sexta-feira, 27 de maio de 2011

Extraído do http://tpmdemacho.blogspot.com/

Friday, May 27, 2011

Uma aldeia

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Eu não sei onde - e quem exatamente - começou essa parada de "Blogsville", mas já faz tempo que essa brincadeira está rolando.
Enquanto alguns chamavam de blogsfera e outros - mais saidinhos - de bloGAYsfera, nosso grupo - por assim dizer - começou a adotar o nome Blogsville para denominar esse "reduto" que criamos dentro do circuito blogueiro.

E eu desde sempre fui grande incentivador da "nossa" vila que congrega pessoas de vários cantos do país, convivendo numa - quase sempre... hehehe - saudável e divertida aventura. Não somos Smurfs, mas temos aldeia. Uma aldeia que congrega os mais variados tipos, desde super-heroínas, passando por diva(o)s e até algumas criaturinhas malignas... hehe... mas todo mundo convivendo bem e trazendo progressos para a "cidadela".

Particularmente - adoro esse exercício de entender nossos blogs como casas - cada uma com seu estilo - e os blogueiros como "vizinhos" que se visitam numa rotina saborosa. Por isso que sempre desejei "ilustrar" essa aldeia e agora finalmente pretendo dar início ao projeto de dar "formas" a Blogsville.
Como não tenho talento para desenhos apelei para o jogo Sims 3 como ferramenta para representar nossa vila. E para inaugurar duas casas super tops de Blogsville e seus habitantes não menos ilustres:

Rua Nem Froid Explica: A Casa Rosa

A população feminina de Blogsville é reduzida, mas as mulheres que existem na vila são poderosas e independentes. É o caso de Mulher Asterisco e Hellomotta. Modernas, ambas já sabem trocar pneus, abrir vidros de conserva e ter orgasmo - sozinhas.

Mulher-Asterisco: A evolução da Mulher-Maravilha. Ela é mulher, é mãe, é profissional, tenta ser amante e ainda resgata gatos presos em árvores. Asterisco faz análise, mas não (se) entende. É complicada e perfeitinha e sabe muito bem usar seus feromônios para colocar toda a homarada de Blogsville a seus pés.

Hellomotta: no Rio Grande do Sul ela seria o que chamamos de "faca na bota". Uma mulher que não mata a cobra, mas encanta a serpente. Poderosa e determinada, escreve o que quer e não espera pela felicidade... corre atrás mesmo. Se recusa a ser princesa porque nasceu para ser rainha.

Mulher-Asterisco se empanturra de sorvete e pensa no Clooney

Juntas - tal qual Batman e Robin de saias, a dupla adora uma fofoquinha e vivem confabulando

Mulher-Asterisco e Hellomotta - sempre à beira de um ataque de nervos - tornam Blogsville (ainda) mais sexy

Avenida YAG - A Torre de Vidro

É num endereço chique de Blogsville que fica a Torre de Vidro, uma construção nababesca e trabalhada no rococó, que abriga o célebre Gato de Cheshire. Solitário por essência o astro felino refugia-se atrás do mármore travertino em busca de privacidade.

Gato de Cheshire: é um dos grandes artistas de Blogsville. O Gato ficou famoso com seu talk-show Nas Garras do Gato, fez fortuna e tornou-se um ícone do pop em Blogsville. Tal qual um Mickael Jackson tupiniquim o Gato é cheio de excentricidades e raramente mostra a face. Espirituoso e sagaz o artista é figurinha carimbada no jet-set blogsvilleano. Como um bom gato de madame aprecia o luxo, a sofisticação, o conforto e serviços de scort-boys.

O Gato de Cheshire posa com suas obras de arte apolíneas

O astro gosta de um soninho no sofá e tem vício por leite quente

CONTINUA - em breve - COM OUTRAS CASAS...

...

Estamos fazendo também o lançamento do selo Blogsville - Aqui se bloga mais!
Se você é morador - fundador ou novato - sinta-se convidado a "colar" o selinho no seu blog.
Quem quiser copia a imagem ou pede que envio por e-mail.

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p.s. Dá para entender porque eu amo o Fred, não dá?
Beijos, O+*

terça-feira, 17 de maio de 2011

Por que é tão difícil se relacionar comigo

Eu sou de gêmeos. Não acho que eu tenha, exatamente, aquele lance de pessoa duas-caras-traidora. Mas sou, sim, duas em uma.
Sou quieta e não gosto de bagunça. Mas sem bagunça eu não vivo. Monotonia, tô fora. Monogamia? Difícil...
Não sou do tipo que se atrai fácil, mas quando passa alguém que eu ache interessante, pronto, tô apaixonada.

Há alguns anos atrás, uma amiga me definiu perfeitamente no orkut. Assim que eu conseguir copiar o texto, eu colo ele por aqui.

