisas pra mim. Um incêndio atrás do outro. Mas sobrevivemos.
Foi o ano em que consegui aplicar uma decisão antiga: romper com o medo. Romper com as amarras à minha felicidade e à dela. Foi bem dolorido romper. Uma tempestade.
Depois disso, os primeiros tons do arco-iris começaram a se juntar no horizonte.
Reencontrei muitos de vocês, e, em vocês, reencontrei  eu mesma.
Então, que hoje seja o último dia do mundo. De um mundo que tem medo de ser feliz.
E dia 22, quando acordarmos, que nossos olhos possam ver que há um mundo novo que pode ser inventado.
Para vocês e para mim, neste novo mundo, eu "Desejo primeiro que você ame,
E que amando, também seja amado.
E que se não for, seja breve em esquecer.
E que esquecendo, não guarde mágoa.
Desejo, pois, que não seja assim,
Mas se for, saiba ser sem desesperar.
Desejo também que tenha amigos,
Que mesmo maus e inconseqüentes,
Sejam corajosos e fiéis,
E que pelo menos num deles
Você possa confiar sem duvidar.
E porque a vida é assim,
Desejo ainda que você tenha inimigos.
Nem muitos, nem poucos,
Mas na medida exata para que, algumas vezes,
Você se interpele a respeito
De suas próprias certezas.
E que entre eles, haja pelo menos um que seja justo,
Para que você não se sinta demasiado seguro.
Desejo depois que você seja útil,
Mas não insubstituível.
E que nos maus momentos,
Quando não restar mais nada,
Essa utilidade seja suficiente para manter você de pé.
Desejo ainda que você seja tolerante,
Não com os que erram pouco, porque isso é fácil,
Mas com os que erram muito e irremediavelmente,
E que fazendo bom uso dessa tolerância,
Você sirva de exemplo aos outros.
Desejo que você, sendo jovem,
Não amadureça depressa demais,
E que sendo maduro, não insista em rejuvenescer
E que sendo velho, não se dedique ao desespero.
Porque cada idade tem o seu prazer e a sua dor e
É preciso deixar que eles escorram por entre nós.
Desejo por sinal que você seja triste,
Não o ano todo, mas apenas um dia.
Mas que nesse dia descubra
Que o riso diário é bom,
O riso habitual é insosso e o riso constante é insano.
Desejo que você descubra ,
Com o máximo de urgência,
Acima e a respeito de tudo, que existem oprimidos,
Injustiçados e infelizes, e que estão à sua volta.
Desejo ainda que você afague um gato,
Alimente um cuco e ouça o joão-de-barro
Erguer triunfante o seu canto matinal
Porque, assim, você se sentirá bem por nada.
Desejo também que você plante uma semente,
Por mais minúscula que seja,
E acompanhe o seu crescimento,
Para que você saiba de quantas
Muitas vidas é feita uma árvore.
Desejo, outrossim, que você tenha dinheiro,
Porque é preciso ser prático.
E que pelo menos uma vez por ano
Coloque um pouco dele
Na sua frente e diga "Isso é meu",
Só para que fique bem claro quem é o dono de quem.
Desejo também que nenhum de seus afetos morra,
Por ele e por você,
Mas que se morrer, você possa chorar
Sem se lamentar e sofrer sem se culpar.
Desejo por fim que você sendo homem,
Tenha uma boa mulher,
E que sendo mulher,
Tenha um bom homem
E que se amem hoje, amanhã e nos dias seguintes,
E quando estiverem exaustos e sorridentes,
Ainda haja amor para recomeçar.
E se tudo isso acontecer,
Não tenho mais nada a te desejar ".

Com carinho,
Chris

segunda-feira, 26 de novembro de 2012

Temporada das Flores

22 de setembro foi o equinócio da primavera no hemisfério sul.
http://grooveshark.com/#!/album/O+BEIJO+DO+VAMPIRO/6656463

Dia 10 de outubro, eu fiz uma denúncia com muitos anos de atraso. Lei Maria da Penha. Foi uma das coisas mais difíceis que fiz em minha vida. Em parte porque foi muito dificil aceitar que tudo isso tinha acontecido comigo. Não foi um filme, uma estória, foi uma parte grande da minha vida e da minha filha entre ameaças, chantagens e ofensas. O medo - já foi dito antes - é um dos sentimentos mais poderosos. Por ele, as vezes, deixamos de viver o nosso potencial.

Dia 02 de novembro reencontrei amigos queridos com os quais cheguei a ter uma família. Não os via há cerca de 15 anos. Cada dia tem sido uma novidade. Algumas destas amigas estão me contando como eu era. Tive um apagão pessoal. Me falta a memória de muito do que eu era e fazia. Elas são o meu backup. E me amam como se o tempo não tivesse passado.

Onde eu andei? Estava respirando por aparelhos, mantendo as funções vitais e me fortalecendo para conseguir me recuperar e voltar para mim. Não foi perdido este tempo. Aprendi a ter humildade ( nem tanta), aprendi a ceder, aprendi a sofrer e dar a volta por cima. Aprendi a amar, a deixar uma outra vida depender de mim. Cresci. Mas continuava presa.

Hoje, livre do medo, comemoro a vida. Planejo um aniversário daqui há poucas semanas, no meio do povão, roçando coxas. 45 anos. Estou de volta, em primavera, esperando e construindo o verão. O amor que me espere. Estou chegando com fome.


http://grooveshark.com/#!/album/O+BEIJO+DO+VAMPIRO/6656463




Temporada das flores
Que saudade agora me aguardem,
Chegaram as tardes de sol a pino,
Pelas ruas, flores e amigos,
Me encontram vestindo meu melhor sorriso,
Eu passei um tempo andando no escuro,
Procurando não achar as respostas,
Eu era a causa e a saída de tudo,
E eu cavei como um túnel meu caminho de volta.
Me espera amor que estou chegando,
Depois do inverno a vida em cores,
Me espera amor nossa temporada das flores.
Eu te trago um milhão de presentes,
Que eu achava que já tinha perdido,
Mas estavam na mesma gaveta,
Que o calor das pessoas e o amor pela vida...
Me espera estou chegando com fome,
Preparando o campo e a alma pra as flores,
E quando ouvir alguém falar no meu nome,
Eu te juro que pode acreditar nos rumores.
Me espera amor que estou chegando,
Depois do inverno a vida em cores,
Me espera amor nossa temporada das flores.
Me espera amor que estou chegando,
Depois do inverno é a vida em cores,
Me espera amor nossa temporada das flores.
Me espera amor que estou chegando,
Depois do inverno é a vida em cores,
Espera amor nossa temporada das flores.
Me espera amor que estou chegando,
Depois do inverno é a vida em cores,
Espera amor nossa temporada das flores.

(Mulher Asterisco)

quarta-feira, 21 de novembro de 2012

Fogo de palha (ou sobre como é melhor ter parcerias)

Impulsiva pra caramba. Se por configuração do céu ou alguma outra obra do acaso, não sei dizer, mas o caso é que adoro novidades. Sou capaz de me jogar de cabeça, completamente apaixonada em diversos projetos, mas tenho uma imensa dificuldade de manter este entusiasmo, a motivação e a constância depois de algumas semanas. Se exigir disciplina e paciência então, a possibilidade de eu ir deixando de lado a nova idéia é quase 100%. Ao longo dos tempos, acabei aprendendo que o único antidoto que funciona contra a minha vontade de desistir é ter sócios, parceiros, companheiros e camaradas. Partilhar planos os tornam duradouros, fornecendo combustíveis de longo prazo.

Nem sempre consigo administrar minha vida social satisfatóriamente. Os últimos 16 anos foram tempos de retração entremeados com alguns episódios de ser o que sou, mais ou menos duradouros. As vezes, por algum mecanismo ainda indecifravel de defesa, acabo me afastando das pessoas e adotando um estilo - completamente insatisfatório - lobo solitário de ser.

