sexta-feira, 16 de março de 2012

Informações que podem ajudar um Amigo

Para quem não sabe, eu tive uma crise convulsiva na quinta-feira passada. A princípio, evento único e causado por hipoglicemia.
Passada uma semana - e o susto - procurei me inteirar sobre o assunto, lendo matérias e definições que pudessem ajudar a identificar o motivo e se haverá necessidade de tratamento continuado.

De tudo que li, o mais importante foi descobrir que a convulsão é um distúrbio resultante relativamente comum, porém, pouquíssimo entendido e que acompanha uma série de mitos.
Como tive a sorte de estar acompanhada de amigos que souberam me ajudar, gostaria de repassar as informações abaixo, que poderão ser de extrema importância para ajudar um colega no futuro.


Procedimentos durante uma crise convulsiva

A crise convulsiva costuma ser um momento muito estressante. A primeira coisa que deve se ter em mente é que a maioria das crises dura menos que cinco minutos e que a mortalidade durante a crise é baixa. Assim, deve-se manter a calma para que se possa ajudar a pessoa.

Medidas protetoras que devem ser tomadas no momento da crise:

- Deitar a pessoa (caso ela esteja de pé ou sentada), evitando quedas e traumas;
- Remover objetos (tanto da pessoa quanto do chão), para evitar traumas;
- Afrouxar roupas apertadas;
- Proteger a cabeça da pessoa com a mão, roupa, travesseiro;
- Lateralizar a cabeça para que a saliva escorra (evitando aspiração);
- Limpar as secreções salivares, com um pano ou papel, para facilitar a respiração;
- Observar se a pessoa consegue respirar;
- Afastar os curiosos, dando espaço para a pessoa;
- Reduzir estimulação sensorial (diminuir luz, evitar barulho);
- Permitir que a pessoa descanse ou até mesmo durma após a crise;
- Procurar assistência médica.

Se possível, após tomar as medidas acima, devem-se anotar os acontecimentos relacionados com a crise. Deve-se registrar:
- Início da crise;
- Duração da crise;
- Eventos significativos anteriores à crise;
- Se há incontinência urinária ou fecal (eliminação de fezes ou urina nas roupas);
- Como são as contrações musculares;
- Forma de término da crise;
- Nível de consciência após a crise.


O que NÃO fazer durante e após uma crise convulsiva

- Várias medidas erradas são comumente realizadas no socorro de uma pessoa com crise convulsiva. Não deve ser feito:
- NÃO se deve imobilizar os membros (braços e pernas), deve-se deixá-los livres;
- NÃO tentar balançar a pessoa. Isso evita a falta de ar.
- NÃO coloque os dedos dentro da boca da pessoa, involuntariamente ela pode feri-lo.
- NÃO dar banhos nem usar compressas com álcool caso haja febre pois há risco de afogamento ou lesão ocular pelo álcool;
- NÃO medique, mesmo que tenha os medicamentos, na hora da crise, pela boca. Os reflexos não estão totalmente recuperados, e pode-se afogar ao engolir o comprimido e a água;
- Se a convulsão for provocada por acidente ou atropelamento, não retire a pessoa do local, atenda-a e aguarde a chegada do socorro médico.
- NÃO realizar atividades físicas pelo menos até 48 horas após a crise convulsiva.


Espero que a dica não seja necessária. Mas a informação é a melhor arma de combate, né?
Até logo, pessoal!


Beeeijo!
h'[m]

segunda-feira, 12 de março de 2012

Aceitando o convite do Lobo

Aceitei o convite do Lobo para integrar o projeto verão 2013. Na verdade, eu já tinha começado o meu. Mas vou tornar coletivas as progressões.

Início em 05/01. Exercício máximo suportado: 20 minutos de elíptico sem carga.

Atualização em 12/03. Menos 3,4 kg. Exercício do dia: 50 minutos de elíptico carga 6.

Dieta em torno de 1600 calorias por dia (um pouco mais nos fins de semana hehehe).

Nos exercícios, também costumo variar. Semana passada andei de bicicleta na praia no domingo, fiz eliptico e musculação na terça, uma aula de dança do ventre na quinta e na sexta fiz hidroginástica.
A meta é conseguir me manter ativa de 4 a 5 dias por semana.

Vamos que vamos!

quarta-feira, 7 de março de 2012

3 dias de atraso

Eu prometi escrever em 4 de março.
Já vou me desculpando comigo mesma de não ter conseguido chegar a 100% das metas parciais estabelecidas. No peso, 25% do objetivo atingido. No romance comigo, mais vadiagem que empenho. Mas estamos progredindo bem na academia. Pela primeira vez, levo um projeto de musculação a sério, na esperança de que a perda dos quilos não se reverta num excesso de pelanca.
Balanço parcial: no caminho e mantendo o foco. Todas as coisas boas demoram mais para acontecer agora, tudo é lento...menos a idade que avança numa velocidade assustadora.
Meta estabelecida e meta em andamento.
A próxima meta é focar no trabalho, porque a dispersão e o saco cheio me dominam... Estabelecendo metas: Em 1 mês já ter terminado o relatório da Biblioteca e ter arrumado as pastas antigas. Volto a escrever em 7 de abril para checar ;-)

Até lá, repita comigo:

Chris, foca no trabalho!