Sou do tipo faladeira, animada. Falo com todo mundo e faço centenas de amigos em apenas alguns minutos. Passadas algumas horas quase não me lembro de alguns, e tenho dificuldade de recordar de outros. Alguns bons - e poucos - ficam. A eles sou fiel, aos outros, leal.
A lealdade vem de mim mesma. De alguns princípios meio toscos que eu me faço cumprir. "Fazer o bem sem olhar a quem", "tratar os outros como gosto de ser tratada" e, principalmente, "ser feliz e fazer feliz". A gente sabe que no fundo, isso tudo aí não funciona beeeem como eu gostaria/imaginaria. Eu já me fodi várias vezes por ser legal demais, mas mesmo assim continuo me respeitando e seguindo os meus próprios ensinamentos.

Partindo pelo princípio acima, daria até pra acreditar seria bem fácil se relacionar comigo, a não ser pelo fato do que eu disse anteriormente: eu sou de gêmeos.
Sou bastante crítica e competitiva, mas detesto assumir isso, então, na maioria das vezes finjo que não sou.
Não sou ciumenta, ou sou e não sei. Me acho um poço de romantismo, mas algumas pessoas me acham um poço de grosseria. Eu sou prática. Se gosto, gosto. Se não gosto, eu falo. E isso ofende, as vezes.
Pra namorar comigo, é preciso saber que é necessário me cosquistar a cada dia. Eu tô sempre querendo algo certo, e novo. Não gosto de gente ciumenta, mas também não gosto de gente que esteja cagando caso tenha uma ou dez pessoas te dando mole num determinado lugar.
Gosto de confiança mas exijo espaço. Ah! Espaço.
No dia que uma pessoa aceitar que eu posso passar uma noite inteira trocando sms romanticas e cheias de gueri-gueri e no dia seguinte eu posso não querer mandar sequer um bom dia, eu caso. Juro, caso.
Mas enquanto esse dia não chega, continuo passando as noites frias sozinha e sem amores para esquentar e acelerar o coraçãozinho mas, em todo o caso, tenho sms ilimitados pra mandar pra qualquer operadora.

Eu sei que tudo isso pode parecer um tanto quanto confuso, mas eu sou de gêmeos, né? Não dava pra esperar muita explicação. Acostume-se!

h'[m]

segunda-feira, 16 de maio de 2011

Rebobinando

Definitivamente, não colou. Balian vai ter que esperar. Não é este o nome que cabe na personalidade de meu carrinho novo. Nem aqui nos posts, nem com a caçula, o nome vingou.
Após minha primeira viagem com ele, a caçula pensou em chamá-lo de "Ligeirinho". Como todo 1.0, não é a velocidade o seu forte, mas é fato que sempre que acelero, ele corresponde. Ligeirinho tem a seu favor o delicioso desenho do rato mais arrebitado e sedutor do México, que com seu grito de "Arriba! Arriba!" nunca se deixava pegar.

Mas, ainda assim, fiquei pensando em outros possíveis nomes que tenham a ver com ele, que não é exatamente um mestre na velocidade, mas que se mete em qualquer canto mesmo sem ter sido chamado e sem pedir licença...daí que outras possibilidades são Atrevido, Abelhudo ou Vespinha. Este último, conta com a simpatia da caçula, co-pilota, mas também é um personagem simpático.

"http://www.comicvine.com/wasp/29-1502/ Vespa: Janet Van Dyne é sócia de Hank Pym. Enquanto Hank é, acima de tudo, um cientista, Janet gosta das aventuras e das emoções de ser uma super-heroína. Ela é valente, inteligente, intuitiva e está sempre envolvida na ação, indiferente ao fato de ser a menor integrante da equipe. Para ela, juntar-se aos Vingadores é a maior emoção da sua vida e Janet começa a perceber que isso não é um jogo. Ela anda lado a lado com os deuses, supersoldados e monstros, com o destino do mundo na corda bamba. E, na hora certa, Janet desempenhará o papel de uma verdadeira heroína. "












Penso mesmo que o Lobo tem razão, é ele que vai definir o seu próprio nome, na experiência conosco.