Isso acontece aqui também. Mesmo sendo alguém irritante e que escreve posts desordenados, com títulos longos, bagunçando qualquer tentativa de arrumar a casa... prefiro ver minha parceira de saco cheio comigo do que longe. E nem adianta deixar eu sozinha para eu fazer o que quiser sem stress...Não tem graça. Então, nem tenha a esperança de eu retribuir a gentileza e deixar o blog só para a Hellomotta. Se tem gente em casa, eu apareço mais vezes, porque o que eu gosto mesmo é de casa cheia. Sozinha, eu nem estaria mais aqui...

quinta-feira, 15 de novembro de 2012

Ponte Aérea


Mês passado eu consegui a chance de participar de uma comissão que eu super queria. Não possui vantagem financeira, mas acho que é uma puta chance de ampliar meu conhecimento na carreira e, principalmente, ganhar um pouco de visibilidade.
Quem me conhece sabe que eu sou Petroaholic total. Sonho em seguir aquela carreira bucólica de supervisão, coordenação, gerência, diretoria e, quem sabe, presidência. A maioria dos meus colegas não tem. Mas eu tenho. Não sei porquê, mas eu sempre convivi bem com essas relações de poder. Provavelmente é meu lado geminiano dando ar de existência. hehehe

Claro que ainda estou longe de qualquer reconhecimento considerável, mas, últimamente, me vejo muito feliz com cada nova conquista, mesmo tento que trabalhar em jornadas duplas, sábados, domingos ou feriados.

O primeiro bônus começa daqui a duas semanas: viagem a trabalho. Dia 26/11 vou pra São Paulo. Para os amigos paulistas de plantão: call me maybe!
Fora do horário de expediente, "Sao Paolo is mine"! Tenho 3 noites para aproveitar as delícias da cidade da garoa. Restaurantes, Teatros e, claro, compras (porque ninguém é de ferro!).

Ai que feliz!
Nenhuma cidade brasileira desperta tanto o meu lado consumista quanto SP. "Olá, Cartão de Crédito! Prepare-se pois eu vou lhe usar!"

Volta pra Terra, Fernanda!
Sonho e consumo de lado. Vamos voltar ao foco: trabalho. Porque ralação a gente vê por aqui!



Ahhh! Eu não poderia deixar de comentar: a despeitada da minha ex colocou silicone. (Rá Rá Rá)



Sem mais.
h'[m]

terça-feira, 13 de novembro de 2012

Retorno, de novo!

Esse final de semana me prometi voltar a escrever. Não porque tenha alguma coisa a acrescentar, ou porquê tenha pessoas pra alfinetar. Mas sim porque recebi um puta elogio - no trabalho - sobre a facilidade que tenho de combinar palavras no papel, me fazendo lembrar o quanto escrever me conforta.
Na verdade, acho que não quero explicar o porquê decidi voltar, mas sim, simplesmente voltar. Exatos 111 dias depois do meu último post, muita coisa aconteceu.

Ainda não encontrei minha nova cara-metade. Ainda me pego sofrendo o término do meu último relacionamento. Ainda tenho o mesmo emprego, os mesmos amigos (que bom!).

MAS... consegui me desfazer de 16 indesejados kilos com muito esforço (talvez pelo fato de que jantar em casa nunca teve o mesmo gosto), reaprendi a fazer mais coisas por mim (talvez pelo fato de ter estado um pouco mais só), percebi que pessoas ainda caem aos meus pés com maior facilidade do que eu costumo acreditar (talvez até mesmo pelo fato de ter passado a cuidar mais de mim) e estou sendo bastante reconhecida no trabalho, tendo a chance de participar de vários projetos legais ( talvez pelo fato de ter voltado a focar no trabalho).

Miami Beach at Collins
Foquei minha dor em viagens, esportes, amigos e cultura. Conheci a noite gay de Mendoza, fiz trilha no Aconcágua, compras em NY e mergulho em Miami.Voltei a jogar Tenis e à academia, comecei a fazer corrida de rua e tomei gosto. Fui a mais de 30 festas, comemorações, encontros e reencontros. Já li "O prisioneiro do Céu", "50 tons de Cinza", "Viagens", comecei a ler "Um dia" e "50 tons mais escuros", mas parei para ler "A Sombra do Vento".

Já vi aquela que penso ser amor por algumas vezes. Em algumas demonstrei afeto. Em outras fiz a linha amiga, mas, como nada disso funcionou, agora, apenas consigo demonstrar indiferença.

E assim se passaram seis meses. Não sei se consegui - nem se quero - resumir esses últimos. Com o tempo as coisas se ajeitam.
Enquanto isso, vou me reacostumando com essa casa antiga. Sacodindo as almofadas e tirndo um pouco da poeira. Passando uma água nos lençois e no chão da sala.
Mas primeiro eu vou descansar, jogar os pés no sofá e decidir: "por onde começar?"


;]
h'[m]

segunda-feira, 12 de novembro de 2012

Go younger

segunda-feira, 8 de outubro de 2012

Biscoitinhos de Lua Minguante

Para ser comido por amiga doente no primeiro dia de lua minguante e primeiro dia de sua nova idade. A lua minguante vai reduzir todo o mal e toxicidade que ainda resta em seu corpo. No liguidificador, óleo de coco, açucar mascavo, aveia, farinha integral, linhaça, tomate, geléia de framboesa, ovos e fermento. Depois de batido, misturar a chia. Jogar a massa delíciosa na forma untada com óleo de coco. A receita estava perfeita e as intenções, as mais nobres. Mas solou. (Cá entre nós, sou campeã em solar bolos) Puxa vida! A cozinha impregnada do cheio doce do bolo e do óleo de coco. Como aproveitar o sabor, o amor e os ingredientes saudáveis? Na vida, a saúde não chega sempre sem dificuldades, porém a superação do medo e dos fracassos é possível. Não ficou o bolo fofo, que derrete na boca que deveria, mas o bolo solado foi partido em pequenos retângulos que foram envoltos em castanha picada e gergelim e levados ao forno para tostar. Os biscoitos foram colocados numa caixa com laço de fita azul e dados com carinho para uma amiga que está precisando de cuidado. Que ao olhar a lua de hoje você possa jogar fora tudo de triste que te faz mal!
Ademresadev By Mulher Asterisco

domingo, 30 de setembro de 2012

Abóbora à Lua Cheia

Abóbora:  Melhora o aspecto da saúde da pele, olhos e mucosas, Evita infecções, Auxilia no crescimento,  Laxante, Diurética, Anti-reumática, Auxilia na formação de ossos, Melhora a contração muscular, Importante na transmissão dos impulsos nervosos, Atua na coagulação sanguínea, Boa para diabéticos e pré-diabéticos, para  náuseas e enjoos de gestantes, Aumenta a libido  e  Ajuda na cura de ferimentos, picadas de insetos, queimaduras leves e furúnculos.

Camarão: Tem também propriedades no combate à artrite e à artrose. Trata-se da glicosamina, uma substância contida no crustáceo eficaz na redução da velocidade do processo de desgaste das articulações, melhorando o estado geral e a qualidade de vida do paciente.

Aveia: Possui propriedades excelentes para baixar o colesterol, regular o instestino, prevenir câncer de instestino, perder peso, auxiliar no tratamento de diabetes, e prover diversos minerais e vitaminas para quem consome.

Limão: O limão pode ser considerado o rei dos frutos curativos, pela quantidade e variedade de suas aplicações. Auxiliar em regimes de emagrecimento. Ao tonificar o fígado e desintoxicar o sangue, ele equilibra o metabolismo de queima da gordura corporal e o mecanismo de compulsão alimentar.

Alecrim: É antisséptico, atua na debilidade cardíaca, tônico do coração e estômago, excitante, combate gases, bom para o fígado, rins e intestino e para menstruação irregular.