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Outros carnavais ;-)

Eu queria ser cool e dizer que acho carnaval um saco. Que só ouço música de qualidade e que não consigo entender aquela alegria toda. Eu queria dizer que iria aproveitar o Carnaval para colocar minhas leituras e filmes em dia. Poesia ou filosofia. Ou então que só gosto dos antigos carnavais e que os desfiles das escolas descaracterizaram as verdadeiras raízes do samba bla bla bla ... Mas, eu tive uma infância cheia de deliciosos carnavais que acabou me viciando em marchinhas e fantasias. Resultado: Eu sou bem bagaceira e adoro carnaval! Nem é tanto gostar de samba...só alguns e considero pagode algo próximo do funk na minha escala de desgostos. Eu gosto mesmo é de Carnaval e uma batucada. Eu tinha até esquecido o quanto eu gosto, porque faz anos e anos que aproveito o feriadão para viajar ...sabe como é? Marido ciumento, depois filha criança, sempre muito trabalho... Mas aí o marido foi pastar. E a filha cresceu e exigiu: Neste ano eu vou ficar no Rio e vou em todos os blocos. Mãe obediente que sou, larguei qualquer outra programação e fiquei por aqui.
Este é o segundo ano que passo o carnaval na cidade do Rio e estou realmente impressionada com a dimensão da festa pelas ruas da cidade. Porque é disso mesmo que se trata, a cidade em festa. Multidões nas ruas. Me lembram passeatas. Costumava adorar passeatas e quanto mais cheias, melhor. Eu gosto desta energia coletiva que faz o povo todo estar numa mesma sintonia. Faz tempo que não vejo uma boa passeata. Mas me sobrou o Carnaval, em que aquela multidão toma as ruas para exigir diversão. Em cores, enfeites, grupos de amigos e até mesmo em beijos roubados.
Música tem para todos os gostos, sambas, marchinhas, reggae, Beatles, rock. Todos os gastos. Tem bloco grande, imenso. Mas tem pequeno também. Tem jovens, muito jovens e meio jovens, muitos jovens e ....mais jovens ainda. E quando vc pensa que já deu, chega mais uma multidão de jovens. Esta é uma parte ruim da festa, pois é tanto jovem que é impossível não se sentir velha...mas sabendo procurar, encontra-se um lugar no qual vc caiba. E a cerveja tb é para os mais velhos, porque os pequenos jovens vão de vodka com energético. Muita cerveja. Muita vodka. Pouco banheiro. A cidade sofre também.
São tantas opções que 4 ou 6 dias são pouco para curtir no Rio. Daria talvez para aproveitar o carnaval em um bairro apenas...
Minha programação até que não saiu cara, um aparelho celular...Todo mundo teve um celular furtado... eu já tinha comprado um reserva de 89,90 para o carnaval, logo o meu s2 foi preservado. É para quem entende de multidões.
E os desfiles das escolas de samba? Não me importa se virou pirotecnia...é bonito de se ver e ponto. Não foi este ano que fui Sapucar em algum camarote e falta traseiro para ficar nas arquibancadas, fica para a próxima ou para o outra.
Mas o bom mesmo...o melhor de tudo foi reencontrar a adolescente que esperava ansiosa pelo Carnaval para improvisar fantasias. Não há nada mais gostoso que despir a fantasia de mulher asterisco e experimentar ser outra coisa. Melhor ainda se foi tudo criação minha. E improvisei tanto e tantas que até sobrou fantasia...algumas nem fotografei...mas não sou mesmo dessas que tira foto de tudo.
A verdade é que a idade pesa e não tenho folego para tudo. Pude, então, aproveitar o novo plano da TV a cabo com muitos canais de filme para botar as pernas para cima entre um dia e o seu depois de amanhã. Deu tempo para tudo, até para descansar!

Meio que enlouquecia enquanto a filha não chegava em casa, mas isto são ossos do ofício.
Afinal, por mais que ela goste de carnaval no futuro, aproveitar tudo isso quando se é jovem tem outro gosto.
Que saudade dos meus antigos carnavais!



quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Precisamos falar sobre a mãe de Kevin?

Bem...se você espera uma resenha de cinema, não aqui. Sou dessas que não entende de cinema e que julga um filme apenas de acordo com suas sensações, tipo: gostei ou não gostei. Sou do tipo que reclama das adaptações de livros para o cinema e não consegue distinguir os diferentes aspectos de um filme. Dito isto, que fique claro que adoro ir ao cinema, just for fun.

Ansiosa para assistir Precisamos falar com Kevin, cheguei no cinema com grande espectativa em função das críticas que tinha lido. Saí frustrada. Não vou entrar no mérito de se o filme é bom, se as interpretações são geniais, se os atores são maravilhosos, se a direção é contundente...isto é para quem entende. Eu quero registrar o meu incômodo.

Quando saí do cinema, eu tinha visto a mesma história do livro, mas não vi Eva Kachadourian. Não a Eva com quem partilhei dias e noites lendo suas corajosas cartas para Franklin.
A Eva que eu vi nas telas era uma mulher fraca, covarde, a qual ficou muito fácil atribuir uma grande responsabilidade na patologia do filho. A mulher corajosa, inteligente, investigativa e capaz de entender como a sociedade das sub-celebridades acaba retroalimentando fenômenos como os "garotos columbine" desapareceu. O cérebro cedeu seu lugar à culpa. Não que não houvesse um lugar para a culpa na história contada por uma mãe de um psicopata juvenil e até mesmo para sua expiação...até aí eu e o filme fomos juntos. O problema começa - na minha opinião - quando só existe este lugar.

