sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Velha Infância

A melhor frase do dia:
"Nunca é tarde demais para se ter uma infância feliz. Mas a segunda depende só de você, de ninguém mais."

Aproveitando o assunto...
Quero um desse pra voltar à infância. Que coisa mais gostosa!


video

Coisa de mulherzinha

Cada dia me pego com uma mania diferente. A minha atual é uma mania de viadinho: hidratante pra mãos e unhas.
Uma pessoa já tinha me mostrado uma vez, uns calinhos suuuper sexy que eu tava na mão. Comentei que era por causa da academia e, não sei se teria ligação, mas acredito que o volante tenha dado um up.
Até aí tudo bem. Tátátá, tá tá tá. Tititi, ti titi. Uma determinada semana não tive tempo de ir ao salão fazer a unha e percebi que elas estavam horríveis. Fui correndo pra um outro salão fazer, o que não durou 2 dias.
Gente, pára tudo. Mão e unha são a apresentação de uma, ahn... de nós, digamos assim.
Estar com a mão ou unhas não-apresentáveis é o mesmo que um bancário com uma HP12C sem bateria. Mesma coisa.

Comecei a pesquisar coisas aleatórias e descobri que as unhas escamam (ou descamam) por falta de alguma vitamina - A, B, algo assim - ou então por mexer muito em água.
Colocando no papel: eu tô super me alimentando direitinho. Logo, sobrou a segunda opção. Não posso lavar louça, então? Tenho abono médico? Se for, tô dentro. hahaha

Enfim, não tendo maneira de fugir das causas, temos que correr atrás do reparo. Papos de corredor, de almoço de família e de banheiro feminino me fizeram descobrir um creminho específico pra isso: Vasenol Mãos e Unhas. [Olha o Jabá!]
Beleza, cheguei aqui na segunda, primeira coisa que fiz foi ligar pra farmácia. Pedi um desse, que chegou um pouco antes do almoço. Passei. Primeiro nas unhas e passando pro resto da mão, dando atenção especial pros pequenos calitos.
Gente, pode parecer palhaçada, mas quanta diferença. Papo de eu estar apaixonada pela minha própria mão. Virou rotina. Um ritual. Tomo banho: vasenol. Lavo a mão: vasenol. Tô estressada: Vasenol.
Até no trânsito, que a gente fica parada 5 minutos fácil, aproveito e renovo a rotina: Vasenol. hahaha

Então, amigos. #Ficadica.
Vale lembrar que apesar desse assunto ser um tanto quanto fútil, esse ritual de cuidar um pouco mais de mim, está me fazendo muito bem. Quanto mais o tempo passa, mais me sinto melhor comigo mesmo. E a intenção é essa, né?

bjomeliga

h'[m]

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

O Diabo Vesta Prada, Forum e Equatore!

Depois de ter falido ontem umas 15 vezes, o suficiente pra ficar sem dinheiro até o próximo São Paulo Fashion Week de verão, fomos enfiar o pé na jaca no outback. Cada uma com vontade de uma coisa e a mesa, em fração de minutos, parecia um banquete para etíopes. E o pior, com 6 etíopes na mesa. Aliás, 5, porque a Ana Bia tava café-com-leite.
Tô empanzinada até agora. Tomando chazinho pra ver se dá uma aliviada.

Hoje tem plano A, B e C. Futebol, Gadu e futura-primeira-dama. 60%, 30% e 10% de preferência. Não necessariamente nessa mesma ordem.
Tô com uma saudade tão grande e tão absurda, que chego a sentir dó da Chris com abstinência ao tabaco. Afinal, to me identificando, né? Enfim.

Setlist trocado de novo. Variando de Lady GaGa, Dj Antoine e até um Padre Nuestro super irado.
Ontem, a velha Fernanda voltou. Pensei num monte de coisas, um monte de vezes.
Vou tentar correr atrás do prejuízo e torcer pra que não tenha perdido o timing.

Estou apaixonada mesmo. Eu sou loser mesmo. E foda-se todo o resto. (E foda-se quem acha que não vai dar certo, também. E, principalmente, quem tá torcendo pra que não dê!)

Ps.: E a vergonha do Flamengo ontem, hein? Sem comentários!

;*
h'[m]

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

notícias

Parei de fumar sábado. As vezes sinto uma dor lancinante que parece que minha vida depende de eu dar um trago num cigarro, mas dura uns 5 segundos.
No resto todo, começo a ver uma réstea de luz no fim do tunel.

I Miss You

O Horóscopo do Globo de hoje me impede de postar qualquer coisa, a não ser ele mesmo.

Gêmeos - de 21/05 a 20/06 - regente: Mercúrio
Às vezes você não entende bem por que está ao lado dessa pessoa e não de mil outras talvez mais interessantes. Cada vez que escolhemos alguém ficamos sem compartilhar a intimidade das outras pessoas. Devemos ser gratos por encontrar quem encontramos. Amor não se impõe: acontece.


I Miss You

To see you when I wake up
Is a gift i didn't think could be real
To know that you feel the same as I do
Is a three-fold, utopian dream

You do something to me that i can't explain
So would I be out of line if i said "I miss you"?

I see your picture
I smell your skin on
The empty pillow next to mine
You have only been gone ten days,
But already i'm wasting away
I know I'll see you again
Whether far or soon
But i need you to know that i care,
And i miss you

[ essa foi escrita pelo Brandon, na verdade. Mas poderia ter sido por mim. Hoje. ]
[e só]

h'[m]

terça-feira, 27 de outubro de 2009

Náufrago

As pessoas daqui pedem por sinais de vida.
O telefone toca, o recado é dado. Pessoas perguntam sua data de retorno e eu sequer sei se ela quer voltar. Isso é muito triste para uma filha.
Abandonada num quadrado com 4 cantos disponíveis. Minha confidente particular está de folga de mim. Quero ela de volta!

Amiga blogueira, depois desse drama todo, não tem dó de mim? Mande notícias!
Se não lembrar meus telefones, liga pro seu ramal que o siga-me tá ativado! hahaha

h'[m]

Peixe Grande

Meu pai não anda muito bem. Ele não fala, mas eu percebo. Quem me conhece sabe o quanto isso abala minhas estruturas. Minhas tias chegam lá em casa dando sermão, eu retruco alguma coisa e vou pro quarto.
Ele é o cara, não é criança. Apesar de ser bem infantil as vezes. Homem, marmanjo, com medo de médico. Na verdade, eu acho que ele tem medo de saber o que tá mesmo acontecendo, então prefere achar e fingir que está bem.
O problema é que ele só procura o médico quando não aguenta mais e isso me machuca por dentro. Porque eu não consigo chegar pra ele e falar Vai no médico, Motta! Eu pergunto se ele quer ir, pergunto se quer que o leve. Ele diz que tá bem, e o assunto morre.

Quando ele age assim, me esfarelo por dentro. Primeiro porque é nessas horas que a ficha cai e vejo que o tempo não é um bom aliado. Segundo porque me sinto impotente e tudo que posso fazer é continuar sendo a filha exemplar.
Me pergunto se não seria bom uma conversa, sobre tudo. Por os pingos nos i's. O que justificaria metade das minhas atitudes "suspeitas".

Vejo que sou um pouco Motta, as vezes. Talvez por isso me orgulho de, agora, ser mais Motta do que nunca. Sou teimosa, sou amiga, sou babaca. Babaca no quesito de ser bonzinho demais. Essa parte veio do sangue Motta. E como uma típica babaca, me orgulho disso. A parte mais Motta de mim está em tentar me desdobrar em mil. E isso tá começando a pesar um pouco.

Tenho andado meio out of reach. Meio Sick Sad Little World. Tô precisando descansar. Tô precisando viajar. Tô precisando dos amigos por perto. Tô precisando externar as coisas. Tô cansando de guardar tudo na garganta. Tô precisando rir um pouco mais. Sorrir um pouco mais.
Esse feriado vai ser útil pra colocar cada coisa em seu lugar.

[ storm.. in the morning light
i feel
no more can i say
frozen to myself ]

h'[m]

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Mulholland Drive

Deixando um pouco de lado a parte emo desse blog (sim, foda-se se eu estou na merda), vamos a alguns casos aleatórios.
Tava fuxicando alguma coisa no google e cai de paraquedas no Chato no ar. Só não digo que não consegui despregar os olhos no blog porque, pra variar, a coisa aqui tá muito frenética e eu mal consigo respirar. Mas o blog é de um Guri extremamente inteligente e divertido. Bom, pelo menos é o que parece. Já tá adicionado aqui nos links. Ficadica de hoje.

Outra coisa. Que pessoa normal esqueceria de um feriado no início da semana?
Lógico. Sem contar que acordei as 5:40 com o celular chorando por falta de bateria e ter voltado tranquilamente a dormir, acordado as 7h mega atrasada (porque o celular não suportou e morreu), voado a linha amarela e perceber que, realmente, estava com cara de feriado. Dia do funcionário público.
Minha faculdade não é, exatamente, pública. Mas os funcionários dela são. E aí, junta uma coisa com a outra... era tão difícel perceber que eu não teria aula? Bom, pra mim foi.
Depois de ligar pra todos os telefones possíveis e imagináveis da Ence sem nenhum ser vivo responder (por que seria?) só me convenci do feriado após a mensagem da Verdade.

A terceira e última coisa. Não menos ou mais relevante é: Hoje foi o dia dos bafões.
Fulana ligando depois de meses de sumiço. Beltrana contando segredos que não posso contar nem que me matem. E ciclana (ou cicrana?) querendo puxar um assunto um tanto delicado com a minha pessoa. Meias palavras, comigo, não cola. Pergunta, eu respondo. Indiretinhas não me acertam. Deu pra entender mais ou menos do que se trata, né? É... por aí meRmo.

Pouttz!
Acabei de receber um e-mail dizendo que não rola fut hoje. Vacilo mor do dia.
Vou partir casa entao, porque a Linha amarela tá um brinco que dá gosto de dirigir. A-DO-RO! =]
Se bem que to afim de dar uma volta. Acho que vou na praia e volto...

[so if i decide to waiver my chance
to be one of the hive
will I choose water over wine
and hold my own and drive?]

bjomeliga

h'[m]

Aqueous Transmission

Eu ouço músicas que me trazem recordações. De algumas eu gosto mais e aperto o <<. Parece repetitivo: cantar a mesma música, mesma frase, umas 50 vezes e lembrar de um mesmo fato nas mesmas vezes.
Um beijo, um sorriso, uma piada. Uma mensagem. Vontade de mandar, de novo, a mesma mensagem. O mesmo trecho. A música do Maroon5 é a mais perfeita, atualmente. Aliás, quase. Só perde pro The Fray, banda pela qual tô extremamente viciada. Essa música é a mais perfeita.