Boa semana para todos!

quinta-feira, 12 de maio de 2011

Um reino de consciência

E foi o AD que colocou o problema: Qual o nome do carro novo? Não tinha pensado nisso ainda. Asterisco-movel não se parece com ele, tão pequeninho, fofinho e prateadinho. Mas então que nome poderia sintetizar o que eu o quero dizer sobre ele? De primeira, respondi para mim mesma: - não tem nome, vou chamá-lo de carro, no máximo de celtinha. Mas a pergunta continuou na minha cabeça. Maldito AD, pensei.
Já não podia mais fugir de pensar em que nome eu daria ao carro. Não sei qual foi a associação que fiz pensando nos Celtas, dos Celtas para os Highlanders. Highlander seria um bom nome, mas para uma pick-up, não para ele. E foram das paisagens de montanhas enevoadas que surgiu um calaveiro de armadura prateada montado num cavalo negro. Ajustei o foco e vi seu rosto: era Balian, o filho de Godfrei, personagem vivido por Orlando Bloom no filme que vi com a caçula no domingo para que ela se preparasse para a aula de história desta semana que seria sobre as Cruzadas. Um filme que não sai da minha cabeça nestes dias.
A história de um bastardo, deslocado de seu lugar no mundo após o suicidio da esposa, que segue os passos de seu pai na defesa de uma terra. Uma Jerusalem onde todos viviam em paz, independente de sua religião, e , por isso, onde os homens e mulheres valeriam não por seu nascimento mas por quem eles realmente são. Balian, desde sua chegada, consegue o respeito de todos, aliados e adversários, apenas por aplicar o que ele acreditou defender. Os homens são livres para seguirem sua consciência.

Mas pagam um preço por isso. Para ele, o preço parece pequeno. Mesmo no momento em que dizer um sim à uma proposta do rei significaria ele se tornar o novo rei, descartando o tirano legitimo sucessor, evitando uma guerra perdida e ainda ficando com a mulher que desejava, ele preferiu pagar o preço de seguir sua consciência e descartar os atalhos traçados por aqueles que dizem que os fins justificam os meios. Aparentemente, era uma questão simples. A própria proposta do rei já tinha em si a resposta. A única resposta possível seria aceitar. Mas ele não aceita. Sua opção levou à guerra e à morte de milhares. Sua recusa, porém, não é descomprometida, ele não vira as costas para suas consequências, e acaba defendendo o povo de Jerusalem de um massacre. Mas com os métodos que acreditava: inteligência, respeito e motivação. Na justificativa que deu ao Rei para sua resposta, ele diz que se ele aceitasse, aquele não seria um reino da consciência. E ele tinha razão. Não são as intenções que moldam o ser humano, mas suas escolhas. O que ele podia oferecer ao reino da consciência não era ser o melhor rei, era sua própria consciência, que teria se modificado se ele não a tivesse seguido.

Depois disso tudo, vocês também não acham que Balian seria um nome lindo para meu carro novo?

quarta-feira, 11 de maio de 2011

Mais uma de amor...próprio e alheio

Eu ainda não consigo deixar de lamentar o tempo perdido. Inevitável, pois este tempo esta bem marcado em meu corpo e rosto, nas rugas, no amolecimento dos tecidos, nos cabelos brancos e no cansaço. Sei que existem soluções paleativas para todos estes problemas, mas exigem tempo, dedicação, paciência e, até mesmo, dinheiro. Lamento e, secretamente, me critico. Porque eu estou num momento da minha vida em que é como se eu estivesse dando os primeiros passos na vida de adulta. Começando a me estabilizar profissionalmente, retomando os estudos, conseguindo ser mãe, comprando meu primeiro carro zero, iniciando os planos para sair da casa dos pais e principalmente começando a curtir ser quem eu sou... Enfim, fazendo uma estimativa, na minha maturidade e momento de vida, eu tenho entre 25 e 30 anos. Mas não tenho.
E isto pesa. Principalmente nos assuntos do coração. Me sinto velha e feia para flertar por aí. Talvez até já tenha me acostumado a paz de estar só. É claro que pintam uns e outros para algo sem compromisso. Mas estou cansada disso. E , também, não sinto falta de companhia. Então o que quero?
Um amor novo. Quero um conhecer um homem diferente de todos que já tive. Que tenha uma visão de mundo amorosa e horizontes amplos, mas que não tenha manias, nem medo de me amar. Quero que ele saiba coisas que não sei e que goste do fato de eu saber coisas que ele não sabe. Quero que seja bom conversar e que a sede de palavras nunca se cure, mas que haja paz no silêncio. E que o sexo seja como disse Frejat, mesmo quando estivermos muito cansados, ainda exista amor pra recomeçar.
E se não é assim, tenho preguiça. Este é o dilema. Esta preguiça vem da idade, das experiências anteriores, do tédio com todo dejavu.
Talvez, se eu já tivesse conquistado minha estabilidade pessoal e financeira há uns 10 ou 15 anos, hoje eu tivesse tempo e dinheiro para experimentar e dar chance a possíveis histórias. Mas ando tão ocupada colocando em prática os meus planos, que acabo nem sentindo tanta falta de ter alguém ao lado. E nem pique para procurar.
Tem ainda uma voz que me diz que basta aceitar que o tempo que meu amadurecimento levou foi o tempo certo para mim e aí, sem lamentações, o amor virá para a minha vida da forma que eu quero, não como um tapa-buraco, mas como um bônus especial.

É isso.