O grande mérito do livro, na minha opinião, tinha sido o de desglamourizar a maternidade, mostrando que nem sempre ser mãe é um conto de fadas, um desejo absoluto para as mulheres. Eva é a mãe ambigua. Mãe a contragosto. Preferia sua liberdade, suas viagens, seu trabalho e seu marido só para si. Era uma mulher feliz sendo livre. Por amor a Franklin, aceitou ser mãe, mas isto era tentar se enquadrar num papel ao qual se sentia desconfortável. Qual o problema nisso? Não é todo mundo que tem vocação para conversar com a própria barriga ou passar o dia fazendo tatibitati com bebezinhos... isto por acaso é uma sentença de impossibilidade de ter um filho? Ou um atestado de doença mental/social para o fedelho? Não. Então, há que se colocar alguns pingos nos is.

A dinâmica social. Aqui eu vou repetir a velha cantilena feminista das socialistas do início do século, que, infelizmente parece esquecida neste mundo em que empoderar a mulher se tornou enlouquecer numa quadrupla jornada. O fato da criança ser gerada no corpo da mulher apenas dá a mulher o direito de decidir sobre o que acontece no seu corpo. Depois que nasce, uma criança é, na verdade, filha de todos os seres humanos, pois cada uma e todas elas significam a humanidade se renovando. A sobrevivência da raça humana é uma responsabilidade coletiva e, portanto, não pode ser atribuida a individuos só porque estas já tiveram o trabalho de carregar a criança em sua barriga. Não somos animais para viver de acordo com instintos. O ser humano produz e se reproduz na Cultura. Desta forma, o cuidado com as crianças deveria ser o mais social e coletivo possível, liberando a mulher destas tarefas. Creches e escolas em tempo integral, com esporte, lazer, alimentação, tranporte escolar, cuidado médico, assistência social, lavanderias...tudo que envolve o cuidado com as crianças ( e idosos tb, mas isto é para outro post) precisaria ser visto como uma obrigação da sociedade para garantir as melhores condições de sobrevivência e preparo das futuras gerações. Porque a minha tarefa para com as futuras gerações é bem maior do que só preparar a minha filha para ter um bom futuro, porque se os outros de sua geração se fuderem, não tenho dúvidas que vão arrastá-la para o fundo do poço junto. Digo isto para fincar pé na tese de que ser mãe não pode ser visto como um sacerdócio que acaba com a liberdade das mulheres e as obriga a conviverem com crianças o dia inteiro ou então se matarem para dar conta de suas tarefas de mãe e profissional e sufocarem de culpa por não darem conta de tudo. Esta posição da maternidade - cheia de idealizações, culpas e angustias - é absolutamente cultural e serve muito bem para a finalidade de economizar milhões em equipamentos sociais e serviços públicos de qualidade.

A dinâmica familiar. Voltemos ao livro. No caso do Kevin em questão, havia mais do que uma relação dificil entre mãe e filho. O papel do pai, permissivo, tem uma importância fundamental na dinâmica entre Eva e Kevin. Franklin sempre foi o obstáculo para que este vínculo se estabelecesse, pois tenta compensar a falta de "instinto maternal" de Eva. Assim, Franklin sai da posição de pai - detentor da lei. Posição subjetiva esta, que fica vazia, pois tampouco Eva consegue ocupar já que Franklin está lá, obstruindo. Já disseram antes e eu repito, toda compensação é uma deformação. As dificuldades iniciais entre Eva e Kevin não seriam diferentes das dificuldades de alguma mãe que tivesse depressão pos-parto e no meio de sua confusão exagerasse atribuindo a um bebê características adultas como chorar de propósito só para perturbá-la. O que desestrutura este relacionamento é o medo que Eva tem de perder o amor de Franklin por não ser uma boa mãe, medo fundamentado no fato de Franklin ser incapaz de ver defeitos no filho. Eva ama Franklin, Franklin ama Kevin e Kevin tem raiva por Eva amar Franklin e não ama ninguém. Por isto, no livro, Eva escreve a Franklin. Porque não é no relacionamento mãe-filho que está a chave doméstica da investigação que Eva faz sobre o comportamento de Kevin, mas sim, na dinâmica familiar. A Eva do livro tem coragem de ver a sua responsabilidade nesta dinâmica, mas não é indulgente com os demais. A Eva do filme é absoluta em sua culpa.

Eu poderia ter gostado do filme se não tivesse lido o livro e se ele não tivesse significado para mim o início de uma reflexão que marcou um ponto de ruptura com a minha própria culpa de mãe. Acho que até gostei do filme, principalmente da cena final, mas preciso reclamar um pouco, afinal estou ficando velha e rabugenta e aqui eu posso falar o que eu quiser mesmo!

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Matematicamente confuso

Eu costumo me dar bem em relacionamentos no geral. Sou do tipo "poucos conflitos", sem sangue nos olhos. Costumo ser paciente, boa ouvinte, mas confesso que não sou boa conselheira.

Não sou de brigar muito com meus pais, desde que eu esteja um cadinho longe. Talvez seja esse o motivo de eu me aproximar demais das pessoas e, não mais que de repente, dar uma sumida. De outra forma repentina, apareço: meses depois com a cara de quem saiu por 5 minutos pra tomar café e está voltando.


O blog, na verdade, tem colhido um pouco disso.Talvez seja a forma que encontrei de evitar desgaste, de evitar rancor, ou mesmo de obrigar os eixos a se manterem fortes na minha ausência.