Final de semana foi meio desagradável.
Apesar do fut no sol-a-pino, banho na casa da Syl e comida-até-dizer-chega lá em Banguuuuu, o dia terminou bem estranho. O lance foi "chorar na cama que é lugar quente", como diz o Motta-Pai. Aí o sono bate logo, a gente dorme e não percebe.
Acordei pensando em tudo o que eu queria até o final dessa semana. Pensei 395 vezes se queria sair de casa. Decidi na última chamada, do último minuto. Afinal, ficar em casa não ajudaria em nada.
Amigos que salvaram o finde. Bife à paisana, cuzcuz, muita Skol e muita risada. Bota x Fla sensacional, com golaço do "Adianu, tá me ouvinu?". Dali foi partir pro abraço. Duas vezes.
Partir pro abraço pela 5º colocação na tabela e 3 pontos de diferença do lider. Correr pro abraço pro final de semana divertido.
Tô evitando fazer programações para o longo da semana, mas, a princípio, hoje tem a lista de Cálculo pra entregar e partir pra casa cedo, ver "O Orfanato". =]

[ find me here,
and speak to me
i want to feel you
i need to hear you

[further down the river]

h'[m]

sábado, 24 de outubro de 2009

Dia D

Depois de adiamentos causados por um queijos e vinhos e uma cirurgia. Comecei a tomar a BUP no sábado passado. Insônia. Insônia. Insônia. Hoje, conforme me planejei, acordei e coloquei o adesivo de nicotina. Tudo indo normal. Depois do almoço tive vontade de fumar 2 vezes. Na segunda vez, peguei um Trident. Espero muito muito muito muito que não fique pior do que isto, porque tenho medo de não aguentar. A Caçula tem feito coisas que estão me deixando muito triste. A todos aqui em casa. Mas não quero postar sobre isso. Só espero que isso não dificulte meu projeto de parar de fumar. Numa consulta, eles da clínica me perguntaram se eu estava passando um momento de stress porque isto seria um complicador, perguntaram se eu perdi alguém próximo ou até se um bicho de estimação tinha morrido. Sei que algo está morrendo em mim. Algumas ilusões. Espero sair desta mais forte. De olhos abertos, como Lucia. Lucia que salva seu filho.

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

Letra e Música

Final de semana chegando. E nessa hora a gente costuma olhar pra segunda-feira e pensar o que foi sua semana, sua vida.
Cinco dias se passaram entre o Bom Dia e o Tchau. A minha foi muito produtiva. Trabalho bombando, faculdade com atenção, futebol com amigos.
Indo um pouco mais além, lembro das mensagens frenéticas, das piadas infames, do crepe com a Bea, dos elogios - consecutivos - ao estacionar e do "me avisa quando chegar". Isso é tudo o que me lembro. Tudo que marcou.
Minha semana foi bem agradável, apesar das dores de cabeça de ontem e de agora.
Playlist renovado. Vinte e tantos processos fechados. Me lembro também das estradas que dirigi, dos postos que abasteci. Eu penso na vida enquanto dirijo. Eu canto, eu danço, eu brinco comigo mesma.

Bom, já tive que interromper o post 2 vezes por causa de trabalho. Melhor ficar por aqui. Expediente chegando ao fim. Daqui pra faculdade e casa da Pollets.
Dirigir um pouco mais. Mais rápido, mais devagar, tanto faz. Mais músicas e mais kilômetros. Do u wanna ride, babe?

[i drove for miles and miles
and wound up at your door
i've had you so many times
but somehow, i want more
]
[a mais perfeita]

;*
h'[m]

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

A falta que a falta faz

Eu sou tão corna, mas tão corna, que tô o dia todo ralando, ameacei abrir aqui por umas três vezes e não conseguia postar. Agora que eu ia conseguir postar, foi eu abrir a porra da janela, o chefe me aparece.
Na moral, O Cara deve achar que eu não faço porra nenhuma. Isso porque a chefe do R.A. já teve aqui pra me zoar e saiu com o rabo entre as pernas. Onze processos fechados em 2 dias. Isso porque o dia não acabou ainda.
Ontem fechei tanta coisa, tanta coisa, que sai com dor de cabeça. Futzinho pra renovar as energias. Aula de probab de 23 minutos. Mereço, né?

Preciso fazer minha unha com urgência. Ela tá tão ridicula que me dá vontade de roer pra "consertar", e quanto mais eu "conserto", pior fica. Progressão geométrica.

Só não estou mal humorada porque não tem como se estressar depois de um almoço com a Bea. Porque se a gente já fala merda via sms e msn, ao vivo então é cada pérola...
O melhor foi sair do shopping ouvindo um: "sei, fica molinha, né?" hahaha risada geral.
Azar o meu. Falo o que quero, ouço o que não quero. Enfim. O importante é que o bom da vida é poder rir de nós mesmos.

Saudade chatapracaraleo. Nome proibido pelas próximas 24 horas. Começando de agora: valendo! Vamo ver quanto tempo dura.

[you do something to me that i can't explain
so would i be out of line if i said i miss you?]
;]
h'[m]

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Do lado de fora

Hoje, fui no médico para tirar os esparadrapos e todos os hematomas ficaram do seu verdadeiro tamanho. E que tamanho!
Mas ter saído de casa me fez bem.
Encontrei por acaso um cara com o qual teríamos uma reunião 1 hora depois e eu estava fugindo da reunião. Fugi tanto que nem lembrava. Ainda brinquei. Ué, nós marcamos? E ele, sim, só que mais tarde. Minha cara rachou. Resultado? Não pude fugir. Melhor. Ótima reunião. Me sinto em forma, faro e tato aguçados. Adoro isso. Adoro quando o sangue pulsando em minhas veias me indica a direção do vento.

Bater ou Correr

Comecei o dia com um fone só. Pra não maltratar muito as oreia. Do lado esquerdo. Burburinhos daqui e dali me forçaram a colocar o da direita. Agora estou no meu mundo particular. Incubus Bombando no Media Player. Desde que troquei meu setlist, meu dia tem sido bem mais animado e produtivo.
Saudade da família que a gente escolhe. Ou, ainda que não escolha, escolheria. A do lado e a de tras ausentes. O que será de mim sem os conselhos da de tras, e os mimos da do lado? Duas semanas? Supero!

Tô preocupada com aquela que sumiu. O que se fazer quando uma amiga diz que precisar sumir, dar um tempo, e, efetivamente, some? Não sei se espero, se procuro. Se ofereço um ombro ou se deixo o ar pra respirar.


Gente! Mico federal. Tô eu aqui postando, ouvindo Incubus, batendo o pé e todas essas coisas a la Fernanda. Quando...
- Fernanda?
- Oi?
- Ahn, Ta. Achei que tava com algum problema.
- Desculpa, tava com fone, não ouvi.

Uma menina atrás de mim querendo uma informação. Sabe-se lá quanto tempo ela estava aqui me vendo/ouvindo cantar mega empolgada. :/
Uárever!

Voltemos ao Job!

[Leave me here in my stark,
raving, sick, sad little world]
;*
h'[m]

De Cão

Pausa para um comunicado nada importante: Ainda são 8:53 e esse já é o segundo telefonema que eu não consigo atender por não parar de tossir.
Por sugestão da Suellen, vou esquentar uma água e tomar um chá de Hortelã bem forte, e bem quente. Alguém tá servido?

terça-feira, 20 de outubro de 2009

Resguardo

Cicatrizando as pernas e descobrindo feridas novas (novas mesmo?) na alma.

Slumdog Millionaire

Cheguei um tanto atrasada. Compensei com a velocidade. Velocidade e atenção. Correndo contra o tempo pra fazer sozinha a trabalho de 2 ou 3 pessoas. É a média daqui hoje. Seis dentro, Seis fora.
Almoço no A Mineira correndo. Mocotó (divino), linguicinha frita e muitos doces típicos. Me sinto arredondar. Tranquilo. Sem academia por duas semanas devido a evaporação de pessoas aqui do setor. Tudo bem! O que é um peido pra quem já tá tão borrado quanto o pequeno Jamal do filme que entitula o post?
O lance agora é aproveitar que chego cedo segundas e terças, e caminhar/correr/ou/pedalar no engenhão. Procurando companhias para...

Coisas acontecendo. Interna e externamente. Profissional e pessoalmente. Emocional e financeiramente.
Turbilhão de coisas, dá pra perceber?
Felicidade extrema. Coração satisfeito. Cabeça completa. Motivação por conseguir resolver 4 questões de calculo II. E hoje tem mais! Preciso chegar cedo pra falar com a Marta, antes que eu me esqueça. (Se eu me esquecer, alguém me lembra? tks!)
Já programando o finde. Já programando a semana.

Só pra constar. Baixei ontem 4 CD's do Incubus. Tô absurdamente viciada.
Por enquanto é só. Nenhuma novidade. Nenhuma necessidade extrema de desabafar. Não com você, meu blog amigo. Tô com vontade de dasabafar com aquela-que-não-se-pode-nomear. Mas tô pensando o quanto valeria a pena, ou o quão cedo estaria.
Sem mais para o momento e com a garganta arranhando de leve, fico por aqui. O R/3 me chama!

;]
h'[m]

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Cabelos de ventania

Ele também são dois. Um que conversa contigo e o outro que analisa, tem os desejos e faz os planos e urdições. Me sinto vulnerável. Tenho uma tela em lcd em minha testa que vai passando em teleprompt o que se passa em minha cabeça.

Antes que Termine o Dia

Hoje não sei o que postar.
Tô começando a aceitar que tô mesmo apaixonada e, pra variar, não sei o que fazer.
Vacilei. Vacilei grande. Não pelo que fiz comigo, mas pela deslealdade com ela. Afinal, ela tinha me avisado.
Em todo o caso, não tenho mais nada a fazer a não ser viver dos bons momentos que temos tido.
Esperar e ver como tudo vai desenrolar.

A outra

É uma outra a que escreve. Não só meus textos. Acho que é assim mesmo. Precisa ter um duplo. Um diálogo interno que transborde. Em Lolita são 3, um outro se diverte relatando o diálogo interno. É certo. Para escrever precisa ser mais de um.

domingo, 18 de outubro de 2009

Na cozinha

Salada e Trigo Integral com laranja, pepino, cenoura, tamara e gergelim
Sobrecoxa assada sem pele no shoyu com crosta de linhaça e farelo de aveia
Trouxinha de repolho recheada com o guisado frango com arroz integral que sobrou de ontem.
Será que a caçula vai gostar e vai comer?

sábado, 17 de outubro de 2009

Rito de passagem

Dia estranho.
Eu estranha.
Durmo. Acordo. Durmo.
Ressaca de hospital. Febril.
Sem a insatisfação do emprego como inspiração.
Primeiro dia de Bup.
Dores e hematomas nas cicatrizes.
Pai da caçula teve as paciências necessárias a um pai de adolescente.
Almoço e janta saudáveis para mim e caçula.
Estou ouvindo everybody has a hungry heart.
Relendo Lolita para ver o que impressionou tanto na escrita.
Ironia e cultura.
5 cigarros. Não por vontade. Por saudade.
Vontade de chocolate.
Sensação do novo que chega.
Acredito e temo ao mesmo tempo.
O Trabalho que me chama. Desafios. Eu posso. Mas não sei se quero.
Hora de recomeçar.
Hora de construir o ontem do amanhã que quero ter.