Gergelim: Aumenta a saciedade porque tem uma carapaça de nutrientes que, até ser quebrada para que ocorra a absorção do alimento, precisa de tempo, prolongando assim a vontade de comer. E ainda existem as proteínas, que também promovem a saciedade e ajudam na prevenção de flacidez. Alguns nutrientes encontrados nele, como as fibras insolúveis, contribuem para regularizar o trato intestinal. Além disso, é ótimo para controle de glicemia sangüínea, pois proporciona maior duração da saciedade e contribui para a boa disposição. Para completar, por conter uma grande quantidade de cálcio em sua composição, o gergelim ajuda no controle da massa corporal gorda, agindo não só na lipólise (quebra de gordura), como na inibição da lipogênese (armazenamento de tecido adiposo).

Com as próprias mãos:   Na primeira noite de Lua Cheia, pegue uma abóbora bem redonda, lave bem, parta ao meio e retire as sementes. Pincele por dentro e por fora com óleo de coco e leve as metades ao forno, envolvidas por papel aluminio. Enquanto as abóboras cozinham, pegue camarões em forma de lua crescente e refogue-os no alecrim, temperando com limão.   Faça uma farofa ou pirão com aveia, gergelim e castanha. Para farofa, doure apenas na mesma frigideira do camarão, aproveitando o alecrim, o sal marinho, o alho e o limão usados no tempero do camarão. Para o pirão, acrescente líquido temperado à farofa e cozinhe a aveia mexendo e pensando no poder de transformação experimentado pela preparação dos alimentos. Neste dia, só se deve comer alimentos preparados por suas próprias mãos.   Misture a aveia e o camarão. Quando as abóboras estiverem macias, recheá-las com a mistura e voltar ao forno para gratinar.  
Coma com azeite.  
Este alimento possui alto poder de regeneração e nutrição. Indicado para momentos de fortalecimento, nos quais é preciso alimentar os sonhos e colocar as mãos na massa para que eles possam se tornar realidade.

segunda-feira, 3 de setembro de 2012

A rezadeira

Preconceito contra funk e rap. Acabei formando um após escutar algumas preciosidades  como "pentada violenta", "chá de cu" ou então "tudo pelo baseado eu faço" nas músicas que os jovens aqui do Rio gostam de ouvir ou de dançar.  Então basta escutar uma cadência meio batida e uma letra meio falada que já torço o nariz. Respeito o direito de minha filha e os demais jovens escutarem o que quiserem, mas não omito a minha opinião  e sempre torci, em segredo, que existisse um lugar em que estes mesmos jovens convivessem  com algo que não fosse apenas apologia de drogas ou sexo. Mas preconceito é ignorância. E eu não escapei dela.
Foi numa tentativa de retribuir a partilha de preferências musicais, já que a caçula acabou ficando fã de Ira e até de Legião Urbana, que acabei escutando uma música que ela me apresentou dizendo que chorava muito pensando em mim. Véia, do Projota, contava a história de um menino que perdeu mãe. Como esperado, não gostei da música. Credo! A comparação com a mãe morta me deu até arrepios. Mas não pude deixar de lembrar que quando eu também era só filha, o medo de perder a mãe era uma uma de minhas assombrações. Foi assim que eu escutei mais uma e mais outra e outra. Algumas horas depois, eu estava com o refrão de uma das músicas na cabeça e com uma dúvida sobre alguma coisa na letra que não tinha entendido direito. Como sempre, consultei o oráculo.  Google me confirmou que a "rezadeira" era a mãe do "menino", coloquei a música para tocar e acompanhei a letra. Desta vez, fui eu quem me emocionei.
http://grooveshark.com/s/A+Rezadeira/3xFrHe?src=5
Desde então, "deixa o menino jogar que é sexta-feira, pra proteger é que existe a rezadeira" tem sido cantarolado em minha cabeça noite e dia. Esta aproximação emocional com a história de uma mãe que pode salvar seu filho, me remeteu a dor das milhares de mães que perdem seus filhos, a maioria jovens negros, para a violência urbana. Eu mesma fui testemunha da dor da mãe de Anderson, sindicalista negro, cujo assassinato continua sem solução desde 2006. Independente da inocência ou crime dos jovens assassinados, suas mães são sempre vítimas, no mínimo, de uma dor devastadora. Esta dor já tinha sido apontada por Chico na maravilhosa "meu guri". Mas agora eu não estava ouvindo um poeta intectualizado de classe média tentando se aproximar de uma outra realidade - o que só mostra que os verdadeiros artistas tem o dom da transcendencia. O "eu vi", que abre a maior parte dos versos em "A Rezadeira", explica o lugar de onde Projota fala.
Pesquisei um pouco mais e li melhor as letras de Véia, D.Lourdes, Guerreira e Projeção para Elas. Fui arrebatada. O respeito à mulher em todos os seus papeis jogou por terra o preconceito de que eu já havia formado de que no funk e no rap, as mulheres ocupavam um papel exclusivamente sexual. A mulher de Projota é inteira e ama. De todas as formas. Qual o amor maior do que uma mãe que consegue só com a força da sua oração ressucitar seu filho? Ou qual mãe não sonha com poder fazer isso, caso se depare com um momento destes?
Mas não fui ganha apenas pela mensagem, pela forma também. Pelas imagens. Em poucas palavras, uma história foi contada com cheiro e cor. Palavras escolhidas com precisão para passar a emoção.  Eu me senti diante de um tesouro.  E, hoje, só posso ficar feliz, que no meio de tanto lixo, minha filha tenha me mostrado uma flor tão rara.
O que só confirma minha teoria de que devemos deixar os jovens produzirem sem tolhi-los, a liberdade de criação é a matéria prima da qual a verdadeira arte se alimenta.

A Rezadeira
Projota

Suas pernas foram feitas pra correr, neguim, então vai
Degola o estirante, embola na rabiola e traz
Seus olhos foram feitos pra enxergar,
Toda vez que uma mina passar
Sua boca foi feita pra xavecar, então vai e traz
Porque eu já vi sua situação, suas panela no fogão,
Sua chinela sem cordão, sua favela seu colchão,
Sua sequela, podridão, seu caderno sem lição,
Sua rabeira nos busão, seu roubo seu ganha-pão,
Sua fuga com seus irmãos, sua comemoração,
Vi seu bute bonitão, seu futebol de salão
Sua garra pela função, sua marra, sua perdição
E até chorei com a sua primeira detenção.

Vagabundo vai correr, vai brincar
Vai chover, vai sujar
Dexa o menino jogar, que é sexta feira
Pra proteger é que existe a rezadera
A rezadeira vai rezar, rezadeira, vai rezar, rezadeira...

Mas essas grade num te prendem, né neguim, vem, volta pra "nóis"
Dexa os problema de lado, compra uma moto veloz
Só que pra ter moto veloz, né, tem que ter um dim
E foi assim, foi assim que eu vi seu fim
Porque eu vi sua vontade, eu vi seu plano
Eu vi você, vi seus mano
Eu vi o disfarce e vi seu cano
E vi você atirando
Eu vi correndo, vi trocando,
Se escondendo, se assustando
Eu vi ali, te vi orando
E vi o seu peito sangrando
Eu vi seus amigo saindo, seus amigo te deixando
Sua coragem se esvaindo, e o seu olho fechando
Eu vi seu choro, vi seu medo por dentro
Te dominando e vi meia dúzia de anjos te buscando.

Vagabundo vai correr, vai brincar
Vai chover, vai sujar
Dexa o menino jogar, que é sexta feira
Pra proteger é que existe a rezadera
A rezadeira vai rezar, rezadeira, vai rezar, rezadeira...