Alguns dos meus melhores amigos já entenderam isso, e mesmo sem nos ver a meses, continuam me chamando do mesmo apelido e, vez ou outra, me ligam com um "vamos tomar aquele choppinho hoje?". Eu gosto disso. Aquela historinha de "Cara, por que você faz isso? Você some! Se eu não te ligar você não liga, né? Por que você não foi não-sei-onde, não-sei-quando e não-sei-porquê?". Isso me dá um pouco de argh. Acho que, realmente, a fase sumir sempre fez parte de mim. Algumas vezes bem cíclicas, outras não tanto.




Independente de sumida ou não, conflito nunca foi o meu forte. Eu evito ao máximo. Sou do tipo super-paciente que analisa os pros e contras. Quase um intermediador. Não é a toa que eu faço parte de diversos grupos de pessoas completamente diferentes entre si. E essa mistura geralmente dá certo.

No namoro eu não sou do tipo barraqueira ou ciumenta. Quer ir, vai. Não quer ir, fica. Se eu quero que você vá, e você não vai... "senta aqui, me explica o porquê. Deixa eu entender!"

Eu realmente gosto de entender as coisas!

Se eu puder unir as vontades, perfeito. Se não der, na maioria das vezes, prefiro me omitir pra agradar e conciliar a maioria. Eu sou do tipo que gosta mais de dar (presentes, seus maldosos) do que receber. Eu realmente gosto de agradar. E é verdade que não agradar alguém me incomoda. Quando eu sei que alguém não foi com a minha cara eu fico pra morrer. Mas também confesso que isso tem me incomodado bem menos do que já me incomodou ontem. E espero que bem mais do que me incomodará amanhã.


É verdade que nem tudo é esse mar de flores que eu escrevi.

Eu sou meio sistemática e costumo gostar das coisas meio que conforme o planejado, ou, ainda, conforme a onda. Mudanças bruscas me irritam, mas só um pouco.Exatamente pelo fato de ser boa conciliadora, ser contrariada não é o que - de fato - mais me irrita. O que me irrita é não RESOLVER. Eu posso não entender, não aceitar, ou o que seja. Mas se alguém tenta explicar, as coisas se resolvem. Se você não entende, não aceita, mas não me deixa explicar, o problema é seu. Mas se eu não entendo, não aceito, mas ninguém quer me explicar, a coisa fica bem ruim. Do jeito que tá agora.

Matematicamente falando, tô com uma programação funcional travando no looping, mas o chefe do banco de dados tá de férias em Salvador... Enquanto isso, vamos gastando MB e queimando HD.

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Clipe do Criolo com o Ilê...



Adoro!!!!


Edited:

Nossa! Fico arrepiada cada vez que assisto...e este eu consigo ver no trabalho.

Olha aí a O+* entrando em ritmo de carnaval ziriguidum

Ano que vem a Bahia que me aguarde hehehehehe

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Olha a Hellomotta aí, gente!

Todo final de semana deveria ser final de semana prolongado. Sei que tô super sumida, mas tive que voltar pra dar o ar da graça!

Dia 20 foi feriado aqui no RJ, pra quem não sabe. E, também pra quem não sabe, dia 19 foi o dia da primeira-dama. Não de todas, mas da minha.
Tivemos comemoração quinta, sexta, sábado e domingo. Ufaaa!

Na quinta-feira, ela - que tem um puta bom gosto - escolheu o Miam Miam pra comer em família: Ela, o irmão, a mãe e eu(oi?). Sempre ouvia falar desse restaurante, mas nunca tinha ido. Quando cheguei, achei meio decada de 80. As mesas do lugar pareciam as da minha avó, e eu lembrava das coca-colas de vidro que tinham sobre aquela mesa - a da minha avó, não a do Miam - em dias de festa.
Namorada informou pra mesa que todos os móveis ali estavam à venda. Todos os itens de decoração, na verdade. Lembrei da Narcisa, e pensei "como rico é um bicho estranho". Olha, desculpa. Vintage é o caralho! Aqueles móveis eram velhos! De "vintage" não tinha nada! Mas enfim...
Depois de eu reclamar de tudo um pouco - da iluminação que era péssima, do lugar que era "feio", e do fato do Vallet simplesmente bloquear a calçada como se as vagas fossem patrimônio do restaurante ou da empresa - e ainda na área de espera, chegou nosso pedido de entradinhas: bruschetas e Rosbife com qualquer coisa. As entradinhas eram super simples, mas era deliciosas!
Depois de mais algumas cocas e entradinhas, chegou nossa vez de ir pra mesa. Lá, eu, ela e a mãe, ficamos na parte de carnes. O irmão não quis comer. Cada uma pediu um prato diferente e : "tcharam" chegaram nossos pratos: lindos e deliciosos. Juro! Era de comer rezando, ou "resmungando", como eu fiz! hahahaha
A conta deu médio-cara. Mas achei que SUPER valeu a pena. Se eu fosse um classificado do globo daria a cotação "$$". Fica a dica pra quem quiser fazer bonito no romance ou na paquera.


Na sexta, feriado, fomos fazer um brunch no Parque Laje e aqui vem outra dica gastronônica-cultural: Vocês precisam experimentar!
Não achei o café lá grandes coisas, mas a vista, o clima e as pessoas... Recomendo.
Até me bateu uma vibe de combinar o 1º encontro de blogueiros do ano com um picnic no Parque Laje.
O dia estava lindo, e o lugar também não deixou a desejar. Não é a toa que hospeda uma escola de artes e fotografia.

O café se prolongou até as 14h, quando partimos da calmaria do parque laje para os bons drink, na agitação de Ipanema.
Saimos de lá, sabe-se Deus quando. Só deu tempo de chegar em casa, tomar um banho e partir para São Conrado, onde fomos assistir a peça "Judy Garlland". Amigues do meu coração: ASSISTAM!