Out here the nights are long, the days are lonely
I think of you and i'm working on a dream
I'm working on a dream
Now the cards i've drawn's a rough hand, darling
I straighten the back and i'm working on a dream
I'm working on a dream
Come on!
I'm working on a dream
Though sometimes it feels so far away
I'm working on a dream
And i know it will be mine someday
Rain pourin' down, i swing my hammer
My hands are rough from working on a dream
I'm working on a dream
Let's go!
I'm working on a dream
Though trouble can feel like it's here to stay
I'm working on a dream
Well our love will chase trouble away
Alright!
[whistling interlude]
That's professional whistling right there!
I'm working on a dream
Though it can feel so far away
I'm working on a dream
Our love will make it real someday
The sun rise up, i climb the ladder
The new day breaks and i'm working on a dream
I'm working on a dream

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

Segredo Nosso

Preciso fazer uma confissão: Sempre que minimizo as janelas "grandes" ou quando aperto o ícone do "Desktop" no QuickLunch, meu coração dá uma acelerada. Affe!

Por que continuo?
Porque é gostoso! =]

[sooooy un perdedoooor
i'm a loser, babe
so, why dont u kill me!]

;**
h'[m]

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Porque não eu?

Quando eu digo que o mundo é um lugar injusto você não acredita. Tá aí a prova.
Uns tem muito e outros tão pouco. Pois eu... eu tenho que me contentar com uma criatividade bem mediana, enquanto o Alexandre é um latifundiário. Eu não me conformo. Não me conformo de que um texto como este não fui eu que escrevi:

"O Serviço das barcas é um serviço excelente porque é um transporte de um custo não muito elevado, leva até o Rio de Janeiro e vai ficar melhor logo assim que eu assumir como King Size, o senhor das terras do Rio de Janeiro. A mafia Chinesa teve a capacidade de escalar a minha existência para estrupar a mãe da minha filha e fazendo disso, um motivo de zoação constante em minha vida. Sendo que essa finalidade foi para que eu sumisse do Rio de Janeiro e não fizesse a descoberta de ser o King Size. O King Size, os King Sizes são os reis maiores que existem no planeta. Em Portugal em 1485 pela corte portuguesa. A corte portuguesa deu aos King Sizes o Brasão King Size. Chegando ao Rio de Janeiro e muitas terras do Brasil, colonizou ... imigrou e colonizou muitas terras no Brasil. Hoje eu sou o filho mais novo. Eu sou o King Size e tenho a minha filha a Kézia Castro Lima que vai ser herdeira de tudo, dentro de muuuuuito.. em pouco tempo, certo? O serviço das barcas tem muito a melhorar logo assim que a Jumbo Cat se reabrir porque lá está rolando uma suruba, onde rola inúmeras execuções. Eu sou Alexandre dos Santos Lima, King Size do Rio de Janeiro"
video

e mais outra página

Que tal nos dois numa banheira de espuma...

O trabalho de um verdadeiro cientista é encontrar as leis básicas das quais decorrem os fenômenos. O atual impasse da ciência se localiza justamente no fato de que os que se julgam cientistas ignoram o seu ofício, confundindo a descrição de fenômenos particulares com o ato científico. Impossibilitado de encontrar leis que organizem e dê coerência aos fenômenos, o cientista moderno atribui os acontecimentos a existência de uma força superior ahistórica e inelutável. Uns chamam esta força de Deus, outros, de Mercado – dependendo do ramo da ciência. Nós não queremos, neste livro, fazer guerra a estes senhores, mas fazemos a opção de respeitar a tradição que remonta de Aristóteles e continuar na busca das leis que regem o comportamento humano. Assim, estamos apresentando para vc o enunciado de um teorema que lança luzes sobre a principal questão que os homens levantam quando o assunto é mulher. Como todo teorema, não demonstraremos como chegamos a seu enunciado. Apenas recomendamos aos curiosos que comprovem sua validade de forma empírica. Aí vai: “Toda grande revelação é feita num banheiro”.
Utilizando as ferramentas lógicas a seu dispor, você pode deduzir que se o seu namorado a dispensou num restaurante ou no sofá da sala, você não tem porque se preocupar, é apenas uma crise passageira. Por isso, se vc quiser manter o relacionamento, evite com todas as suas forças ir chorar escondida no banheiro. Este ato pode transformar o que seria um pequeno incidente num fato inscontestável.
Então relaxe, porque se toda grande revelação é feita num banheiro, tudo o que você descobrir em outros lugares não será uma grande revelação. Esta constatação que parece ser simples, têm uma aplicação prática das mais significantes, pois com o tempo de uso deste Teorema a mulher vai conseguir aprender a priorizar o que de fato é importante, servindo como um guia para organizar a complicada agenda feminina.
A força imanada pelos banheiros é tão grande que as mulheres (mais sensíveis à natureza e suas leis) quando estão inseguras, evitam enfrentá-lo sozinha em barzinhos ou boates. Os homens, que nunca entenderam este estranho comportamento feminino, podem agora dormir aliviados. Como tudo na vida, este comportamento também tem uma explicação lógica. E ao contrário do que muitos chegaram a pensar, a mulher não é um ser irracional, impossível de ser compreendido.
Nós atestamos a veracidade de nosso Teorema e vamos registrar a patente. E se você ainda não está convencida, volte ao início do livro e tente descobrir onde foi que a idéia de escrevê-lo surgiu.

PARA EU NÃO ESQUECER DO DIA 14 DE OUTUBRO

DIA 14.10.2009

Ser mãe é desdobrar fibra por fibra
o coração! Ser mãe é ter no alheio
lábio que suga, o pedestal do seio,
onde a vida, onde o amor, cantando, vibra.

Ser mãe é ser um anjo que se libra
sobre um berço dormindo! É ser anseio,
é ser temeridade, é ser receio,
é ser força que os males equilibra!

Todo o bem que a mãe goza é bem do filho,
espelho em que se mira afortunada,
Luz que lhe põe nos olhos novo brilho!

Ser mãe é andar chorando num sorriso!
Ser mãe é ter um mundo e não ter nada!
Ser mãe é padecer num paraíso!

"Coelho Neto - Ser Mãe"

Impulsos

Passei o dia todo pensando: entregar ou não entregar? Pedi ajuda aos universitários. Dois sins, dois nãos. O meu, seria o voto de minerva. Metade de mim, queria. Outra metade, não. Negociaremos. Por que sim? Por que não?
O telefone tocou. Coração dispara: hora de sair. Um sim ou um não?
No início, total não. No caminho: por que sim? Chegando: Por que não?
Perguntei em vão: Posso te entregar um negócio?Pergunta estúpida! Perguntei já sabendo a resposta. Prossegui sem ao menos esperar a resposta.
Estiquei os braços pra tras, puxei o caderno. Catei a folha. Arranquei. Entreguei.

Tremia dos pés a cabeça. Damn Shit!
So fucking loser.

Ela ameaçou olhar. Me senti uma formiga em frente a uma esfinge. Aquela esfinge. Puxei, dobrei: não agora, por favor. Ela guardou. Se despediu. Foi-se.
Um suspiro e a primeira marcha. Fui-me. Em corpo.
O espírito estava ali. Dobrado num papel, rabiscado a lápis com letras não muito legíveis. Àquela altura, borrada entre umas e outras palavras. Em síntese, 16 versos soltos, porém, sinceros.

Eu confesso. Não gostei muito do resultado final. Mas gostei de cada componente. Principalmente da alquimia que me fez procurar por aquela libertação.
E, no final, tudo acabou como ela me deixa: Em paz!

f'[m]

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

PEOPLE ARE STRANGE

Ainda sobre a fome (em elaboração)

Nas priscas eras, li um texto de Peter Brook sobre o trabalho do ator, "Em busca de uma fome". Esta frase nunca mais me saiu da cabeça. O texto não lembro mais. Eu busquei a fome e a encontrei.
Tenho fome. Sempre.
meu cérebro tem fome de sinapses;
meu nariz tem fome de cheiros;
minha boca tem fome de risos;
meu coração tem fome de orgasmo;
meu pulmão tem fome de fumaça;
minha barriga tem fome de adrenalina;
meus quadris tem fome de samba e
meus pés tem fome de bola.
Tenho fome de corpo inteiro.
E tenho que aprender a viver com ela.

Sorria, meu bem! Sorria!

Gêmeos - de 21/05 a 20/06 - regente: Mercúrio
Comunicação em alta. Dia de contar piadas e histórias engraçadas. É muito bom a gente rir mesmo, dar gostosas gargalhadas. Assim estamos prevenindo doenças graves. Sério. Não se reprima, e faça um alegre e bonito espetáculo para amigos, conhecidos e desconhecidos.

Sagitário - de 22/11 a 21/12 - regente: Júpiter
Se sentir preguiça hoje, atenção: ela é um bom disfarce para autopunição. Dificuldades emocionais podem distorcer o pensamento e enfraquecer a ação, principalmente se você não tiver propósitos bem definidos. Controle o orgulho e esqueça as mágoas. Todas, o mais rápido possível.

Os dois super batem.
Eu, palhacitus no almoço. Diversão garantida pra Dani (via infinity).
Ela, com a cama nas costas, e notícias nada nada agradáveis.

h'[m]

Acelerando até onde dá

Poucas horas de sono e muita disposição. Os últimos dias têm se resumido nisso.
Domingo, segunda e terça. Entenda-se: De domingo pra segunda, de segunda para terça e de terça para hoje. Na Ordem: 2, 3 e 3. Total: Oito Horas de descanso para três dias.
Mal humor?
Perder horas de sono babando pelo sono alheio. Passar noites trocando mensagens com meu mais novo grude enquanto, no bloco de notas, escrevo as coisas que não consigo falar. Tem como ficar de mal humor? Jamais!

Cabeça produzindo muita coisa. Sem espaço pra oficina do dito-cujo.
Como tô beeem acelerada hoje, é capaz de surgir alguns posts no meio do caminho.

Enquanto isso:
- Caraca, não aparece e-mail.
- Ixi. Esse fornecedor também não.
- Ai, pc lerdo. Vâmo.
- Por que nenhum tem e-mail, hein?
- Ah! Já sei. Sou muito esperta.
- Tá no telefone, Fernanda?
- Não, eu falo sozinha mesmo. Desculpa!

Me divErto.
Colhendo, no trabalho, os bons frutos da área pessoal.

E, durante isso...

"cant stop driving
i dont know why

(...) love can move a mountain
(...) uaaaaai the sky is blue
(...) why i wasnt meant for yôôôôôu

(...) 97th time tchunaaaaite

(...)crash in the sea

(...) why arent u heeere with meee
tchunaiiiite

yeah yeah yeah yeah"
[batendo o pezinho e balançando a cabeça]

h'[m]

Eu, eu mesma e Irene


Quando se começa a achar saudável falar sozinho...