Meu amor, cadê você?

terça-feira, 10 de maio de 2011

Indiretas

Eu sou aquela das idas e vindas. E nunca sei se quero ir ou ficar. Quando acho que tô ficando, é porque já fui (e voltei).
Eu quero e não quero em fração de segundos. Herança do horóscopo, resumo de geminiano. Se não tentar me segurar, eu fico. Se não tentar me dispensar, eu vou.

E se nem mesmo eu entendo, você não precisa entender. Mas ainda que você não entenda, poderia apenas aceitar?

h'[m]

segunda-feira, 9 de maio de 2011

Desabafo Tamanho Família

Não sei se alguém aqui se lembra ou, ainda, chegou a conhecer a banda Luxúria. Hoje com o nome da vocalista, Megh Stock, a banda é, ou era, um grupo de rock inteligente, daqueles que dão soco atrás de soco no estômago do ouvinte. Uma dessas músicas, que é muito sugestiva pro momento, é "Ódio".
Eu nem vim aqui fazer propaganda da banda, não. Eu só vim aqui falar que eu tô uma raiva, mas uma raiva, que não tá cabendo em mim!
Geralmente, esse [ódio, raiva] é um sentimento que eu costumo controlar muito bem. Mas existem duas pessoas no mundo inteiro com o qual esse sentimento, quando vem, é incontrolável. Imensurável. Curiosamente, essas duas pessoas são duas das três que mais amo no mundo inteiro.
Talvez por isso que há quem diga que a família é escolhida para reencarnação de espíritos inimigos de vidas anteriores. Vai saber?

Eu nem vou precisar dizer nomes aqui. Porque esse vídeo diz tudo.

Sabe o que me deixa mais puta? É que ficar puta com essas pessoas que me deixam muito puta, me faz ficar puta, inclusive, comigo mesma.
(Putice)² é foda, né?

"Meu ódio é...
O veneno que eu tomo querendo que o outro morra"
(Luxúria - Ódio)

f'[m]

quarta-feira, 4 de maio de 2011

Eu, a rotina e os dias

Não sou fiel a rotinas. Tenho TOC ao contrário. Faço imenso esforço para tentar manter algum ritual que dê alguma previsibilidade àqueles que estão a minha volta.
Se eu pudesse, estaria sempre no inicio de algum projeto, inventando, planejando, desbravando e contagiando os demais, mas sairia de cena assim que a paixão pelo novo se esgotasse e passaria o controle, o acompanhamento para alguem mais detalhista e meticuloso e só voltaria para analisar os erros e acertos e corrijir os rumos. Esta seria a minha vida de sonho. E, sem modéstia nenhuma, sei que eu seria ótima assim. Seria feliz.
Mas aqui, no mundo feito de cadeias de carbono, existe hora para acordar, hora para dormir, para chegar no trabalho, para comer, para dar remedio à filha, para levá-la ao médico. Um trabalho que, pelo menos, já não é mais insuportavelmente repetitivo, mas que ainda não me faz vibrar em nenhuma frequencia.
Pois foi este meu sumiço relacionado a um projeto que nas horas vagas tenho me preparado ao longo de 20 anos. O resultado não foi o melhor possível. Mas eu fui. Não melhor que os outros...até posso ter sido, mas além disso não importar, eu não saberia comparar, porque cada um contribui de uma maneira importante e única. Fui o melhor que eu poderia ser. Fui plena, inteira... senti todas as células do meu corpo sabendo o que deveria ser feito. Eu consegui ser eu.
E eu estava com saudades de mim.
Depois disso tudo, cansada mas renovada, 2011 recomeça. Não faltaram atropelos, problemas e situações desde janeiro que me embolaram até aqui.

E não é que maio está me parecendo um bom mês para começar a encarar todas as tarefas e obrigações rotineiras que estão atrasadas e pendentes?

terça-feira, 3 de maio de 2011

Execução

Eu, cada vez mais, acho o mundo um lugar muuuito esquisito...

O que leva milhares de pessoas a comemorar uma execução? Independente de as notícias serem verdadeiras, são elas que estão sendo comemoradas.

Definitivamente, não vejo nada de positivo no terrorismo - independente de sua coloração ideológica. É simplesmente abominavel. Nada justifica tirar a vida de trabalhadores e espalhar o medo entre cidadãos. Nada.

Mas não consigo deixar de achar estranha toda esta euforia. Por tudo que já aprendi, tiro na cabeça não é acidente, é execução. E, neste caso, a pena de morte foi decretada sem nenhum julgamento.
Como comemorar a vitória da civilização contra o terror, se um dos atos civilizatórios mais elevados, o direito de defesa, foi jogado fora?
Terror para combater terror é como apagar incendio com gasolina...
Então, aqueles que comemoram, são movidos pela vingança e não pela justiça. Ponto pra barbarie.