E ela teve que te ver neguim, sangrando no chão
Ela tentou te socorrer, mas um pronto socorro não
Ela atravessou o isolamento, sem caô
Eu vi quando ela empurrou um policial e ajoelhou
Eu vi também ela chorando no seu sangue
Gritando um tal senhor
Cantando alto e claro aquele bonito louvor
Encarando seu espírito ao lado do seu corpo, em pé
Implorando pra que se arrependa se puder
E eu vi o seu corpo tremendo com o seu coração parado
E uma lágrima escorrendo com o seu olho fechado
Eu vi o povo todo olhando estasiado
E vi cada uma das câmeras pifando pro segredo ser guardado
A rezadeira parou de cantar, e pra você sorriu
Os anjos voltaram pro céu, e então o seu olho se abriu
E eu chorei testemunhando com vocês
Quando eu vi sua mãe te dando a luz pela segunda vez

quinta-feira, 30 de agosto de 2012

Apresentação do Blog "Niomar"

Passem lá para conferir: http://esquecidaniomar.blogspot.com.br/

"Niomar Moniz Sodré Bittencourt, em sua época, foi mais conhecida como Dona Niomar. A reverência, se de um lado indica o respeito, e, até mesmo, o temor que inspirava, muito mais se confundia com a sua própria condição de dona do jornal mais importante de nosso país na década de 60, o Correio da Manhã. Se foi sob sua gestão que o jornal sucumbiu, também foi sob ela que protagonizou seus momentos mais heróicos.

Mas não só o Correio da Manhã. Também era voz corrente que o MAM era o museu de D. Niomar. Neste caso, não se tratava de uma relação de propriedade, mas sim, de autoria. Para dar materialidade física ao museu e ao seu projeto pedagógico, “mundos e fundos” haviam sido movidos por esta adjetivável mulher.
É possível afirmar, sem medo de errar, que chegou a ser a mulher mais influente e poderosa na segunda metade do séc XX em nosso país.
Nestes tempos em que vivemos, de celebridades e sub-celebridades que são esquecidas na semana seguinte, resgatar do anonimato histórico um mulher que ousou defender e lutar por aquilo que acreditava e, por isso, sofreu conseqüências é uma obrigação com a história de nosso povo e, principalmente, com as gerações mais novas, que começam a cobrar nas ruas o resgate da memória e da verdade sobre esta época.
Niomar foi uma mulher profundamente conectada com o seu tempo, mas pelo ângulo do futuro. Vanguardista, portanto. Mas neste mesmo tempo, sua individualidade jogou um lugar único e, por isso, atitudes suas, se não tiveram papel decisivo na alteração do fluxo dos acontecimentos históricos, ajudaram a configurar as feições de como estes grandes acontecimentos se deram concretamente.

Este blog tem o objetivo de garimpar e reunir registros que nos permitam conhecer melhor a Niomar, não apenas a Dona, nem apenas os adjetivos, mas uma pessoa inteira, ambígua e que ocupou plenamente o seu lugar na história. "





sexta-feira, 24 de agosto de 2012

Post novo no outro blog

http://esquecidaniomar.blogspot.com.br/2012/08/biografia-de-niomar-por-flavia-bessone-i.html

segunda-feira, 20 de agosto de 2012

Sobre projetos, mar, janelas e livros

Comecei hoje dois novos projetos:

Um que pode ser acompanhado pelo facebook que é o desafio 17.
17 semanas para eu começar um condicionamento físico e poder realizar a prova "Rei e Rainha do Mar". Não segui o projeto verão do Lobo e desde fevereiro estou parada e enferrujando. Não aguentando mais as dores da idade e do peso, decidi voltar a fazer exercícios, mas só de pensar nas dores, desistia. Escolhi a água. O sol do Rio ajudou. Comecei com 500m e a meta é chegar em 2200 em 15 de dezembro. 100m a mais por semana.
Durante as 17 semanas, vou postando fotos de janelas. Aliás, de fotos tiradas pelas janelas. Fotos com horizontes amplos. Porque é lá longe que eu quero o meu olhar.

O outro projeto é um novo blog. Venho tentando deslanchar esta idéia há alguns meses, mas não encontro a forma certa que me permita levar o projeto até o fim. Quem me conhece, sabe do meu desejo de escrever um livro. Quando criança já plantei a minha árvore, um Pinus Elliotii no canteiro da avenida principal de Bagé. Quando virei adulta, tive a minha filha. E agora que a maturidade me alcança, falta o livro para cumprir a profecia do proverbio chinês. O novo blog tem o objetivo de ser um ponto de partida para o meu (primeiro?) livro. Me falta foco e persistência. Mas se ainda tenho dúvidas sobre se consigo levar o projeto até o fim, não tenho dúvidas que a única forma de terminar algo é começando.

Apresento aos vizinhos a primeira postagem do novo blog NIOMAR e conto com sua visita, palpites, críticas e informações para que, interagindo comigo, me ajudem a ir dando os passos neste projeto, que no momento, é apenas inspiração.


sexta-feira, 10 de agosto de 2012

As férias mais estranhas

Eu pergunto porque não sei quais são os limites. Não há limites, disse ele.
Não sei se ele tem clareza de tudo o que está contido nesta resposta. Eu vejo ainda medo. Em mim. Nele. Dizem que não há emoção mais poderosa. E, de uma certa forma, 20 anos de afastamento também tem sua explicação nele.
Eu também disse a ele das descobertas que ando fazendo sobre mim, minha história. Eu gosto de compartilhar com ele. Confio. As vezes me irrito porque ele custa a entender, tão cheio de certezas que é. Mas quem sabe eu não possa descobrir um jeito de me explicar melhor. Gosto de fazer companhia. Cuidar. Gosto de ver cada centímetro de progresso. Em sua melhora e, também, aqui dentro. Gosto de ver o gelo derreter e descobrir que certas coisas não eram o que pareciam.
As dívidas estão sendo pagas. Hoje, é possível me amar por ser capaz de ser legal e fazer coisas boas. Não mais uma jovem presunçosa e egocentrica. Alguma arrogância e orgulho a vida quebrou. Sei lá se isso reverte em benefício para mim, pois cada vez mais, a vida insiste em me dizer que há algo nos egoistas que os tornam magnéticos e desejaveis. Mas eu gosto mais assim, como é hoje. Se for para atrair que não seja por manipulação. Mas também que não seja por dependência, como costumeiro. Seja por descobrir o conforto de amarmos e sermos amados. De estarmos na companhia de quem queremos para dividir nossas histórias e nossas referências. Espero que  não demore muito ou percamos o timing.
Eu vi uma lua, de sua varanda, nascer quente e vermelha e ir subindo até se tornar brilhante e soberana no céu. Eu a vi alçar as alturas centímetro por centímetro de onde eu estava. Eu tenho paciência para ver o amor conseguindo sair de seu esconderijo e ganhando confiança em si  para que possa servir de guia.
Seguro um pouco a fome de ligar todo dia, toda hora. A hora é de ter cuidado para amadurecer sem sufocar.

Depois de tanto tempo, eu me pergunto: se isso não é amor, o que mais pode ser?

quarta-feira, 25 de julho de 2012

O quanto ainda dói

Os dias passam. A dor não. Já se passaram 2 meses que a felicidade não mora mais em mim.
No rosto apenas sorrisos falsos ou temporários. Tentando esquecer e esconder toda a bagunça que ficou por dentro.

Preciso esquecer. Preciso esquecer. Mas por que? Porque precisa ser desse jeito tão difícil?
Eu tenho tanta coisa engasgada pra dizer. Entre pedidos e desabafos, um nó persiste na garganta. Uma outra lágrima se mostra viva, e me faz lembrar que ainda é preciso lavar tudo por aqui.
Eu me permito chorar, mas não o tempo todo. É preciso viver. E eu tenho fingido uma vida que até eu, as vezes, acredito.
O quão bem está do lado de fora, é inversamente proporcional à vista horrível que ficou por dentro.

Dor. Dor. Tenho paciência e espero. Cicatrize com calma.
E vamos pra luta. Porque a vida segue.

h'[m]

quinta-feira, 21 de junho de 2012

Saudade que mata, ou quase isso

Depois de 4 semanas aprendendo a superar um pé na bunda, você opta por gastar todos os minutos do dia para evitar um momento de depressão.
Aí ok. Já chega em casa, pula no banho, bate na cama e, apaga. Não sei quanto a vocês, mas eu sonho cada segundo, as vezes lembro, as vezes não. Mas geralmente lembro.