Pois é. Andei até a janela, para exercitar os meus olhos cansados com um pouco de profundidade e horizonte. Ao lado da janela, alguns balbucios. Minha companheira de blog produzindo. Falando sozinha. Outro dia, sob muita pressão de serviço, me peguei também me dando instruções em voz alta. Deve ser por isso que quando o bicho tá pegando venho trabalhar sábados e feriados, assim ninguém testemunha a cena de eu me dar ordens e eu mesma executar. Só pode ser técnica de sobrevivência neste nosso ofício da vida real. Ofício tão sem interação, tão sem sinapses. Fica mais fácil assim: eu dou ordens, eu mesma executo as tarefas e eu própria escapo e posto no blog. Em 3 já somos um coletivo, com direito a discussões intermináveis e voto de minerva. Só não sei se isso é bom.o+*

e não é que tem mais páginas?

Romance ideal...

Este livro não pretende ser transgressor e, então, para não chocar a comunidade científica nem o senso comum reinante, resolvemos redefinir a questão afirmando que o que mulher gosta é da idéia de discutir a relação. O que comprova a tese de que ainda que suas idéias não correspondam aos fatos, as mulheres continuam se relacionando, em seu mundo pessoal e atemporal de fantasias, com o Príncipe Encantado.
Uma das autoras deste livro, que é médica oftalmologista, nos concedeu em primeira mão os resultados de uma descoberta revolucionaria feita por uma equipe multidisciplinar que trabalha com ela na clínica de pesquisas de distúrbios do olhar em Massachussets. Esta descoberta lança novas luzes sobre o problema relatado no parágrafo anterior e será de inestimável e definitiva ajuda para resolvê-lo. O grupo descobriu uma síndrome causada por determinados níveis de estrogênio num organismo vivo. A descrição da síndrome se encontra na figura (figura ainda a ser desenhada, mostra uma mulher olhando para um sapo e vendo um príncipe...) Esta autora se dedica agora ao projeto de um óculos que corrija a distorção causada pela síndrome. As outras de nós estão escolhendo quais os modelos mais bonitos de armações para abrirmos , em breve, uma ótica especializada. Tememos que o negócio demore um tempo para emplacar, afinal uma nova visão do mundo e dos homens pode ser dolorosa. Mas estamos dispostas a correr o risco. Afinal, é preciso ver a vida como ela é. Por isso, parte da arrecadação com este livro vai para financiamento do projeto. Se você é uma entusiasta da ciência, compre mais exemplares para dar de presente a todos os seus amigos e inimigos.
Mas, enquanto a ciência e o comércio não estão aptos a solucionar esta síndrome, vamos dar umas dicas pessoais que tem sido preciosas na difícil tarefa de escolher um parceiro.
1- Olhe bem para objeto – o homem – e de forma objetiva.
2- Seja sincera com você mesma e defina com o que ele parece.
3- Marque uma das opções abaixo
a)( ) Um príncipe
b)( ) Um sapo
c)( ) Uma salada
d)( ) Um picolé
e)( ) N.D.A

Se vc marcou a, desista, ele não é, e é melhor vc não se enganar.
Se vc marcou b, você é homem. Faça o que quiser. Sem preconceitos.
Se vc marcou c , vá em frente, mas com muita cautela, porque vc já sabe que ele é difícil de engolir . Vai ter que mastigar muito.
Se vc marcou d , oba! Conta com todo o nosso apoio, afinal toda mulher merece ter um homem que desperte nela a vontade de fazer com ele o que ela faz com um picolé.
Se vc marcou e, continue lendo este livro, mas recomendamos outros livros de auto–ajuda, também consagrados, como o “otimismo em gotas”.

TiveDica

remédio,
camera,
carregador da camera,
gillette, absorvente (se vc tiver nos dias maras), documentos, cartões, carregador de cel, shampoo, condicionador,
creme p/ pentear,
pente,
escova de dente, sabonete,
pasta de dente,
desodorante,
perfume,
chinelo,
pijama,
casaco,
fio dental,
cobertor,
toalha,
lençol,
fronha

[início da listagem do que não pode ser esquecido]

terça-feira, 13 de outubro de 2009

Nicotina

Nicotina
Os Replicantes

Nicotina, nicotina, entra no meu pulmão
Corre nas minhas veias, mata o meu coração
Nicotina, nicotina, só me traz frustração
Ai, que cheiro de fumaça tá esse meu blusão

Nicotina, nicotina
Sem ela eu não vivo
Com ela eu sobrevivo
Pelo amor de Deus, me passa um crivo

*(Alguem aí sabe que banda é essa? Era a banda do Wander Wildner, crianças...hauahauahauahaua)

http://www.youtube.com/watch?v=qBsvpLpgzNY&feature=related

Closed

[pra bom entendedor...]

Me fecho assim. Não pra vida.
Me fecho, assim, pro sofrimento.
Pra qualquer passo descompassado.

Me fecho assim. Por prazo indeterminado.
Não permanente. Consciente.
Me abro pros olhares, pras palavras.
Me fecho para análises, para discursos.

Mantendo acesso reservado aos pensamentos.
Confidencial, às vontades.
Secreto, aos sonhos.

Me guardo em mim.
Onde o acesso é restrito a você.

/f'[m]

Pequeno pote de mel

Senta-se em minha mesa, pousa seus olhos mansos e me serve como sobremesa algumas palavras. "Sobre esta coisa de a pessoa certa, na hora certa, fazendo a coisa certa, um monge vietnamita disse: A hora certa é agora, a pessoa certa é a que está mais próxima de você e a coisa certa a fazer é fazê-la feliz."
Tudo não está mais tão obnublado.

A vida como ela é

Estava lendo jornal na internet e naquela de um assunto puxa outro, acabei procurando notícias sobre Bruce Sprignsteen. Queria saber se havia show previsto para o Brasil. E encontro a seguinte notícia:
"Uma australiana confessou nesta quinta-feira (13) que matou seu marido a facadas, porque ele não a deixou ouvir um disco de Bruce Springsteen, informou a rádio "ABC".
Após a confissão, um juiz do estado de Queensland, na Austrália, condenou Karen Lee Cooper, de 50 anos, a oito anos de prisão pela morte de seu marido, Kevin Watson, de 49. Os dois estavam casados há dois anos.
Karen, que estava embriagada, atacou Kevin com uma faca de cozinha quando ele desligou o aparelho musical enquanto ela ouvia uma canção do músico americano.
"Quem não gosta de Bruce Springsteen, pelo amor de Deus? Simplesmente peguei a faca e a usei", afirmou a condenada."


Pelamordedeos, é muita crueldade desligar o som da moça. O mundo é um lugar muito esquisito mesmo para se viver. A gente encontra cada pessoa com cada gosto musical estranho tsc tsc tsc

video

Manobra contábil

Domingo fumei 5 cigarros. Como os dois útimos foram depois da meia-noite, na segunda só fumei um. E assim, na conta, ficaram 3 no domingo e 3 na segunda.

O vício arruma artifícios.

Frase do dia

Se a única ferramenta que você tem é o martelo, todo problema que você encontra, pensa que é prego.

Over the rainbow

Fiquei com medo do homem de gelo. Ele era alto, muito alto, e , na sua frente, eu ia encolhendo, encolhendo até chegar à 2 centímetros. Aquele olhar de faca, faca que corta, que joga a parte talhada fora.
Não sei.
Pois eu procurava um copo de leite quente com açucar e canela.

No pressure

Quem diria
Debaixo desse edredon com as pernas entrelaçadas
Meus olhos encontrados nos seus
Seu perfume é música para meus sentidos.
Isso não é compromisso. É vontade.
Vontade louca de me perder nos seus beijos
Nas suas risadas e até nas piadas que não acho graça.
Estou viciada, em fase de abstinência.
Não. Não me diga pra não esperar.
Esperar não é cobrança.
Esperar é colheita. Fruto. Lucro.
Em você eu planto minha paz
Meus sorrisos mais sinceros.
E em você eu planto uma nova vida
Um novo jeito de se deixar levar.
Pra se deixar viver.


Estou entregue, aceitando o que tiver que vir.
Porque o que vier, é lucro.

/f'[m]

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Porquês

Não saem da minha cabeça. Circulam pra lá e pra cá como bicicletas no Cantagalo.
Feliz por como as coisas então andando. Mas fico procurando respostas que não existem.
Por que eu não sei como agir? Eu faço tudo errado? Por que a The Week tava tão cheia? Por que eu não cumpri o que me prometi?
Por que ser tão honesta? Por que não ser como poderia ser? Por que não ser de um jeito qualquer? Por que fazer dela tão especial? Por que seria tão especial?

Eu tô me desconhecendo muito nos últimos dias. Não quero correr contra o tempo. Aproveito cada minuto como se a cada um bem cuidado, cinco horas teria de bônus.
Gosto muito. Tenho medo. Por mim e por ela. Quero cuidar. Quero fazer bem. Quero não esperar retorno. E não espero. Como o tempo não espera.
Não no meu tempo. Não no dela. No nosso. O nosso começa a se formar.

E penso em todas as peças que já juntei até agora, e o que eu mais quero entender é por que eu?

f'[m]

desconversos intimos

Ontem, Vanize citou Augusto dos Anjos. Eu lembrei que se encaixa nas minhas pesquisas sobre músicas e poesias com cigarro.

"Vês! Ninguém assistiu ao formidável
Enterro de tua última quimera.
...
Toma um fósforo. Acende teu cigarro!"


E eu reli:


Vês! Ninguém assistiu ao formidável enterro do teu último cigarro...
Toma um fósforo. Acende tua quimera.


E reli, novamente:


Já que ninguem assistiria ao enterro do teu último cigarro, publicaste no blog, pois a vontade de tirar a tua quimera do anonimato foi tua companheira inseparável. E assim, te adiantaste às bocas que escarram e às mãos que apedrejam.



Porque tu pareces comigo e nenhum senhor te acompanha...

saído do tunel do tempo

outra página do livro que não passou das primeiras páginas

>Esse papo seu já tá de manhã...