Eu tô na correria aqui, pra variar! Sem mais novidades pro momento.

Ps.: Não finjam que não entenderam a indireta do MEDDIETOPEBCS!

beeeijo
h'[m]
;*

Nunca fomos tão rápidos

Não sou um exemplo de pessoa "conectada", mas tento, na medida do possível, não perder o trem da história e acompanhar minimamente a evolução tecnológica e suas alterações no comportamento humano. Não é simples, pois cansa trocar de Celular. Cansa trocar de versão de software. É frustrante descobrir que não é mais no mesmo lugar que se executa determinada tarefa. E cansativo descobrir onde é. Então, mesmo pagando um alto preço, é para o futuro que me oriento. Não sou daquelas que relembram o passado e dizem que já fomos melhores. Não acho. Não quero voltar a viver num mundo sem e-mail, sem celular com internet e sem google. Por isso, não consigo parar de pensar nos acontecimentos virtuais da última semana. A força de algo começou a se delinear...algo ainda embrionário mas que eu vi claramente nos episódios que pautaram o Facebook: BBB e Luiza. Ainda não cheguei na twitterland.

1º - BBB: Não vi. Mas acredito no relato do meu especialista de plantão, Gato de Van Kamp, de que houve um momento em que a moça desacordada foi montada e que quem estava vendo começou a twitar sobre o abuso. Mesmo não tendo havido penetração, a situação já está enquadrada pela nova lei do estupro. E , na minha opinião, não precisaria nem da moça confirmar nada, uma vez que foi ao vivo o flagrante. Bastam as testemunhas que viram o PPV. Ela estava desacordada. E o tal programa deveria sim ser retirado do ar por estimulo, conivencia e acobertamento de crime.
Fiz um exercício de imaginação em cima do fato de que um monte de gente desinibida, poucos escrupulos, muita bebida e cativeiro já seriam ingredientes presentes em outros BBBs, o que poderia ter feito isto já ter acontecido antes e não ser um fato inédito. O que provavelmente mudou foi que alguém que estava vendo não estava mais isolado em sua casa sem poder fazer nada. A pessoa que viu, twittou. Outro que viu a mesma coisa, retwittou e a denuncia se alastrou. Não me venham dizer que isso foi jogada para aumentar o Ibope do BBB... porque isso é coisa que não se controla. É claro que eles vão tentar reverter tudo para seu favor. É isso que o sistema faz. Mas ninguém teria um plano de marqueting de associar a imagem do BBB a uma coisa tão negativa quanto um estupro. Nunca.

2º - Luiza. Adoro. Adorei a piada. A propaganda tosca de um imbecil provinciano falando da "sociedade paraibana" enquanto reune uma familia sem graça toda apertadinha no sofa da sala com os joelhinhos pontudinhos aparecendo, merecia nada menos que virar uma piada local. E quem já criou piada ou expressões locais ou de determinados grupos sabe como estas coisas são. Quanto mais tosco, mais engraçado. Quanto mais simples, mais fácil de pegar. A questão é que o "local" não é mais um pequeno bairro de João Pessoa. O Twitter e o FaceBook tornaram esta piada local, nacional. O local é a provincia Brasil. Simples assim. Quando conheci a piada, já estava velha. É claro que o mesmo sistema usou a piada para vender. É isso que o sistema faz: camisetas de griffe com a estampa do Che Guevara. Tudo serve para ganhar dinheiro. Tudo o que começa de forma espontânea, livre e criativo, vai ser de uma forma ou de outra usado para fazer dinheiro.

Tanto num caso quanto no outro, tudo rápido. Just in time. Quase ao vivo. Sem burocracia. O Carlos Nascimento acha que já fomos mais inteligentes. Eu me pergunto quando. Quando nos comunicávamos com sinais de fumaça? Ou quando a TV era uma via de mão única e ninguém podia questionar? A verdade é que nunca fomos tão rápidos e tão eficientes em pautar a mídia. Mas alguns não conseguem dormir com um barulho destes... Por isso desviam o foco para uma discussão intelectualóide criticando o conteúdo. O que me parece um sintoma de que já perceberam que mesmo um pequeno fio de liberdade pode estremecer o sistema é que esta semana louca tenha sido também a mesma de uma das primeiras dramáticas batalhas pela liberdade na internet, com a discussão do SOPA. A guerra está só começando. E, neste caso, os que concordam que já fomos mais "inteligentes" me parecem que vão acabar chegando atrasados.

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

Todo mundo fez a piada, menos...

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

àguas

Olhando aquele açude parado, quem poderia dizer que, por baixo, dormia o monstro da lagoa?

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

http://biscatesocialclub.wordpress.com/

Nestas idas e vindas da web, fuça daqui, fuça dali, acabei me deparando com o blog Biscate Social Club. A proposta é um blog feito por mulheres com conteúdo para mulheres. Até aí nada novo, não é mesmo? Errado. O Blog é um libelo contra a misoginia. Sem se aprisionar a formatos 'femininos' ou 'feministas', mas sem negá-los tão pouco, encontra-se ternura pelo que é nosso. Como somos alvo fácil de críticas de todos os lados, inclusive de nós mesmas, é muito reconfortante encontrar um clube em que a lei seja ser aceita por ser livre para fazer o que bem entender, com quem escolher e onde bem quiser. Recomendo o blog.