Ontem foi assim, bati na cama e fui: O telefone tocava e eu não acreditava, era ela me chamando pra jantar. Depois do susto, um banho, uma caprichada no vizú e fui. Chegando na porta do restaurante, sinto uma pressão no meio do peito, ela faz uma cara de assustada, me abraça e fala: "Fê, você levou um tiro!".

Ploft!
Acordei as 2h da manhã extremamente assustada. Demorei a pegar no sono de novo. Foi difícil acordar pra trabalhar, foi difícil focar no trabalho e tô indo arrastada pra academia.
Mas pior é perceber que passei o dia todo pensando: "teria valido o tiro".

Por que a gente é assim, me diz?
POR QUE?

h'[m]

segunda-feira, 18 de junho de 2012

Xodades é o caralho!

Aí que você posta uma frase no facebook super compactando o final de semana, cheio de atividades físicas e sociais.
Aí que você se dá o trabalho de escrever algo bonitinho e delicado, que fique subentendido que, independente do que foi feito, nada sozinho é tão gostoso quanto o coletivo, mostando a suavidade do misto de emoções.

Aí você, ainda em êxtase, ainda digerindo tanta felicidade, recebe um aviso de novo comentário no facebook.

- "MUITO BOM,LEMBRAR! XODADES"

Porra. Deletei, lógico. Nem pensei duas vezes.

O primeiro erro nesse comentário é: "TÁ GRITANDO POR QUE, PORRA?"
E o segundo. XODADES?

Na Boa. Xodades pra mim é saudade de Xo#@!
Volta pro Orkut, volta?

Sério, tô revoltada.
f'[m]

terça-feira, 12 de junho de 2012

Bilhete Vazio


Estou o dia inteiro com a cabeça num papel - e no Song Pop, claro. Queria escrever uma carta pra você. Peguei a caneta algumas vezes, mas sempre a jogava de lado, então pensei: por que não um post?

Mas ao abrir o blog, descobri o motivo da caneta não ter trabalhado hoje: nada tenho a escrever à você. Pelo menos não agora. O melhor que você tem de mim é o silêncio. Porque, nesse momento, você já não me serve.

Até.

h'[m]

segunda-feira, 4 de junho de 2012

Dia após dia

Cada novo dia é uma terapia e um misto de sensações. De raiva à saudade. Mais raiva do que saudade. Mais saudade do que raiva.

Sexta feira, um amigo me contou que iria ao Skol Sensations já era depois das 10h. Liga pra cá, manda mensagem pra lá... Posso ir com vocês? Claro.
É um sai do trabalho correndo pra cá. Um corre no shopping pra lá. Aborta toda missão e corre pra casa do amigo.

Fora o engarrafamento da ida, e a Dutra interdidata na volta. A viagem foi completamente maravilhosa. Amigos para ouvir e aconselhar. Restaurantes deliciosos pra experimentar, e a festa... Ah! A Festa! Foi a coisa mais incrível que eu já fui e vi na vida.


Chega deu uma dor no peito na hora de voltar. A hora em que a explosão assenta, a ficha volta a começar a cair. Voltar pra casa pra quê? Não tenho mais nada de interessante por aqui.


As vezes me pego sobrevivendo ao invés de viver. E não, não acho isso certo. E também não adianta... Já sei que vai passar. Já sei que só preciso dar mais tempo. Mas... dói! E como dói! E a dor é uma coisa que te tira do foco. Que você já não consegue racionar. E é o que está acontecendo por aqui. Tá difícil de raciocinar.


E enquanto o foco não volta, o negócio é ocupar o tempo com tudo e todos. Agradecendo os elogios, focando no cuidado da saúde, aproveitando cada festa e esperando o inesperável... tempo.

f'[m]

quarta-feira, 30 de maio de 2012

Os Anos que passam


Para quem não sabe, ontem foi meu aniversário, mas não teve festa. Reuni uns amigos para tomar um chopp e preencher o vazio que ficou pelo término de um relacionamento que faria 1 ano no próximo dia dos namorados. Seis dias se passaram e, lógico, ainda não foi o suficiente para essa dor passar.
Uns dias doem mais, outros menos. Mas dói. Nuns eu choro mais, noutros menos. Mas choro.

Seis únicos dias nos quais eu já fiz coisas que não queria fazer, deixei de fazer outras que eu queria e para algumas coisas eu ainda não faço idéia se quero ou não fazer.
Seis dias que fingi rir enquanto chorava, e que respondia "Tá tudo ótimo" quando queria dizer "Tá tudo uma merda!".

Seis dias que estiveram cercados de outros 345. Filmes se passam. Coisas que não fazem sentido. O continuista responsável pelo filme da minha vida deveria ser imediatamente expulso da academia. Proibido definitivamente de exercer essa função novamente.

Mas também foram seis dias que percebi estar cercada de muita gente querida. Queridas e valiosas.
Uma mão que se estende de onde eu menos esperava.
Amigos que reapareceram para mostrar que 1 mês ou 1 ano longe não fazem a menor diferença em uma verdadeira amizade.

Eu acabei de fazer 28 anos, mas foram os 6 últimos dias que me alertaram para todo o aprendizado e maturidade que eu não imaginava ter. E que me fazem assumir o que eu sempre soube mas tentava esconder: escrever é terapia para os dias não tão felizes.

Ainda bem que eu tenho aqui meu espaço. Aqui é minha casa.
Vida que segue. E recomeça.

Bom retorno para mim.

f'[m]

sexta-feira, 16 de março de 2012

Informações que podem ajudar um Amigo

Para quem não sabe, eu tive uma crise convulsiva na quinta-feira passada. A princípio, evento único e causado por hipoglicemia.
Passada uma semana - e o susto - procurei me inteirar sobre o assunto, lendo matérias e definições que pudessem ajudar a identificar o motivo e se haverá necessidade de tratamento continuado.

De tudo que li, o mais importante foi descobrir que a convulsão é um distúrbio resultante relativamente comum, porém, pouquíssimo entendido e que acompanha uma série de mitos.
Como tive a sorte de estar acompanhada de amigos que souberam me ajudar, gostaria de repassar as informações abaixo, que poderão ser de extrema importância para ajudar um colega no futuro.


Procedimentos durante uma crise convulsiva
A crise convulsiva costuma ser um momento muito estressante. A primeira coisa que deve se ter em mente é que a maioria das crises dura menos que cinco minutos e que a mortalidade durante a crise é baixa. Assim, deve-se manter a calma para que se possa ajudar a pessoa.

Medidas protetoras que devem ser tomadas no momento da crise:

- Deitar a pessoa (caso ela esteja de pé ou sentada), evitando quedas e traumas;
- Remover objetos (tanto da pessoa quanto do chão), para evitar traumas;
- Afrouxar roupas apertadas;
- Proteger a cabeça da pessoa com a mão, roupa, travesseiro;
- Lateralizar a cabeça para que a saliva escorra (evitando aspiração);
- Limpar as secreções salivares, com um pano ou papel, para facilitar a respiração;
- Observar se a pessoa consegue respirar;
- Afastar os curiosos, dando espaço para a pessoa;
- Reduzir estimulação sensorial (diminuir luz, evitar barulho);
- Permitir que a pessoa descanse ou até mesmo durma após a crise;
- Procurar assistência médica.

Se possível, após tomar as medidas acima, devem-se anotar os acontecimentos relacionados com a crise. Deve-se registrar:- Início da crise;
- Duração da crise;
- Eventos significativos anteriores à crise;
- Se há incontinência urinária ou fecal (eliminação de fezes ou urina nas roupas);
- Como são as contrações musculares;
- Forma de término da crise;
- Nível de consciência após a crise.