Uma das idéias preconcebidas sobre a mulher que mais carecem de correspondência com a realidade é a de que “Mulher gosta de discutir relação “. Este boato se espalhou de tal forma que nos foi impossível , mesmo após árduo trabalho de pesquisa, estabelecer o seu início.
Segundo o dicionário Aurélio, gostar é - [Do lat. gustare.]V. t. i. 1. Achar bom gosto ou sabor: 2 Sentir prazer: 3. Ter afeição, amizade, a; sentir simpatia por: & 4. Julgar bom; apreciar; aprovar: 5. Dar-se bem; ser compatível; acomodar-se; aclimar-se, aclimatar-se: 6. Dar gosto; causar prazer; agradar: 7. Ter o hábito de; costumar: 8. Ser compatível; dar-se bem: 9. Gír. Sentir atração sexual, desejo: V. t. d. 10. Experimentar, gozar, fruir: 11. Tomar o gosto a; provar: 12. Ter gosto ou prazer em: V. p.13 Estimar-se ou amar-se reciprocamente.
Após a realização de um questionário sobre o tema com 11347 mulheres de todas as classes sociais que se propuseram a discutir a relação, nenhuma relata ter tido nenhuma sensação nem mesmo que se aproxime de alguma das definições acima. 41% das entrevistadas relatam que nunca conseguiram discutir relação. Destas, 37% afirmam já ter desistido. As outras juram que vão continuar tentando. Uma entrevistada disse que é devota de São Judas Tadeu e que nunca vai desistir. 49 % das entrevistadas relatam ter tido algum tipo de experiência que recebeu o nome de “discutir relação” mas consideraram o resultado insatisfatório ou decepcionante. Na pesquisa qualitativa, seus relatos mais comuns foram que estas experiências resultaram em “grande frustração” , até mesmo “sofrimento atroz”. “Me senti muito incompreendida” foi a frase mais comum. Mas ainda tivemos 10% das entrevistadas que não se enquadraram em nenhuma das categorias. Umas porque se recusaram a responder, outras porque nos recusamos a publicar suas repostas.
Do total das entrevistadas apenas 3 disseram já ter discutido a relação e ter gostado. Pelo método estatístico que utilizamos, acabaram entrando no desvio padrão e foram desconsideradas. Mas não podemos mentir para nós mesmas, estas 3 mulheres nos intrigaram muito. Na nossa opinião, aconteceu uma má compreensão da pergunta. Mas como não queremos viciar a ciência com nossas próprias opiniões e, infelizmente, por termos realizado uma pesquisa anônima, não temos mais contato com estas 3 mulheres, pedimos encarecidamente que se você, leitora, for uma destas mulheres entre em contato conosco para continuarmos as investigações. Quem sabe faremos um próximo livro só sobre você. Você merece.
Isto posto, uma conclusão se impõe. Mulher não gosta de discutir relação.

Voracidade

Tenho fome. Uma fome que não acaba. Meu pulmão tem fome. Meu corpo tem fome.
Tenho fome em cima, no meio e embaixo.

Domingo perfeito

Café da manhã em família ao ar livre e com o sol querendo aparecer. Cigarro. Passeio na lancha nova do Lucio. Mar batendo. Caçula a postos. Banho de cachoeira. Almoço feito pelo Assad. Carona para o Rio de Hilux. Cigarro. Carona irmã até a casa do Roberto. Maurinho lá. Dezenas de queijos. Eu sem fome. Vinho. Cigarro. Início de côlica. Novas amizades. Dancinha de salão. Outro cigarro. Fim de noite no fedido da lapa. Taxi para casa. Outro Cigarro. A vida se amplia quando o verão chega. Sinto o verão comigo, no ardido da minha pele.

COMPORTAMENTO DE RISCO

Não pode fumar. Não pode comer gordura, nem açucar. Não pode beber quando dirige. Não pode transar sem camisinha.
Num mundo com tantos "não pode", resolvo quebrar as regras e ir para o mar sem filtro solar.

sábado, 10 de outubro de 2009

Saudade

Estou com saudade dos cigarros que não vou fumar, das comidas que não vou comer.
Estou com vontade de repetir tudo o que me dá prazer.
Indefinidamente.
Mas qual é mesmo o prazer que há na repetição?

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Comentários sobre o livro de auto ajuda que não foi escrito

Risadas na hora do almoço, muitas associações nonsense e analíticas. Foi assim que surgiu a idéia de um livro de auto-ajuda. Auto-ajuda literal. Para ajudar nós mesmas, duas sagitarianas duras e tercerizadas (uma cega, outra surda) trabalhando como secretárias, a levantarmos fundos para termos a vida que merecíamos. Gostei da brincadeira e já saí atropelando produzindo algumas páginas. Minha amiga arqueira já tinha o seu próprio projeto de produção literária. Mas eu engatei a primeira e me diverti muito. Mas,tem sempre um mas, e a vida foi mudando e a inspiração também. Minha amiga mudou de emprego e de estado civil e não temos nos visto. Pura falta de organização. Pois a acho uma fofa total.
Hoje, muitos anos depois, com outra parceira, peguei carona num blog que já chamo de meu e, neste momento, acabei de adicionar a Archeira entre os blogs que sigo. Apesar de escrever ser um ato solitário, acho que preciso de amizade para produzir. Trabalho melhor coletivamente. Em solidões compartilhadas.
Às minhas queridas Alessandra e Fernanda, meu carinho e agradecimento por me ajudarem a colorir e colocar para fora todo um mundo de brincadeiras, ironias, dúvidas e dores, permitindo que eu não me afogue em tanta coisa que está dentro de mim.

o*+

Outra página do livro que não foi escrito

A vida não é filme, você não entendeu...

Disto tudo decorre que os filmes e novelas ocupam, nos dias de hoje, o papel do sonho na interpretação freudiana da época vitoriana, o de realização de um desejo. Ao fazerem isto realizam a conexão entre o real subjacente e o inconsciente latente, de efeitos catárticos e subliminares da sublimação do desejo feminino. Mas ainda esta relação está marcada pelo trágico. Mesmo, na tela, este desejo é irrealizável. Porque, por motivos puramente comerciais, os cineastas também refazem o percurso da traição da mulher. Isto é ; para conseguirem atrair a platéia masculina e , é claro, faturar, os filmes apresentam como protagonistas mulheres magras e lindas, o que leva a mulher - duplamente traída, na vida e na fantasia - a uma conclusão inevitável: só magras e lindas atraem dinheiro e homens interessantes.
Nossa proposta neste trabalho é reconstruir em cada mulher esta relação e reeditar esta história alterando a ordem dos fatores para que cada mulher possa ser o novo produto de sua própria história, rompendo com os fantasmas e fantasias causados por um histórico psíquico determinado por relações contraídas involuntariamente.

Se você conseguiu chegar até aqui na leitura, então, bem vinda ao mundo real. Inverta sua conclusão. Se você acha que só magras e lindas atraem dinheiro e homens interessantes, reformule esta frase, e você obterá a solução de todos os seus problemas. Nós a reformulamos e chegamos a uma descoberta mágica que vamos partilhar com você: Só mulheres com dinheiro podem ficar e/ou se manterem magras e lindas e rodeadas por homens. Caberá a você julgar se são interessantes ou não. Muitas mulheres ainda não podem suportar o peso da liberdade de escolher julgar o que é ou não um homem interessante para elas. Mas não há porque se preocupar com isso já que mais cedo ou mais tarde você vai descobrir que se enganou. Então, corra riscos! E se preocupe com o que você pode controlar: sua conta bancaria, as sessões de lipo-aspiração, aplicações de botox, cremes e massagens. E como tudo na vida é uma questão de saber escolher, se pergunte seriamente se não está na hora de você mudar de cabeleireiro.
Se você ainda não se sente preparada para enfrentar este novo e maravilhoso mundo, tenha paciência, pois ao longo deste livro você encontrará dicas inéditas sobre seu relacionamento consigo mesma, isto é; de como fazer para dar um up-grade na conta bancária. Se este livro demorar a fazer efeito sobre o seu saldo, não desista. Tire, por hora, sua satisfação da solidariedade e da cumplicidade feminina. Ele está funcionando para nossa conta e lhe seremos eternamente gratas, por isso, faça seu estoque antes que a edição se esgote e dê de presente para todas as suas amigas.



(pre-o+*)

Uma típica manhã em família

Lá em casa é difícil acordar algum dia em paz. Hoje acordei as 6:15 com minha avó arrastando o pé pra lá e pra cá.
Meu pai levanta, desliga o ventilador. Isso é estratégico: ele desliga o ventilador, eu acordo. Simples. Automático. Hoje eu já tava acordada, só não tinha levantado. Escuto alguns resmungos, viro pra parede e abraço o Fred.
- Liga pra Rita e pergunta se ela pode vir fazer um mingau pra mim.
- Mas mãe, ligar pra Rita essa hora? Eu não posso fazer o mingau pra você?
- Você não sabe fazer.
- A senhora nem viu ainda e já diz que eu não sei fazer. É mingau de que? De fubá?
- É, de fuba. De doce.
- De doce?
- É, não põe sal, põe açucar.

Enquanto me levanto, separo a roupa e vou até o banheiro, ouço meu pai pegando as panelas, e quase imagino a fisionomia dele. Termino meu banho, vou até o quarto, e a saga continua:
- Toma mãe, vê se tá bom assim ou se tá muito grosso. Prova que se tiver ruim eu jogo tudo fora e faço outro.
- Tem o que?
- Fubá, água e açucar.
- Não tem leite.
- Não, é pra por leite?
- É. Tem que por um cadim de leite.
- Então espera que vou fazer outro.
- Não! Traz o leite que eu misturo.
- Segura aqui... não, mãe.. Tá quente. ish. ai ai ai. Tá quente, mãe, não pega aí.
- Tá quente o quê, Motta? Você e Cristina são assim, só porque saiu do fogo e vocês dizem que tá quente. Não tem nada quente aqui.
- Tá bom, mãe?
- Tá. Tá bom.

Abraço meu pai no corredor. Ele me deseja bom dia. Recomenda alguma coisa sobre a minha alimentação. Eu sorrio. Pego a chave do carro e o crachá e parto rumo ao longínquo (e fundínquo) mundo das pesquisas.

No carro, a música que se repete umas 12 vezes durante os 35 min de engarrafamento chato. Não mais chato porque me divirto fazendo caras e bocas enquanto canto.
E a chuva fina remete meu pensamento pra longe. Por dentre os prédios bem situados, cujo visual sempre fez parte do meu dia e eu sequer tinha reparado. Agora, simplesmente me encantam. Trazem sorrisos de canto de boca. A felicidade mora ali. Literalmente.

h'[m]

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

mais uma página

postagem de mais uma página do livro que NÃO foi escrito...

Parte I: Nós e eles

Quem sabe o príncipe virou um chato...