Vou tomar a liberdade de roubatilhar o texto que mais me identifiquei. Afinal, como atleta (em repouso) do Loser´s Football Club, só pelo título, estava na cara que eu iria amar o texto. Não deu outra. Na minha imaginação, eu tomo muita atitude e sou cheia de sacanagem, mas na hora H, eu penso que essa história de relacionamentos é complicada e nunca se sabe onde um simples beijinho vai acabar, então vamos deixar como está... Mas a autora, que é apresentada depois, consegue traduzir o melhor do espírito Biscate Loser, com o humor, a franqueza e o escracho necessários. Delícia de ler.

“Sou uma biscate loser…

Posted on

10/01/2012 by biscatesocialclub


Por Márcia

Ávila*, nossa Biscate Convidada

“To assistindo uma cena da Santa Ceia e desejando o pão do Jesus…(loiro, alto, bonito e zenzual) ops … o pão de Jesus! Fome.”

Sim eu penso essas coisas com altíssimo conteúdo informativo e cultural e posto no twitter e na página do facebook. E claro, percebo que alguns, pensam lá consigo mesmo: “mas que baita biscate.”

Sim, isso mesmo! Eu passo a imagem de biscate e na verdade me sinto até feliz com isso. Porque bem que eu tento biscatear, mas sou meio incompetente no assunto. Incompetente não! Sou devagar, desconfiada e seletiva. Curto um romance na verdade. Porém, vejam bem, mesmo nesse mar de incompetência, nessa pasmaceira que é a minha vida de conquistadora barata, eu tenho a alma biscate, a mente biscate e carrego uma bandeira biscate no meu navio imaginário pelos bares … ops bares … ops outra vez..mares do mundo. No fundo não passo de uma biscate loser. Mas biscate, com orgulho!

O que mais leio, escuto e percebo quando abro a boca para opinar num assunto “biscatiano”, (sim vamos criar neologismos e entrar – sair – entrar- sair – entrar no Houaiss) logo levo “pedrada”.

Homem machista detesta biscate. E se você já levantou o pau… ops a mão e veio dizer que não é machista, porém não tolera “vadias”, “vagabundas”, “moças fáceis” e outros termos “fofos” usados para designar biscates, pode botar seu rabo entre as pernas, junto com seu pau brocha e ir ciscar num terreiro bem longe daqui. Sim! Porque na minha mente biscate, você não é um macho, não é machista e nem é apenas um idiota! Você é um homem dotado de um imenso medo. Medo de mulheres que dizem o que querem, vivem com o que a vida lhes oferece e escolhem seus homens, ou mulheres, pelo que são, sentem, pelo instinto, pelo prazer da companhia ou do sexo.

A mulher biscate é livre. Livre pra amar ou ficar com quem quiser porque ela apenas quer. E você homem tem medo disso. E em vez de dizer pra ela: “gosto de você, mas seu jeito me assusta”, prefere evitá-la e usar esses rótulos depreciativos. BINGO! Rótulos não incomodam mais. Pois não queremos vocês. Ou até queremos, mas somos livres pra perceber que vocês são “chave de cadeia” e mudar a mira.

Mas se a mente biscate se incomoda com o machismo tosco de certos caras, a alma biscate, dotada de sensibilidade e com grande amor pra oferecer a quem quiser pegar, se retrai e se afasta das mulheres que nos condenam.

Homem que não entende o prazer da biscatagem é até compreensível. Somos diferentes. Cérebro funciona de outra maneira, os hormônios….ou seja, a gente até perdoa, se o moço for assim UM TESÃO!

Agora mulher, que tem os mesmo desejos, fantasias, ama, sofre, pressente e se fode como uma de nós, é totalmente INADIMISSÍVEL condenar uma biscate.

Amiga antibiscate: vou te dar uma chance e propor um exercício. Vamos lá: Limpe sua mente e concentre-se no primeiro homem gostoso que passar na sua frente. Ok: se levar dias paciência..mas vai acontecer. Se ele for o pedreiro da construção da esquina, esqueça seu conceito de que homem tem que ser instruído ou dotado de cartões de crédito e pense nas outras possibilidades de dotes do moço. Ele é forte e tem muita energia pra desperdiçar com você no final do dia. Se ele for o cara que toca guitarra no boteco que você freqüenta, esqueça tudo que você aprendeu sobre músicos serem sonhadores e duros e pense que legal é ter um cara sonhador, que te leve pra ver a lua, beber uma cerveja e seja “duro”! Se ele for muito mais jovem, esqueça que ele não vai ter papo pra agüentar você e lembre que você é que vai ter que ter energia pra agüentar ele. Se for mais velho, esqueça que ele pode ser seu pai. E se seu pai for bonitão e solteiro não se esqueça de me dar o número.

O espírito da coisa é esse! Ser biscate é abrir a mente e outras coisas, (pense o que quiser de “outras coisas” ) ver os homens (outras mulheres se você não curtir machos) , o mundo e a vida de uma forma mais instintiva, divertida e menos pedagógica.

Ser biscate é facilitar os encontros, mostrar que você está com vontade e deixar claro também quando não quer. É se abster dos padrões cheirando a mofo que a gente não cansa de ouvir, ler e ver por aí onde a mulher é enquadrada num misto de regras, obrigações e comportamentos que não colaboram em nada para nossa felicidade.

Sim! Biscatear é uma forma de felicidade. Ou se quiser esqueça tudo o que leu e fique com esse meu lema: SE ME FAZ FELIZ É BOM! FODA-SE O RESTO.