O que NÃO fazer durante e após uma crise convulsiva
- Várias medidas erradas são comumente realizadas no socorro de uma pessoa com crise convulsiva. Não deve ser feito:
- NÃO se deve imobilizar os membros (braços e pernas), deve-se deixá-los livres;
- NÃO tentar balançar a pessoa. Isso evita a falta de ar.
- NÃO coloque os dedos dentro da boca da pessoa, involuntariamente ela pode feri-lo.
- NÃO dar banhos nem usar compressas com álcool caso haja febre pois há risco de afogamento ou lesão ocular pelo álcool;
- NÃO medique, mesmo que tenha os medicamentos, na hora da crise, pela boca. Os reflexos não estão totalmente recuperados, e pode-se afogar ao engolir o comprimido e a água;
- Se a convulsão for provocada por acidente ou atropelamento, não retire a pessoa do local, atenda-a e aguarde a chegada do socorro médico.
- NÃO realizar atividades físicas pelo menos até 48 horas após a crise convulsiva.


Espero que a dica não seja necessária. Mas a informação é a melhor arma de combate, né?
Até logo, pessoal!


Beeeijo!
h'[m]

segunda-feira, 12 de março de 2012

Aceitando o convite do Lobo

Aceitei o convite do Lobo para integrar o projeto verão 2013. Na verdade, eu já tinha começado o meu. Mas vou tornar coletivas as progressões.

Início em 05/01. Exercício máximo suportado: 20 minutos de elíptico sem carga.

Atualização em 12/03. Menos 3,4 kg. Exercício do dia: 50 minutos de elíptico carga 6.

Dieta em torno de 1600 calorias por dia (um pouco mais nos fins de semana hehehe).

Nos exercícios, também costumo variar. Semana passada andei de bicicleta na praia no domingo, fiz eliptico e musculação na terça, uma aula de dança do ventre na quinta e na sexta fiz hidroginástica.
A meta é conseguir me manter ativa de 4 a 5 dias por semana.

Vamos que vamos!

quarta-feira, 7 de março de 2012

3 dias de atraso

Eu prometi escrever em 4 de março.
Já vou me desculpando comigo mesma de não ter conseguido chegar a 100% das metas parciais estabelecidas. No peso, 25% do objetivo atingido. No romance comigo, mais vadiagem que empenho. Mas estamos progredindo bem na academia. Pela primeira vez, levo um projeto de musculação a sério, na esperança de que a perda dos quilos não se reverta num excesso de pelanca.
Balanço parcial: no caminho e mantendo o foco. Todas as coisas boas demoram mais para acontecer agora, tudo é lento...menos a idade que avança numa velocidade assustadora.
Meta estabelecida e meta em andamento.
A próxima meta é focar no trabalho, porque a dispersão e o saco cheio me dominam... Estabelecendo metas: Em 1 mês já ter terminado o relatório da Biblioteca e ter arrumado as pastas antigas. Volto a escrever em 7 de abril para checar ;-)

Até lá, repita comigo:

Chris, foca no trabalho!

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Outros carnavais ;-)

Eu queria ser cool e dizer que acho carnaval um saco. Que só ouço música de qualidade e que não consigo entender aquela alegria toda. Eu queria dizer que iria aproveitar o Carnaval para colocar minhas leituras e filmes em dia. Poesia ou filosofia. Ou então que só gosto dos antigos carnavais e que os desfiles das escolas descaracterizaram as verdadeiras raízes do samba bla bla bla ... Mas, eu tive uma infância cheia de deliciosos carnavais que acabou me viciando em marchinhas e fantasias. Resultado: Eu sou bem bagaceira e adoro carnaval! Nem é tanto gostar de samba...só alguns e considero pagode algo próximo do funk na minha escala de desgostos. Eu gosto mesmo é de Carnaval e uma batucada. Eu tinha até esquecido o quanto eu gosto, porque faz anos e anos que aproveito o feriadão para viajar ...sabe como é? Marido ciumento, depois filha criança, sempre muito trabalho... Mas aí o marido foi pastar. E a filha cresceu e exigiu: Neste ano eu vou ficar no Rio e vou em todos os blocos. Mãe obediente que sou, larguei qualquer outra programação e fiquei por aqui.
Este é o segundo ano que passo o carnaval na cidade do Rio e estou realmente impressionada com a dimensão da festa pelas ruas da cidade. Porque é disso mesmo que se trata, a cidade em festa. Multidões nas ruas. Me lembram passeatas. Costumava adorar passeatas e quanto mais cheias, melhor. Eu gosto desta energia coletiva que faz o povo todo estar numa mesma sintonia. Faz tempo que não vejo uma boa passeata. Mas me sobrou o Carnaval, em que aquela multidão toma as ruas para exigir diversão. Em cores, enfeites, grupos de amigos e até mesmo em beijos roubados.
Música tem para todos os gostos, sambas, marchinhas, reggae, Beatles, rock. Todos os gastos. Tem bloco grande, imenso. Mas tem pequeno também. Tem jovens, muito jovens e meio jovens, muitos jovens e ....mais jovens ainda. E quando vc pensa que já deu, chega mais uma multidão de jovens. Esta é uma parte ruim da festa, pois é tanto jovem que é impossível não se sentir velha...mas sabendo procurar, encontra-se um lugar no qual vc caiba. E a cerveja tb é para os mais velhos, porque os pequenos jovens vão de vodka com energético. Muita cerveja. Muita vodka. Pouco banheiro. A cidade sofre também.
São tantas opções que 4 ou 6 dias são pouco para curtir no Rio. Daria talvez para aproveitar o carnaval em um bairro apenas...
Minha programação até que não saiu cara, um aparelho celular...Todo mundo teve um celular furtado... eu já tinha comprado um reserva de 89,90 para o carnaval, logo o meu s2 foi preservado. É para quem entende de multidões.
E os desfiles das escolas de samba? Não me importa se virou pirotecnia...é bonito de se ver e ponto. Não foi este ano que fui Sapucar em algum camarote e falta traseiro para ficar nas arquibancadas, fica para a próxima ou para o outra.
Mas o bom mesmo...o melhor de tudo foi reencontrar a adolescente que esperava ansiosa pelo Carnaval para improvisar fantasias. Não há nada mais gostoso que despir a fantasia de mulher asterisco e experimentar ser outra coisa. Melhor ainda se foi tudo criação minha. E improvisei tanto e tantas que até sobrou fantasia...algumas nem fotografei...mas não sou mesmo dessas que tira foto de tudo.
A verdade é que a idade pesa e não tenho folego para tudo. Pude, então, aproveitar o novo plano da TV a cabo com muitos canais de filme para botar as pernas para cima entre um dia e o seu depois de amanhã. Deu tempo para tudo, até para descansar!

Meio que enlouquecia enquanto a filha não chegava em casa, mas isto são ossos do ofício.
Afinal, por mais que ela goste de carnaval no futuro, aproveitar tudo isso quando se é jovem tem outro gosto.
Que saudade dos meus antigos carnavais!



quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Precisamos falar sobre a mãe de Kevin?

Bem...se você espera uma resenha de cinema, não aqui. Sou dessas que não entende de cinema e que julga um filme apenas de acordo com suas sensações, tipo: gostei ou não gostei. Sou do tipo que reclama das adaptações de livros para o cinema e não consegue distinguir os diferentes aspectos de um filme. Dito isto, que fique claro que adoro ir ao cinema, just for fun.

Ansiosa para assistir Precisamos falar com Kevin, cheguei no cinema com grande espectativa em função das críticas que tinha lido. Saí frustrada. Não vou entrar no mérito de se o filme é bom, se as interpretações são geniais, se os atores são maravilhosos, se a direção é contundente...isto é para quem entende. Eu quero registrar o meu incômodo.

Quando saí do cinema, eu tinha visto a mesma história do livro, mas não vi Eva Kachadourian. Não a Eva com quem partilhei dias e noites lendo suas corajosas cartas para Franklin.
A Eva que eu vi nas telas era uma mulher fraca, covarde, a qual ficou muito fácil atribuir uma grande responsabilidade na patologia do filho. A mulher corajosa, inteligente, investigativa e capaz de entender como a sociedade das sub-celebridades acaba retroalimentando fenômenos como os "garotos columbine" desapareceu. O cérebro cedeu seu lugar à culpa. Não que não houvesse um lugar para a culpa na história contada por uma mãe de um psicopata juvenil e até mesmo para sua expiação...até aí eu e o filme fomos juntos. O problema começa - na minha opinião - quando só existe este lugar.