Uma mulher, como qualquer outro mamífero, nasce de uma mãe. Esta primeira relação que estabelece com o outro é uma relação de separação (Separar-se do corpo materno) que marcará definitivamente as relações da mulher com o seu próprio sexo e com o sexo oposto. Marcada pelas separações , a mulher buscará a não separação, a união. Para a mulher, a constituição da identidade significa unir-se a alguém, recuperando a mulher total que ela era quando era o corpo de sua mãe. A busca desta re-união com a totalidade, a mãe, a mãe-natureza coloca um sinal indelével no destino de cada mulher. Porém, traída pela mãe que a expeliu, ela não confiará mais em mulher alguma.
Os anos tornarão sua tormenta ainda maior – revoltada contra a natureza e suas leis, em especial, a da gravidade, buscará, então nos homens, a redenção para a “primeva” traição materna. Como por sua vez os homens, que também foram traídos pela mãe que o expeliu da situação confortável de serem alimentados sem nenhum esforço, buscarão uma mulher que o alimente pelo resto da vida. Mas passarão também a vida inteira assombrados pelo medo de perder a “provedora” e, por isso, tenderão a não confiar em mulher nenhuma. Para se defender deste medo básico, passarão a vida inteira traindo as mulheres, antes que elas, tais como sua mãe, os abandone.
Esta construção diferenciada e complementar entre o desejo masculino e o feminino determina que toda mulher passará a vida tentando achar um homem que não a traia, o Príncipe Encantado. Isto, por sua vez, acarretará um sem números de frustrações - já que os homens passarão a vida inteira atraindo-a para a trair.
Alguns leitores nos mandaram e-mails indignados dizendo que isto não é verdade, que não poderíamos generalizar e que eles mesmos eram prova viva de que existem homens que não traem. Ficamos, honestamente, preocupadas, afinal isto poderia pôr por terra todo o arcabouço teórico que embasou nossas pesquisas. Continuamos trocando e-mails com estes rapazes e , pelo bem da ciência, simulamos um genuíno interesse e a perspectiva de um encontro amoroso. Foi assim que conseguimos que 26 dos 28 correspondentes nos enviassem fotos. Apesar da inequívoca sensação de que nossa teoria estava se confirmando, pois estavamos diante de dezenas fotos que pareciam saídas do site pessoasfeias.com, não nos contentamos com uma primeira impressão e seguimos na investigação. Tudo em nome da ciência. Contratamos detetives. Em pouco tempo, conseguimos levantar a ficha médica. Por coincidência, 20 deles eram clientes do Boston Medical Group. Problemas de ereção. Os outros 6 eram casos diversos, mas nem mesmo a falta de dentes, a pouca envergadura dos membros, o excesso de bactérias nas axilas ou nos pés, a ficha psiquiatrica nos "mentirosos compulsivos" são capazes de ofuscar o brilho de nossas descobertas. Sim. Pode existir algum homem que não traia. É óbvio. Afinal, uma das leis universais é que toda regra tem sua exceção. A estes, dedicamos nosso livro.


dos tempos pré-O+*

Vida que segue no Vazio

Sensação de impotência. Da pior que seja.
Um café pequeno e um cha grande, por favor.
Uma pausa para o cigarro. Precisei. Era black. Adorei.
Já no final do cigarro, ele me passa, com uma cara abatida e um sorriso amarelo. Meu coração se parte em dois e já não tenho o que fazer. Abaixo os olhos e me faço perder da minha própria vista.
Me sinto arrepiar todos os pêlos do corpo. Um frio sobe pela espinha.

Três horas depois, e ainda com o vazio no peito.
Já se passaram 50 minutos do meu horário habitual do almoço e não sinto a menor fome. Acabei de chamar meu companheiro de fumaça pra almoçar.
Última chamada pro almoço. E eu aceito.
Espero voltar melhor pro segundo tempo.

Meu gorgulho

Concorrência

Kenzo Air

Ele e o tesão por ele chegaram juntos.
Ela já conhecia o que o sexo pode ser. Tinha inseguranças como todas, mas se sabia mulher. Já tinha aprendido. Acabara de decidir que não se enganaria mais com as emoções e que construiria uma nova vida com diálogo e sexo. Iria superar o tempo das ilusões e se preocuparia mais em ser feliz do que em amar.
Ele. De uma geração anterior, mas ainda não tinha vivido. Um adolescente grisalho com saudade do tempo perdido. Ainda não tinha aprendido que um macho não pede licença ao desejo, não conhecera uma verdadeira mulher antes dela.
Era ela o guerreiro, ele a donzela.
Ela se encantou desde o primeiro dia e, mesmo sabendo que se arrependeria, não fugiu do desafio. Ele teve medo. Ela o acolheu. Ele confiou. Ela se derreteu e escorria por entre as pernas. Deu certo. Ele começou a viver. Ela foi aprendendo a amar.
Ele se surpreendia com o prazer que via nela. Ela se enternecia com sua timidez. Não foi em um dia apenas que se tornou homem. Era teimoso e resistia. Ela, incansável, não desistia. Ele tentava manter os limites. Ela, pacientemente, vencê-los. Ele se descobria homem dentro dela. Ela vibrava. E de tanto que tremia que não foi nem uma ou duas vezes que caiu em prantos ao gozar. E ele, coisa rara, não tinha medo de se deixar ser amado.
Tanta emoção não estava era nos planos dela. O que pensar? O que fazer? Estava perdida! Se ao menos acabasse agora, ela teria as respostas e não as duvidas. Por 3 vezes negou. Ela não sabia e queria saber. Ele sabia mas não queria. Ela queria tanta coisa. Ele só queria que tudo ficasse assim. Ela, o futuro. Ele presente. Ela e ele errados, mas quando se olhavam, se viam. E tudo ficava bem.
Ela sofria longe dele. Ele era feliz, sonhando com ela. Ela queria brigar contra o injusto. Ele, tornar mais leve o fardo. Ele acostumado a renuncias. Ela inconformada com a falta. Ele a acolhia e protegia. Ela o desafiava a crescer.
Se comiam e se admiravam. Se apoiavam e se beijavam. Se sentiam bem. Eram o que faltava no outro.
Mas, sempre existe um mas... e ela não sabia muito bem se era a velha mania de buscar um porém ou se era, como as outras a aconselhavam, para nem ter entrado nesta furada e por teimosia não tinha aceitado. Mas, o mas continuava ali e ele, nem sempre. O tesão também era mais habitual do que ele. Ele tinha licenças demais para pedir. Ela, urgências. Ela mulher. Ele adulto. Ela desejava a pele, o cheiro e a voz dele. Queria o seu membro duro, mole, de qualquer jeito, porque este ela sabia que era dela. Ele não era. Era a amiga e a amante. Antes dele era só isso o que queria. Agora queria mais. Normal. Esta era ela, sempre querendo mais. Mas será que não tinha chegado a hora de aceitar mais do que querer. Afinal de contas era visível que ela estava bem. Estava só e não queria, mas cada vez melhor. O resto ...ah! Será que o risco era mesmo dela?
Porque mesmo mandá-lo ir se o tesão por ele ainda está ali, junto dele?

(dezembro de 2007)

Complexo em V *

Vagina
Vala
Valor
Vampira
Vanguarda
Vapor
Variável
Vaso
Vassoura
Vazia
Velcro
Velha
Ventre
Vênus
Verão
Verbo
Verdade
Vergonha
Vermelho
Verso
Vexame
Via-crucis
Viável
Vibrador
Vicio
Vida
Vil
Vingança
Vinho
Violão
Virgem
Viril
Virilha
Vírus
Visão
Viscoso
Visível
Vista
Vital
Vitamina
Vítima
Vitória

Vocábulo
Você
Vodu
Volátil
Volição
Voltagem
Volume
Volúpia
Volúvel
Vomito
Vômito
Vontade
Vôo
Voz
Vulcão
Vulgar
Vulnerável
Vulva



*mais um da série "antigos"

Comédia

Da série limpando as gavetas, postamos hoje a introdução de um livro que não foi escrito em 2003.


O verdadeiro livro de ouro da auto-ajuda:

Verdades e Mentiras
ou
Tudo o que vc sempre precisou saber sobre “ser mulher” mas nunca achou importante, o que é uma evidente demonstração de resistência





Preliminares ( oba!)


Sabe aquele dia em que vc acorda, se olha no espelho e de repente um sentimento novo e sutil vai se materializando como uma idéia, uma idéia com a força das grandes idéias... Está certo, vc estava a semanas com uma sensação esquisita, um certo gosto amargo. Vc até achava que era o antibiótico que estava tomando contra aquela bronquite que seu analista insistia em chamar de “tussis nervosa”.
Mas hoje vc tem a certeza que algo realmente mudou em sua vida, não é possível mais recuar. Seu analista já prevenira que vc estava a caminho de uma elaboração. É isto – vc não pode se enganar mais. Toda sua vida, então, se revela para vc: você não passa de um nome sujo no SPC com muitos quilos a mais e nunca fez nada importante para a humanidade e para si mesma – e não adianta se consolar lembrando que comprou aquela sandália linda que tanto queria pela metade do preço na liquidação. Não. Agora é definitivo. Você só tem uma saída; se afundar num livro de auto-ajuda.
O seu livro.
Pois bem, este livro é dedicado para todas as mulheres inseguras, gordas, surdas, cegas, pobres, com problemas de relacionamento, de aceitação e de auto-estima.
Seu objetivo é ajudar. Em primeiro lugar, às autoras e suas contas bancárias. É o que é o verdadeiro objetivo de um livro de auto-ajuda. E, depois, desvelando mazelas e armadilhas, revelar os tortuosos caminhos que levam ao conhecimento de si e do mundo que uma mulher necessita para se tornar a mulher. Tudo isso numa linguagem fácil e acessível e por um precinho módico. De quebra vocês acompanharão a aventura épica que nós, as autoras, vivenciamos para nos livrarmos do estigma de fracassadas - e ficarmos por cima (oba!).

Este livro deve ser lido numa tarde de domingo. De preferência uma que tenha uma final de campeonato. Isto não quer dizer que os homens não devam comprá-lo, em absoluto. Recomendamos que comprem, inclusive, mais de um exemplar. O que vão fazer com os exemplares, é uma daquelas difíceis questões existenciais que só o livre-arbítrio humano pode resolver, mas conhecemos vários homens que experimentaram uma melhora sensível em suas vidas depois de adquirirem este singelo livro. Relatos de compradores do sexo oposto não param de chegar em nossas caixas de e-mails. Alguns contam que tiveram uma surpreendente recuperação de dores crônicas na coluna e nos dizem que para isso deve-se adquirir 11 exemplares, que devem ser empilhados em baixo do monitor do computador.
Estabelecidos os limites metodológicos e conceituais do presente trabalho, partimos então para uma grande aventura: revelar a alma feminina. Talvez não consigamos....mas como ninguém consegue, não sentimos nenhuma culpa. Uma frustração que carregamos é a de não sermos nem inovadoras nem desbravadoras no exercício de falar besteiras sobre a condição feminina. Mas neste terreno não estamos sós, estamos muito bem e (como sempre) mal acompanhadas.

Tragédia

Acontecem tragédias na vida das pessoas. Não só nos filmes.
Aqui está se passando uma tragédia. A 7 cadeiras de distância. Eu assisto como se visse um filme e me sinto impotente. Não posso mudar o roteiro, nem posso aparecer como um deus ex-machina que pudesse mudar o final da história. É uma verdadeira tragédia, do pior tipo. Daquele tipo que torna um roteiro uma obra prima. A história de quem tem a consciência que causou uma tragédia na vida de outros sem querer jamais ter feito isso. Como roteiro, é perfeito, classico e universal, tal a história de Édipo quando descobre que matou o pai e casou com a mãe. A história de Mariana, no filme de terça - Burning Plan (queria falar mais, mas tenho medo de acabar contando o filme, =X). O fato já é trágico, mas a maior tragédia, a que destroça, está na consciência do fato pelo causador.
Mas, se no cinema ou no teatro este drama é arte. Na vida é a encruzilhada.
O telefonema que a Caçula recebeu ontem é um fragmento da história de uma tragédia pessoal pela qual sempre me senti responsável. Esta é a minha tragédia. Um homem louco, descompensando, que tem coragem de chantagear uma garotinha confusa e dizer para ela que nunca mais vai vê-la. É um flash, um trailer, uma síntese. Mas é a síntese de uma vida, a dela. Dá para fazer piada com a minha dor, brincar que tenho o dedo podre para escolher. Mas com a dela, não tem graça nenhuma. Não tem ironia capaz de arrancar nem um sorriso amarelo. Olho para ela e vejo a tragédia que causei. Ser mãe e crescer como mãe é ser capaz de aceitar que não tem como escapar de causar tragédias. Ao se tentar escapar impune, sem enfrentar a sua própria tragédia pessoal é que Édipo caminha de encontro a ela e Mariana causa dor nos verdadeiros inocentes.
A encruzilhada tem uma placa onde está escrito " rota de fuga ", mas é só ilusão, pois quem escolher este caminho acabará encontrando lá o precipício. Aqui, continuo olhando para o Daniel e ainda não sei o que falar. Só me resta torcer para que ele saiba encontrar o caminho espinhoso de aprender a conviver com a sua dor, pois não haverá inocência nunca mais. E se eu puder e souber como, estender minha mão.