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* Márcia Ávila é uma biscate loser, jornalista gaúcha que mora em Porto Alegre. Super bem humorada (ou não) que usa suas redes sociais para manifestar livremente seu pensamento sem medo de julgamento, mas eles vem (a gente gostando ou não) e ela vai tentando lidar com isso enquanto biscateia. Torcemos para ver seus textos mais vezes por aqui.

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PS: O Jesus da imagem não é loiro e nem tem olhos azuis (Jim Caviezel usou lentes para escurecer seus lindos olhos azuis porque o diretor do filme queria um Jesus mais próximo do real, palestino), mas é lindo igual. Né?”

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Não. Não sei que rato que comeu a minha lingua. Deve ser aquele que é o primeiro a abandonar o navio.

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Me preparando enfrentar meus medos ;-)

O que eu quero de você

Uma lista de desejos para quem não tem medo de correr riscos

IVAN MARTINS

Muito tempo atrás, quando o réveillon se aproximava, uma pessoa querida me perguntou o que eu esperava dela no ano que iria começar. Eu disse que não sabia, e era verdade. É verdade, também, que, desde então, eu aprendi alguma coisa. Percebi, com algum arrependimento, que havia, sim, coisas que eu deveria ter dito e que talvez tivessem nos ajudado. Mas tive preguiça, ou não tive coragem, e deixei a oportunidade passar. Hoje, acho que as coisas que eu não disse são importantes, e talvez não apenas para mim. Publico, portanto, a minha lista atrasada de desejos, escrita com a maior franqueza possível, esperando que ela seja útil para outros homens – e outras mulheres também:

A primeira coisa que eu desejo é que você continue sendo como é.

Parece bobagem, mas, à medida que as relações avançam, as pessoas se transformam. Elas vão se acomodando em papéis que substituem a personalidade complexa e rica que costumavam exibir no início do namoro - e que continuam a ter fora do casal. Eu estou falando, por exemplo, da garota que banca a menininha, enquanto o cara assume o papel de papai. Ou da mulher que passa a agir como mãe (carinhosa ou rabugenta), enquanto o namorado ou marido faz papel de filho. Penso na garota que começa a tratar o parceiro como o bobinho querido que não faz nada direito ou, do contrário, passa a venerá-lo como se ele fosse incapaz de errar. Penso no cara que se acomoda ao ciúme da mulher (ou vice-versa), e passa a viver como se a desconfiança doentia fosse uma parte natural da vida.

Eu não sei de onde vem isso, mas acontece. É como a preguiça que deixa o homem no sofá enquanto a mulher levanta para fazer a comida, ou o hábito de muitas mulheres de nunca mais guiar um automóvel depois que um homem entrou na vida delas. São acomodações, relaxamentos, auto-indulgências que a gente se permite, mas talvez devesse combater. Alguém vai dizer que essas atitudes revelam quem somos e que um bom relacionamento é, justamente, aquele que nos permite relaxar, sermos nós mesmos sem disfarces e sem afetações. Eu duvido. Acho que esse personagem sem graça que criamos nas relações duradouras não nos revela. Ele é apenas um pedaço bobo e infantil de nós mesmos. Então, apesar do conforto que eu sinto ao seu lado, não tenho a menor vontade de virar um chinelo velho, um apelido ridículo, uma piada repetida no almoço de domingo. Quero continuar sendo eu mesmo - e não quero que você vire a caricatura da mulher que eu conheci.

A outra coisa que eu desejo é que você respeite a minha solidão.

Quando a gente está num relacionamento, é comum ter vontade de exigir a atenção do outro o tempo inteiro. “Me escuta, olha para mim, fala comigo, pega a minha mão, não me ignora.” Pode ser bonitinho, mas não é razoável. É importante poder ficar longe, mesmo estando na presença um do outro – estar quieto, lendo, trabalhando ou apenas imerso em si mesmo. É igualmente importante poder fazer coisas sozinho, entrar no cinema ou caminhar pela rua sem estar de mãos dadas. A cumplicidade, embora essencial, não nos transforma em uma única pessoa, e isso é bom. Mesmo apaixonados, ainda precisamos boiar sozinhos no mar interior e você não deveria se assustar com isso. Entenda como uma oportunidade de estar na sua, de forma segura: eu estou aqui, você conta comigo permanentemente, minha mão está ao alcance da sua. Mas, às vezes, vou exigir distância e solidão – e é importante que você compreenda isso.

Não quero ser o eterno pagador das contas.

Sei que ainda é mais difícil para as mulheres do que para os homens ganhar dinheiro, mas, acredite levar a vida nas costas, sem expectativa de rodízio, tampouco é a coisa mais relaxante do mundo. Homens sofrem e se arrebentam com isso. Morrem jovens ou se estropiam com o estresse da situação. Eles não podem ser demitidos, não podem falhar, não podem ser passados para trás. Quem vai pagar a escola das crianças e o plano de saúde da vovó? Num mundo em que as mulheres estudam, competem e também mandam, essa situação patriarcal deixou de ser natural e caminha rapidamente para se tornar intolerável.

Outro dia, vi na internet um vídeo em que um escritor que eu admiro, morto recentemente – o Christopher Hitchens -, dizia que não achava que as mulheres precisavam trabalhar. Se quisessem, tudo bem, mas não precisavam, pelo menos não a mulher dele. Fiquei chocado. Mais ainda quando mulheres que eu conheço começaram a dizer que era isso mesmo. Caramba: no século XXI, depois de toda a merda que deixamos para trás, há pessoas adultas que ainda sonham em viver sem fazer nada, como sinhazinhas do Brasil escravocrata. Quem vai ralar em dobro e morrer de enfarte antes dos 50 para satisfazer esse desejo? Eu não, meu amor. Espero que você compreenda e nos ajude a superar esse arcaísmo.