O grande mérito do livro, na minha opinião, tinha sido o de desglamourizar a maternidade, mostrando que nem sempre ser mãe é um conto de fadas, um desejo absoluto para as mulheres. Eva é a mãe ambigua. Mãe a contragosto. Preferia sua liberdade, suas viagens, seu trabalho e seu marido só para si. Era uma mulher feliz sendo livre. Por amor a Franklin, aceitou ser mãe, mas isto era tentar se enquadrar num papel ao qual se sentia desconfortável. Qual o problema nisso? Não é todo mundo que tem vocação para conversar com a própria barriga ou passar o dia fazendo tatibitati com bebezinhos... isto por acaso é uma sentença de impossibilidade de ter um filho? Ou um atestado de doença mental/social para o fedelho? Não. Então, há que se colocar alguns pingos nos is.

A dinâmica social. Aqui eu vou repetir a velha cantilena feminista das socialistas do início do século, que, infelizmente parece esquecida neste mundo em que empoderar a mulher se tornou enlouquecer numa quadrupla jornada. O fato da criança ser gerada no corpo da mulher apenas dá a mulher o direito de decidir sobre o que acontece no seu corpo. Depois que nasce, uma criança é, na verdade, filha de todos os seres humanos, pois cada uma e todas elas significam a humanidade se renovando. A sobrevivência da raça humana é uma responsabilidade coletiva e, portanto, não pode ser atribuida a individuos só porque estas já tiveram o trabalho de carregar a criança em sua barriga. Não somos animais para viver de acordo com instintos. O ser humano produz e se reproduz na Cultura. Desta forma, o cuidado com as crianças deveria ser o mais social e coletivo possível, liberando a mulher destas tarefas. Creches e escolas em tempo integral, com esporte, lazer, alimentação, tranporte escolar, cuidado médico, assistência social, lavanderias...tudo que envolve o cuidado com as crianças ( e idosos tb, mas isto é para outro post) precisaria ser visto como uma obrigação da sociedade para garantir as melhores condições de sobrevivência e preparo das futuras gerações. Porque a minha tarefa para com as futuras gerações é bem maior do que só preparar a minha filha para ter um bom futuro, porque se os outros de sua geração se fuderem, não tenho dúvidas que vão arrastá-la para o fundo do poço junto. Digo isto para fincar pé na tese de que ser mãe não pode ser visto como um sacerdócio que acaba com a liberdade das mulheres e as obriga a conviverem com crianças o dia inteiro ou então se matarem para dar conta de suas tarefas de mãe e profissional e sufocarem de culpa por não darem conta de tudo. Esta posição da maternidade - cheia de idealizações, culpas e angustias - é absolutamente cultural e serve muito bem para a finalidade de economizar milhões em equipamentos sociais e serviços públicos de qualidade.

A dinâmica familiar. Voltemos ao livro. No caso do Kevin em questão, havia mais do que uma relação dificil entre mãe e filho. O papel do pai, permissivo, tem uma importância fundamental na dinâmica entre Eva e Kevin. Franklin sempre foi o obstáculo para que este vínculo se estabelecesse, pois tenta compensar a falta de "instinto maternal" de Eva. Assim, Franklin sai da posição de pai - detentor da lei. Posição subjetiva esta, que fica vazia, pois tampouco Eva consegue ocupar já que Franklin está lá, obstruindo. Já disseram antes e eu repito, toda compensação é uma deformação. As dificuldades iniciais entre Eva e Kevin não seriam diferentes das dificuldades de alguma mãe que tivesse depressão pos-parto e no meio de sua confusão exagerasse atribuindo a um bebê características adultas como chorar de propósito só para perturbá-la. O que desestrutura este relacionamento é o medo que Eva tem de perder o amor de Franklin por não ser uma boa mãe, medo fundamentado no fato de Franklin ser incapaz de ver defeitos no filho. Eva ama Franklin, Franklin ama Kevin e Kevin tem raiva por Eva amar Franklin e não ama ninguém. Por isto, no livro, Eva escreve a Franklin. Porque não é no relacionamento mãe-filho que está a chave doméstica da investigação que Eva faz sobre o comportamento de Kevin, mas sim, na dinâmica familiar. A Eva do livro tem coragem de ver a sua responsabilidade nesta dinâmica, mas não é indulgente com os demais. A Eva do filme é absoluta em sua culpa.

Eu poderia ter gostado do filme se não tivesse lido o livro e se ele não tivesse significado para mim o início de uma reflexão que marcou um ponto de ruptura com a minha própria culpa de mãe. Acho que até gostei do filme, principalmente da cena final, mas preciso reclamar um pouco, afinal estou ficando velha e rabugenta e aqui eu posso falar o que eu quiser mesmo!

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Matematicamente confuso

Eu costumo me dar bem em relacionamentos no geral. Sou do tipo "poucos conflitos", sem sangue nos olhos. Costumo ser paciente, boa ouvinte, mas confesso que não sou boa conselheira.

Não sou de brigar muito com meus pais, desde que eu esteja um cadinho longe. Talvez seja esse o motivo de eu me aproximar demais das pessoas e, não mais que de repente, dar uma sumida. De outra forma repentina, apareço: meses depois com a cara de quem saiu por 5 minutos pra tomar café e está voltando.


O blog, na verdade, tem colhido um pouco disso.Talvez seja a forma que encontrei de evitar desgaste, de evitar rancor, ou mesmo de obrigar os eixos a se manterem fortes na minha ausência.


Alguns dos meus melhores amigos já entenderam isso, e mesmo sem nos ver a meses, continuam me chamando do mesmo apelido e, vez ou outra, me ligam com um "vamos tomar aquele choppinho hoje?". Eu gosto disso. Aquela historinha de "Cara, por que você faz isso? Você some! Se eu não te ligar você não liga, né? Por que você não foi não-sei-onde, não-sei-quando e não-sei-porquê?". Isso me dá um pouco de argh. Acho que, realmente, a fase sumir sempre fez parte de mim. Algumas vezes bem cíclicas, outras não tanto.




Independente de sumida ou não, conflito nunca foi o meu forte. Eu evito ao máximo. Sou do tipo super-paciente que analisa os pros e contras. Quase um intermediador. Não é a toa que eu faço parte de diversos grupos de pessoas completamente diferentes entre si. E essa mistura geralmente dá certo.

No namoro eu não sou do tipo barraqueira ou ciumenta. Quer ir, vai. Não quer ir, fica. Se eu quero que você vá, e você não vai... "senta aqui, me explica o porquê. Deixa eu entender!"

Eu realmente gosto de entender as coisas!

Se eu puder unir as vontades, perfeito. Se não der, na maioria das vezes, prefiro me omitir pra agradar e conciliar a maioria. Eu sou do tipo que gosta mais de dar (presentes, seus maldosos) do que receber. Eu realmente gosto de agradar. E é verdade que não agradar alguém me incomoda. Quando eu sei que alguém não foi com a minha cara eu fico pra morrer. Mas também confesso que isso tem me incomodado bem menos do que já me incomodou ontem. E espero que bem mais do que me incomodará amanhã.


É verdade que nem tudo é esse mar de flores que eu escrevi.

Eu sou meio sistemática e costumo gostar das coisas meio que conforme o planejado, ou, ainda, conforme a onda. Mudanças bruscas me irritam, mas só um pouco.Exatamente pelo fato de ser boa conciliadora, ser contrariada não é o que - de fato - mais me irrita. O que me irrita é não RESOLVER. Eu posso não entender, não aceitar, ou o que seja. Mas se alguém tenta explicar, as coisas se resolvem. Se você não entende, não aceita, mas não me deixa explicar, o problema é seu. Mas se eu não entendo, não aceito, mas ninguém quer me explicar, a coisa fica bem ruim. Do jeito que tá agora.