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Curtindo a Vida adoidado

Num tô falando. Quando você acorda de bem com a vida, a vida acorda de bem com você.
Tinha gastado mais do que deveria esse mês. Estava começando a ficar preocupada com o andamento financeiro de Outubro, e eis que releio a notícia do Globo, tento de novo e... a boa notícia: dinheirinho extra! Ahhh Mulheeke!
Bitch começando a se firmar. Bem mais tranquila agora!

Mas lógico, que nada pode ser perfeito. Acabei de ter a notícia de que dad não vai mais viajar. Ahhhh! ooow. Eu crente que ia ficar com duas casas pra bagunçar! humpf!
Bom, de todo ruim o menos pior: teremos carro para nighteeee! =]

Papo de restaurante hoje: "Mal humorada, você? É porque ela não te conheceu aqui no trabalho!". "Queria ser tão engraçada na vida social quanto sou aqui no trabalho." (ambas by o+*)

Continuo afirmando: a gente ganha pouco, mas se diverte!
Ahn! Quer saber... nem as notícias ruins estão me afetando diretamente. Tudo tem seu lado bom!

É bom estar apaixonado, né? =P
hahahahah

h'[m]

Vem a lua de Luanda para iluminar a rua

Folga da Caçula. Prima mais nova carregou ela para casa para mostrar como se estuda para o colégio que foi o dela. Eu, livre. Uau. Convite para cinema. Convite para Samba. Vontade de rever os meninos. Vontade de matar a saudade da Joana. Para decidir, liguei pro Maurinho. Atende uma voz fanha e funguenta do outro lado que diz que está mal para sair. Compreendo. De acordo com minha teoria, ele está com vontade de chorar. Combina com o relato de sexta que agora a separação da ex tá sendo mesmo para valer... Então tá. Num tô no clima de chororô. Decido. Cinema e Samba. Ligo pra menina que postou antes de mim neste blog e decido ir pra botafogo de carro. Estaciono em cima do quebra mola. Chego no cinema 19:15. O filme começava 19:15. Cinema cheio. Filme bom. Sentada ao lado de um Kenzo Air. Até agora me pego pensando um situações da história. Na dor da personagem. Depois, fechamento. Deixei o carro em casa. Ganhei caroninha da blogueira filha. Conversa animada sobre o filme. Filme de tragédia, com dose certa de esperança. Me espanto com o medo de tragédia que tenho. Não consigo nem falar do Daniel. Enquanto isso, o carro segue uma Lua de Jorge. (Edição do post: O Corsa branco quase bate porque a motorista se emociona com uma ligação e dirige em pleno aterro em alta velocidade, uma mão na direção e outra no celular...ainda bem que a pessoa no outro lado da linha não é "sem-noção" kkkkkk:p). Chego no samba. Com fome e sede. Já começo a noite comprando uma porção de bolinho de feijoada e 3 antarcticas original. Eu mereço. Ainda posso fumar. Ainda posso beber. Este bolinho de feijoada com geleia de pimenta acompanhado de cerveja boa e gelada virou uma das minhas definições de felicidade. E assim passa a noite. Muita cerveja. 2 cigarros. Muitos pagodinhos chatos e, no final, uma batucada de remexer com aquelas entidades que ficam lá não sei onde dentro de mim. Boa despedida. Só faltou tocar cidade maravilhosa para selar o fim da festa da bebida e do cigarro em minha vida.

De dentro pra fora

Hoje o setlist começou com uma música diferente. Nada de The Fray (mais novo vício). Nada de Gadu ou J.M.
Hoje o setlist começa com Claudia Leitte: Insolação no Coração. Nada mais justo para uma quarta feira que nem hoje. Feliz. Tranquila.
"Paz, carnaval, futebol,
não mata, não engorda e não faz mal"

Quarta é dia de futebol da Elite. Special session: Retorno do Irmão. Ih irmão... Tanta coisa aconteceu desde que você foi atrás do sonho luzitano. hahahah
Hoje tem também sessão de cinema, porque eu mereço me dar esse "luxo" de presente.

E ontem, hein?
Como eu sempre digo. Pra que prender as pessoas se, quando elas querem, elas aparecem?
Prestes a ir pro cinema, telefone toca:
- Vai mesmo ver aquele filme?
- Vou.
- Dá pra comprar pra mim?
- Dá sim!
- Então vou com você.

Companhia da querida blogueira amiga, que é sempre super muito agradável. E voltando pro carro, eis que surge ( as 17h) a resposta do convite que eu tinha enviado na hora do almoço. (Vai ver algum filme hoje?)
- A princípio não, e você?
- (bla bla bla... wiskas sachê) Topa?
- To dentro!

Filme fodinha. Bem embaralhado, bem distribuído. Como um bom jogo de buraco. Roteiro firme. Atores desconhecidos, que surpreendem não deixando a desejar. Um mexicano com A cara do Eddie! Atenção completamente prendida!
Enfim. Dia perfeitinho. Completinho!

Hoje, as músicas mais agitadas vão transparecer como eu to: não me cabendo por dentro!
E respondendo a pergunta de ontem do Felipe: A felicidade, amigo! A felicidade deixa as pessoas mais bonitas! =]

Que venha a paz, que venha o futebol. Que venha mais felicidade!

;]
h'[m]

terça-feira, 6 de outubro de 2009

Track 1

Sinceramente

Cachorro Grande

Composição: Beto Bruno
Sinceramente, você pode se abrir comigo
Honestamente, eu só quero te dizer
Que eu acertei o pulo quando te encontrei
Eu acertei
Eu sei a palavra que você deseja escutar
Você é o segredo que eu vou desvendar
Você acertou o pulo quando me encontrou
Acertou o pulo quando me encontrou
E então o nosso mundo girou
Você ficou e a noite veio
Nos trazer a escuridão
E aí então
Eu abri meu coração
Por que nada é em vão
Gostei do seu charme e do seu groove
Gostei do jeito como rola com você
Gostei do seu papo e do seu perfume
Gostei do jeito com eu rolo com você

Esquadrão da Moda

Eu queria seriamente saber onde que eu tava com a cabeça ao sair de casa de blusa verde e tenis marron.

DUETO

FILHOTINHA PUBLICA UM POEMA SOBRE REENCONTRO E MAMÃE RESPONDE COM UMA MÚSICA.

Mesmo que Mude

Bidê ou Balde

Composição: Carlinhos Carneiro / Rodrigo Pilla

Ela vai mudar,
Vai gostar de coisas que ele nunca imaginou
Vai ficar feliz de ver que ele também mudou
Pelo jeito não descarta uma nova paixão
Mas espera que ele ligue a qualquer hora

Só pra conversar
E perguntar se é tarde pra ligar
Dizer que pensou nela
Estava com saudade
Mesmo sem ter esquecido que

É sempre amor, mesmo que acabe
Com ela aonde quer que esteja
É sempre amor, mesmo que mude
É sempre amor, mesmo que alguém esqueça o que passou

Ele vai mudar,
Escolher um jeito novo de dizer "alô"
Vai ter medo de que um dia ela vá mudar
Que aprenda a esquecer sua velha paixão
Mas evita ir até o telefone

Para conversar
Pois é muito tarde pra ligar
Tem pensado nela
Estava com saudade
Mesmo sem ter esquecido que

É sempre amor, mesmo que acabe
Com ele aonde quer que esteja
É sempre amor, mesmo que mude
É sempre amor, mesmo que alguém esqueça o que passou

Para conversar
Nunca é muito tarde pra ligar
Ele pensa nela
Ela tem saudade
Mesmo sem ter esquecido que

É sempre amor, mesmo que acabe
Com ele aonde quer que esteja
É sempre amor, mesmo que mude
É sempre amor, mesmo que alguém esqueça o que passou

DAQUI NÃO DÁ PARA POSTAR O TUBE....
PROCURÁ LÁ QUE ACHA
O+*

Vasculhando velharias

"Três anos se passaram desde a última troca de olhares. Há dois não se falavam. As últimas notícias foram tidas em silêncio, como um segredo escondido no fundo da mente. Apenas lembranças, sem fotos, sem cartas, sem marcas concretas. Agora estavam ali, diante um do outro sem saber ao certo como agir.
Ela sorriu, e abaixou a cabeça, seguiu com seus passos fortes e largos. Ele ameaçou levantar a mão, em vão. Perderam-se novamente por entre desconhecidos que corriam ou passeavam pela rua. Ela olhou para o relógio. Ele, estático.

No dia seguinte, ele procurou os cabelos encaracolados pela mesma esquina, enquanto ela, em suas poesias, escrevia palavras que descrevem o turbilhão de sentimentos que havia passado. Quase desenha um nome no canto de sua agenda: Antônio. Apenas Antôn... Rabisca. Corrige. Anônimo. Virara um personagem. Um Anônimo conhecido, identificado como Tony por onde passava.
Tony de sorriso largo e olhos claros. Agora apenas com sua expressão vazia. Ele, sem entender o que estava sentindo, procurou qualquer coisa que pudesse tocar. Retirou do fundo da gaveta um bilhete escrito a lápis. Não era a melhor caligrafia dela.

Ela, agora com 25, olhava para a janela e manchava o rosto com lágrimas escuras, como fazia todos os dias após suas saídas noturnas, enquanto tentava esquecer. E o fez. Ainda que não completamente.
Intercalava suas poesias ao som pesado das guitarras do rock, lembrando das fotos que rasgara num outro dia qualquer.
Abriu o armário, vendo a camiseta rosa que ele havia lhe dado em seu aniversário de 21 anos. Aquela que já não mais usava, mas guardava apenas como lembrança de momentos bons."

Disappointed

Hoje, se eu pudesse, eu voltaria pra casa. Meu espírito não tá por aqui. Tudo por um simples motivo: falta de transparência.
Não sei como as coisas chegaram a esse ponto, mas a verdade é que o cara tá deixando muito furo. O pior é que fico duplamente frustrada: primeiro porque é um cara vacilando com você, e outra porque o cara era o meu referencial.