Finalmente, quero que você aceite correr riscos.

Quando nos conhecemos, eu escolhi você – e fui escolhido – em meio a um monte de outras pessoas. Essa opção não mudou e não mudará enquanto houver carinho e intensidade entre nós. Mas uma coisa, sim, mudou inteiramente: passamos a evitar as tentações da multidão. Um pacto de medo fez com que passássemos a evitar pessoas e situações que nos causam insegurança. Vamos ser francos: não é apenas aquele ex que incomoda, mas uma listinha de pessoas que parece crescer a cada ano, assim como a relação das situações que precisam ser evitadas. Ouvi uma amiga dizer outro dia: ir ao cinema com outra mulher é traição. Seria mesmo? Almoçar, passear, rir, fazer compras, se emocionar fora da relação, esses são todos atos de deslealdade? Não acho que sejam, não podem ser. O mundo, o nosso mundo, precisa ser maior do que isso.

Por isso eu falo de aceitar riscos. Quero que você entenda, e me ajude a entender, que ter alguém não significa não ter mais ninguém ao redor. Às vezes você vai querer jantar com um amigo ou terá desejo de ir a uma festa sem mim. Tudo bem, porque eu também tenho vontade de fazer essas coisas. Há riscos? Claro, eles estão por toda parte. As pessoas são encantadoras, bonitas, sensuais. Mas você e eu temos um pacto, explícito ou não, com ou sem data de validade, que nos mantém unidos e leais um ao outro. No dia em que ele deixar de ser válido, a gente senta e reconversa. Até lá, vamos viver sem medo. Ou enfrentá-lo.

Da Revista Época

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

Resoluções de ano novo

Eu me irrito com tanta obviedade como esta de fazer um post com resoluções de ano novo.
Mas enquanto os vizinhos blogueiros deletam os seus blogs quando enjoam, eu guardo os registros para acompanhar os movimentos que fiz, avaliar meus progressos e , porque não, os retrocessos.
A coisa anda rápida. Esta coisa é o tempo. Tão rápida que me dei conta que já nem lembro mais da sensação de dividir a vida com alguém num relacionamento. Estava achando confortável não ter alguém querendo a minha atenção e não me preocupar com os problemas nem com as expectativas de mais ninguém, mas sabia que era uma fuga, ou melhor...umas férias.
O problema foi que comecei a levar as férias muito a sério, as profissionalizei. Em meados de 2011, já tinha dispensado até os ficantes e calibradores de pneu... A libido foi pras cucuias, e levou muito da auto-estima feminina junto. Dei até uma improvisada com o que sobrou por aqui naquela omelete que fiz com os afazeres domésticos, da universidade, da empresa, da filha, da família e dos amigos... coloquei um pouco de soul e suingue, então acabou valendo a pena. Mas só dá para mentir para mim mesma até certo ponto.
E começo 2012 com a decisão de resgatar o feminino em mim. Que não sei muito bem ao certo como é. Sei que não será mais como já foi.
Sei que tem aqui uma fragilidade que me assusta e que sempre tentei esconder. Sei que tem aqui uma vontade patológica de agradar que me irrita tanto que me torno desagradável só para desafiá-la. Sei que vou ter que descobrir tudo ainda... mas enquanto isso, as decisões da semana são:
- Voltar para a academia, com metas estabelecidas.
- 8 Kg em 2 meses;
- Fazer curso de pompoarismo na http://www.santoprazeripanema.com.br/
- Fazer uma assinatura do site Lust Films & Publications of Barcelona...as comprinhas faço no Brasil mesmo ;-)

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

Cineminha de domingo: Margin Call








Prosperidade. Pais comprando mais de um presente de natal para cada filho, dando um upgrade nas casas, modernizando os eletrodomésticos. Não vi isto em estatísticas. Foi empírico. Crédito fácil e barato. Povo com emprego e dinheiro. Comprando. Quem está passando por isso tem dificuldades em lembrar do alcance e da profundidade da crise de 2008 para o mundo contemporâneo.

O dia antes do fim é sobre as vésperas desta crise. É sobre o momento em que uma firma de investimentos "devoradora de seres humanos" descobre que tudo o que ela possui já se volatilizou e decide colocar a venda nas primeiras horas do dia seguinte papeis que não valem mais nada. Não tem mais nada na história. Não tem idas. Não tem vindas. Sem surpresas. A inexoravel marcha do dinheiro rumo ao dinheiro. E dos homens e mulheres que vivem neste ambiente para permanecerem...vivos. Da forma que cada um deles entende por ficar vivo. Bom de assistir. Ruim o pós filme. Pior ainda é pensar que provavelmente a realidade não foi nem um pouco melhor que a história do filme.

Tem uma hora que o personagem de Zachary Quinto, que foi quem descobriu o rombo, é perguntado sobre sua formação pelo todo poderoso da Firma, Tuld ( Jeremy Irons). Quando ele responde que é cientista de propulsão aeroespacial, o outro fica intrigado se ele não estava fora de sua área, ao que ele responde que é tudo ciência, só mudam as variáveis ( e o salário, é claro). Aqueles cidadãos que atualmente se manifestam ocupando Wall Street e causam inquietação, por sua vez, estão demonstrando, na prática, que tudo é mesmo ciência e, neste caso, postulados científicos simples como a 3ª Lei de Newton se encaixam perfeitamente. Afinal, a toda ação calhorda desmedida também acaba correspondendo a uma reação.