Matematicamente falando, tô com uma programação funcional travando no looping, mas o chefe do banco de dados tá de férias em Salvador... Enquanto isso, vamos gastando MB e queimando HD.

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Clipe do Criolo com o Ilê...



Adoro!!!!


Edited:

Nossa! Fico arrepiada cada vez que assisto...e este eu consigo ver no trabalho.

Olha aí a O+* entrando em ritmo de carnaval ziriguidum

Ano que vem a Bahia que me aguarde hehehehehe

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Olha a Hellomotta aí, gente!

Todo final de semana deveria ser final de semana prolongado. Sei que tô super sumida, mas tive que voltar pra dar o ar da graça!

Dia 20 foi feriado aqui no RJ, pra quem não sabe. E, também pra quem não sabe, dia 19 foi o dia da primeira-dama. Não de todas, mas da minha.
Tivemos comemoração quinta, sexta, sábado e domingo. Ufaaa!

Na quinta-feira, ela - que tem um puta bom gosto - escolheu o Miam Miam pra comer em família: Ela, o irmão, a mãe e eu(oi?). Sempre ouvia falar desse restaurante, mas nunca tinha ido. Quando cheguei, achei meio decada de 80. As mesas do lugar pareciam as da minha avó, e eu lembrava das coca-colas de vidro que tinham sobre aquela mesa - a da minha avó, não a do Miam - em dias de festa.
Namorada informou pra mesa que todos os móveis ali estavam à venda. Todos os itens de decoração, na verdade. Lembrei da Narcisa, e pensei "como rico é um bicho estranho". Olha, desculpa. Vintage é o caralho! Aqueles móveis eram velhos! De "vintage" não tinha nada! Mas enfim...
Depois de eu reclamar de tudo um pouco - da iluminação que era péssima, do lugar que era "feio", e do fato do Vallet simplesmente bloquear a calçada como se as vagas fossem patrimônio do restaurante ou da empresa - e ainda na área de espera, chegou nosso pedido de entradinhas: bruschetas e Rosbife com qualquer coisa. As entradinhas eram super simples, mas era deliciosas!
Depois de mais algumas cocas e entradinhas, chegou nossa vez de ir pra mesa. Lá, eu, ela e a mãe, ficamos na parte de carnes. O irmão não quis comer. Cada uma pediu um prato diferente e : "tcharam" chegaram nossos pratos: lindos e deliciosos. Juro! Era de comer rezando, ou "resmungando", como eu fiz! hahahaha
A conta deu médio-cara. Mas achei que SUPER valeu a pena. Se eu fosse um classificado do globo daria a cotação "$$". Fica a dica pra quem quiser fazer bonito no romance ou na paquera.


Na sexta, feriado, fomos fazer um brunch no Parque Laje e aqui vem outra dica gastronônica-cultural: Vocês precisam experimentar!
Não achei o café lá grandes coisas, mas a vista, o clima e as pessoas... Recomendo.
Até me bateu uma vibe de combinar o 1º encontro de blogueiros do ano com um picnic no Parque Laje.
O dia estava lindo, e o lugar também não deixou a desejar. Não é a toa que hospeda uma escola de artes e fotografia.

O café se prolongou até as 14h, quando partimos da calmaria do parque laje para os bons drink, na agitação de Ipanema.
Saimos de lá, sabe-se Deus quando. Só deu tempo de chegar em casa, tomar um banho e partir para São Conrado, onde fomos assistir a peça "Judy Garlland". Amigues do meu coração: ASSISTAM!

Eu tô na correria aqui, pra variar! Sem mais novidades pro momento.

Ps.: Não finjam que não entenderam a indireta do MEDDIETOPEBCS!

beeeijo
h'[m]
;*

Nunca fomos tão rápidos

Não sou um exemplo de pessoa "conectada", mas tento, na medida do possível, não perder o trem da história e acompanhar minimamente a evolução tecnológica e suas alterações no comportamento humano. Não é simples, pois cansa trocar de Celular. Cansa trocar de versão de software. É frustrante descobrir que não é mais no mesmo lugar que se executa determinada tarefa. E cansativo descobrir onde é. Então, mesmo pagando um alto preço, é para o futuro que me oriento. Não sou daquelas que relembram o passado e dizem que já fomos melhores. Não acho. Não quero voltar a viver num mundo sem e-mail, sem celular com internet e sem google. Por isso, não consigo parar de pensar nos acontecimentos virtuais da última semana. A força de algo começou a se delinear...algo ainda embrionário mas que eu vi claramente nos episódios que pautaram o Facebook: BBB e Luiza. Ainda não cheguei na twitterland.

1º - BBB: Não vi. Mas acredito no relato do meu especialista de plantão, Gato de Van Kamp, de que houve um momento em que a moça desacordada foi montada e que quem estava vendo começou a twitar sobre o abuso. Mesmo não tendo havido penetração, a situação já está enquadrada pela nova lei do estupro. E , na minha opinião, não precisaria nem da moça confirmar nada, uma vez que foi ao vivo o flagrante. Bastam as testemunhas que viram o PPV. Ela estava desacordada. E o tal programa deveria sim ser retirado do ar por estimulo, conivencia e acobertamento de crime.
Fiz um exercício de imaginação em cima do fato de que um monte de gente desinibida, poucos escrupulos, muita bebida e cativeiro já seriam ingredientes presentes em outros BBBs, o que poderia ter feito isto já ter acontecido antes e não ser um fato inédito. O que provavelmente mudou foi que alguém que estava vendo não estava mais isolado em sua casa sem poder fazer nada. A pessoa que viu, twittou. Outro que viu a mesma coisa, retwittou e a denuncia se alastrou. Não me venham dizer que isso foi jogada para aumentar o Ibope do BBB... porque isso é coisa que não se controla. É claro que eles vão tentar reverter tudo para seu favor. É isso que o sistema faz. Mas ninguém teria um plano de marqueting de associar a imagem do BBB a uma coisa tão negativa quanto um estupro. Nunca.

2º - Luiza. Adoro. Adorei a piada. A propaganda tosca de um imbecil provinciano falando da "sociedade paraibana" enquanto reune uma familia sem graça toda apertadinha no sofa da sala com os joelhinhos pontudinhos aparecendo, merecia nada menos que virar uma piada local. E quem já criou piada ou expressões locais ou de determinados grupos sabe como estas coisas são. Quanto mais tosco, mais engraçado. Quanto mais simples, mais fácil de pegar. A questão é que o "local" não é mais um pequeno bairro de João Pessoa. O Twitter e o FaceBook tornaram esta piada local, nacional. O local é a provincia Brasil. Simples assim. Quando conheci a piada, já estava velha. É claro que o mesmo sistema usou a piada para vender. É isso que o sistema faz: camisetas de griffe com a estampa do Che Guevara. Tudo serve para ganhar dinheiro. Tudo o que começa de forma espontânea, livre e criativo, vai ser de uma forma ou de outra usado para fazer dinheiro.

Tanto num caso quanto no outro, tudo rápido. Just in time. Quase ao vivo. Sem burocracia. O Carlos Nascimento acha que já fomos mais inteligentes. Eu me pergunto quando. Quando nos comunicávamos com sinais de fumaça? Ou quando a TV era uma via de mão única e ninguém podia questionar? A verdade é que nunca fomos tão rápidos e tão eficientes em pautar a mídia. Mas alguns não conseguem dormir com um barulho destes... Por isso desviam o foco para uma discussão intelectualóide criticando o conteúdo. O que me parece um sintoma de que já perceberam que mesmo um pequeno fio de liberdade pode estremecer o sistema é que esta semana louca tenha sido também a mesma de uma das primeiras dramáticas batalhas pela liberdade na internet, com a discussão do SOPA. A guerra está só começando. E, neste caso, os que concordam que já fomos mais "inteligentes" me parecem que vão acabar chegando atrasados.