É nessas horas que eu fico puta comigo mesmo. Por que ser tão workaholic? Eu poderia vir fazer o meu pão-com-manteiga por aqui, como a grande maioria faz. Mas juro que achava que eu poderia mudar o mundo, começando aqui pela área. Estava errada.
A verdade é que eu já não sei mais o que quero. E o que quero, não sei mais se consigo. Complexo? Não. É simples. Vou começar a recarregar a pilha da facul, afinal, antes tarde do que mais tarde.
Ontem deixei de fazer outra prova, mas, realmente, eu não tinha condições de fazer. Tenho 2 meses pra correr atrás da matéria de 5. Preciso de um professor de cálculo II. Caráter de urgência.
Vou voltar a vasculhar o folha dirigida. Apesar de ser a última coisa que gostaria por agora, procurar outras coisas pode me fazer bem.

f'[m]

Rebobinando

Ontem, cheguei na clínica de reabilitação babando. Literalmente. Salivando com a idéia de atacar um prato de croquetes ou batata frita. Quando a Margarida me atendeu e eu fui falar que tava difícil ficar só nos 2 cigarros por dia, comecei a chorar.
Comovida com meu sofrimento, ela me levou na Dra Sabrina, que viu os meus exames e me deu uma bronca por eu ter tentado queimar etapas me submetendo à este sacrifício sem estar preparada e medicada. Que o cigarro causa uma dependência química e que eu tenho que seguir o tratamento e respeitá-lo, vivenciando cada momento, aprendendo a ressignificar. Que a minha ansiedade em parar não estava ajudando em nada. Aceno a cabeça. Ela disse que era para eu continuar fumando até o dia D. Diminuir estava OK, mas deixar para parar só no dia D. Receitou a tal da Bupp e os adesivos de nicotina e disse que eu estava apoiada e que não precisava fazer nada sozinha, por minha própria conta. Se ela não torcesse a boca para baixo fazendo uma cara que parece de nojo enquanto fala das minhas fraquezas, eu ia ter tido vontade de dizer para ela que a amava.
Já estava me sentindo aliviada, respirando e feliz quando ela soltou a bomba. Não pode beber tomando a Bupp. Outro pesadelo. Fiquei imaginando o que faria no queijos e vinhos de sexta-feira. Como que esta Bruxa tem coragem de destruir o único fio de esperança que eu tinha? 4 kg de queijos franceses malocados na bagagem do Roberto e eu tomando suco de uva???? NÃO!!!!!! O mundo não pode ser um lugar tão cruel!!!!!!!!. Mas aí contei para a Margarida que isto estava me fazendo sofrer de novo e a santa disse, "mas nós podemos mudar o dia D. Se isto é muito difícil para você, que tal começar a tomar a Bupp dia 11 e passar o dia D para dia 17?" Minha vontade é me ajoelhar e beijar os seus pés...
Putz, encaixa direitinho. Dia 09 festa na casa do Roberto. Dia 10 aniversário do vovô em Angra, com direito a cervejinha e 3 cigarros... E o plano muda, não preciso mais ficar só nos insuportáveis 2 cigarros por dia. Volto para 3 até o dia D. Volto a ser feliz. o+*

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Homenagem

Posto aqui um texto escrito e chupado do blog de um amigo:

Murió la Negra - Morreu Mercedes Sosa
Escrito por Roberto Ponciano
Seg, 05 de Outubro de 2009 16:03
Calem-se todas as orquestras, ela já não está. Que o violonista use suas mãos só para secar copiosas lágrimas que brotam em manancial. O espaço mítico que ela ocupava agora está vazio. Que o público faça um silêncio respeitoso, quase religioso. A voz de um povo escendido já não invade tronitoante as plateias. Que os pobres, camponeses, obreiros, proletários das fábricas, pescadores, sapateiros, feirantes, costureiras, amas de leite, babás... que todos se calem, com os olhos cheios de lágrimas, na ausência desta voz que era luz na escuridão.
Se se cala a cantora, cala a vida, porque a vida, a vida mesmo é só um canto. Se se cala a cantora, morre de espanto, a esperança, a luz de alegria. Se se cala a cantora ficam solitários os humildes vendedores de jornais. Os carregadores do porto se resignam, quem lutará por seus salários?
Murió La Negra. A voz de uma nação. A voz que vinha de Tucumán e invadiu o globo terrestre, com o tambor inconfundível latino-americano, pela cintura cósmica do sul, fazendo com que cada povo se sinta mais próximo e acalentado, pelo sopro divinal daquela voz austral.
Mercedes Sosa. A voz de um povo, a alma de um continente. Se você lê este texto sem lágrimas nos olhos é porque, como muitos latino-americanos, não só desconhece a obra, mas a luta, a fé de uma mulher que foi recolhendo caídos pelos caminhos, pelos vários solos fertéis da América Nossa, um canto. O canto argentino, o canto uruguaio, o canto chileno, o canto brasileiro, o canto cubano, nicaraguense, todas las manos, todas, todas las vozes, todas, toda la sangre puede ser canción en el viento. Canta conmigo canta, hermano americano, libera tu esperanza con un grito en la voz.
E se fez Rio-oceano, e se fez manancial inesgotável, puro, límpido, manancial de Violeta Parra, de Atahualpa Yupanqui, de Pablo Milanez, de Chico Buarque, de Milton Nascimento, de León Gieco, de Fito Paez, de Victor Jarra, de Maria Helena Walsh; do povo chileno assassinado, do povo brasileiro assassinado, do povo argentino assassinado, dos povos originais assassinados.
Uma mulher que cantou a dor, as ditaduras, a morte de amigos como Jarra, fuzilado no estádio nacional do Chile, depois de ter as mãos decepadas pela ditadura de Pinochet. Cantou a injustiça, mas que também cantou a luz, a vida e a esperança. Tantas veces me mataron, tantas desapareci, a mi propio entierro fui sólo y llorando, hizo un nudo en el panuelo pero me olvidé después que no era la última vez, y seguí cantando. Tantas veces morirás, tantas resucitarás.
Sim, é um dia de muita tristeza, um dia de muita dor. Morreu nossa luz e nossa alegria. Morreu La Negra, de todos os povos, de todas as lutas, de todos os caminhos, de todas as esperanças. E como na poesia de Maria Helena Walsh, creio que ela quer que todos nós, hermanos y hermanas, sigamos cantando ao sol, como a cigarra, depois de um ano debaixo da terra, igual que sobrevivente que volta da guerra.
A grande homenagem que fazemos e faremos à Mercedes Sosa é celebrar suas músicas, que mesmo não sendo compostas por ela, são dela, por que alcançaram a dimensão diáfana e mística que só ela conseguia ao cantar.
Terminando, como se fosse uma prédica, que todos faremos em tua homenagem, belíssima Negra de Tucumán. Todas as mãos, todas, todas as vozes, todas, todo o sangue pode, ser canção ao vento. Canta comigo, canta, irmão americano, desperta sua esperança com um grito na voz!
Escrito com muita dor, por Roberto Ponciano em homenagem a maior cantora latino-americana, que infelizmente nos deixou neste fim de semana.

http://www.youtube.com/watch?v=WyOJ-A5iv5I

Desculpe o meio

SHIT UP!


Pronto. Já me sinto um pouco melhor!
:/

f'[m]

Festival do Rio - 05/10/2009

Inferno

Desde ontem, estou com uma vontade descontrolada de fumar. Me mantive dentro da meta. Uma seta. 2 cigarros por dia. Não gosto. Tenho fome. Tenho ansia. Tenho raiva. Quero fumar. Quero comer. Quero gritar. Quero fugir.

QUANDO NEM FREUD EXPLICA, TENTE A POESIA!

Como distinguir Nós de Tu e Eu?
Como separar o Nosso do Meu e do Teu?
Toda a raiva de mim passa para a herdeira.
Um corpo que cresce. Um vício que não cede.
Tantas semelhanças.
Tantas dores e cores comuns.
Dá vontade de gritar: Não! -Não passa por aí. Aí não!!!!!!!
Dá vontade de se colocar na frente e dizer: Por aqui não passa. Eu sei o quanto é escuro, frio, cheio de espinhos, buracos, areia movediça...não vai por aí, meu maior amor.
E não consigo evitar de gritar, mas para ouvir minha voz tem que ter cruzado a porta, pois ainda não consegui sair.

domingo, 4 de outubro de 2009

Me enrolando um pouco mais

Chegou no ponto que eu não queria que chegasse: a falta.

Podia ser simples assim: liga no oi, desliga no tchau. Caminharíamos bem e não teríamos problema. Pra variar perdi o ritmo, passei do ponto. Tô meio perdida no contexto, mas no tranco vai. [ Assim espero. ]

A viagem foi foda, super divertida, mas fazia esse expresso Rio umas 15 vezes por dia. Um mergulho pra aliviar, e, apesar do frio, até que fiquei coradinha.
Três dias, nove quartos, onze meninas. Dois telefones, nenhum tocou. 12 x 10, 6 x 0, 3 x 12. Overdose de Pingpong e itaipava. Piscina às 20h, as 21h e as 2h da manhã. Uns 15º do lado de fora. Muita coragem.
Churrasco. Arroz perfeito da Rere. Macarrão com molho branco. Sueca e Uno! Gente, Uno! =]

Saldo final: Maravilha de viagem. Pessoas que a gente só conhece com o convívio. Mesmo! Saudade chata que eu preferia não estar sentindo. Tô me enrolando com isso.

Enfim, tô feliz por poder dormir na minha cama de novo. Quanto mais eu viajo, mais concordo com o título do filme "viajo porque preciso, volto porque te amo". Por mais maravilhoso que o mundo lá fora seja, nada melhor que acabar no seu lençol de bichinhos favorito.
;]
f'[m]

sábado, 3 de outubro de 2009

Sexta sem alcool

Passei de carro na casa do Roberto para pegá-lo. Ainda tive direito a uma visitinha para ver o resultado da obra. Vista maravilhosa é pouco!!! Chegamos na Cobal 2 horas atrasados. Ele não conhecia ninguém e ligou para o Maurinho, que foi nos encontrar lá. Eu não fumei. Não bebi. Tomei uma limonada suiça, um guaraná diet, um suco de laranja e dois cafés. Lá era pepsi e eu só gosto de coca. Mas confesso, teve uma hora em que não resisti e tomei um chop garoto. Comédia é estar sóbria e ver os outros bêbados. Mas vou te contar, mesmo sobria fiz muita merda para conseguir subir a ladeira da casa do Roberto e conseguir deixar um pacote totalmente alcoolizado em casa. Mas valeu pelo apoio..."Chris, fica com toda minha energia para resistir e não fumar hoje...eu, à 50 metos de casa, não preciso dela"kkkkkkk Maurinho e Roberto ex-fumantes, muito apoio e conselhos para eu parar. E eu me comportei. Não é a mesma coisa. Pois adoro me perder de mim. Então a situação é esta. Hora de se ligar. Lucia abre os olhos. E eu começando abri-los depois de anos sonhando...
Mauro confessa que não está mais tão novo. Eu digo: Ahaaaaaaaa, você não disse que não se sentia velho... E ele, não mesmo, mas o outros me vêem como mais velho. É isso aí, amigão, eu também me sinto com 18 anos, aprendendo a dirigir, mas a torcida me chama de idosa. É dureza!