segunda-feira, 31 de outubro de 2011

- XÔ!!!

Once upon a time, eu já não soube dar o que eu queria receber: liberdade. Eu não aceitava cobranças mas quando a mosca verde radiotiva do ciúmes me picava, eu exigia. Podia me calar, mas minhas exigências internas só aumentavam. Por amor, não aceitei não ser capaz de ser generosa e de não ser capaz de dar ao outro a liberdade que eu tanto queria para mim. Parti para tentar ser alguém melhor e, é claro, para conhecer o resto do mundo.

Hoje, sou melhor. Sobrevivi a um marido extemamente inseguro, possessivo, ciumento e vil. E, se não gostava de cobranças antes, passei a ter trauma delas.
Descobri que o ciumento é, no fundo, o traidor: é aquele que, incapaz de ser fiel nos sentimentos e pensamentos, se tortura com fantasias de traição e, por isso, projeta no outro este desejo que é seu.
Descobri também que gosto de exclusividade, de dar e receber, por puro fetiche...é muito fetiche nisso...fazer o que? E nem ligo se for mentira, basta ser convincente o bastante para eu acreditar;-) E que é assim que estou disposta a fazer os meus acordos de convivência a dois.
Hoje, o ciúmes que resta vem apenas do medo. Medo de perder. Mas não sou burra para não saber que ninguem pode perder aquilo que não tem e ninguém pode ter uma outra pessoa.
Então estamos chegando no ponto. Comecei toda esta lenga-lenga para dizer que quanto mais eu vivo, mais eu chego à conclusão que demonstrar ciúmes é uma tremenda falta de respeito. E isto vale para tudo! Vale para namorados, parentes e amigos e amigas.
Ciúmes não é fofo, não é sinal que a pessoa gosta de você ou sinal de atenção. É sinal de controle, de que a pessoa não aceita que você tenha uma existência independente. Que não a coloque em prioridade.
Foi assim que cheguei a uma conclusão: Ciúmes só é aceitável até os 18 anos. Virar adulto é deixar de ver o mundo girando ao redor do seu próprio umbigo.
E aí eu estava em casa comentando e brincando com a caçula que tinha umas amigas aí brigando pela minha atenção e ela prontamente respondeu:
- Mas também, quem não vai querer ser amiga de alguém que engole sapo, leva desaforo pra casa e ainda escuta os problemas dos outros?!

A Caçula é ciumenta. OK. Ainda tem 14. E ela pode até ter razão em algumas coisas pois fujo de um barraco deseperadamente, agora...tem uma coisa que fujo ainda mais do que de barraco, é de cabresto. Então para estas amigas que estão me atazanando a paciência, eu declaro: Não quero amizades ciumentas!

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Onde está a Mulher Asterisco?

Depois do sumiço da Hello Motta, foi a O+* que parou de dar a cara por estas bandas. Mas a charada foi mais do que que resolvida pelo Autor, que declarou em alto e bom som que o blog já não era o preferido das moçoilas que agora estavam preferindo dar pinta lá no Facebook.

Dizem que, no último domingo, viram uma asterisca toda serelepe bem vermelhinha lá no Engenhão... Então quem achar a musa na foteenho aí em baixo, tem direito a tomar um gole de chá na caneca exclusiva com o desenho da finada vaca jersey.... mas um golinho só!

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Onde andará Hello Motta?

O primeiro a perguntar foi o Fred.
Envergonhada por não saber a resposta, O+*, mudou de assunto.
Depois, foi investigar. Descobriu que ela estava no same. Assuntou. A diva soltava fumaça pelo nariz. De nada tinha adiantado fazer gols de bicicleta se o Cruzeiro de Rondonia continuava o pior time do Brasil. Depois, perdeu novamente contato com a craque.
As horrorosas e mesquinhas plenas continuam circulando arrebitadas por aí, mas a nossa querida Hellomotta nunca mais foi vista nas terras de blogsville.
Onde andará Hellomotta? A pergunta que não quer calar

terça-feira, 4 de outubro de 2011

Um conto chinês

Um casal de chineses num barco a remo conversa - pelo que se pode entender pelo brilho nos olhos de ambos, sobre amor. Quando o homem se vira para pegar um pequeno embrulho com um par de alianças, uma vaca cai do céu em cima da noiva e a mata. Assim mesmo, de forma absurda, que começa um conto chinês, filme argentino que assisti no domingo. Começo a pensar que o tal conto chinês é uma mistura de nonsense com "shit happens" mas continuo a ver o filme que agora se passa na Argentina, com o mais que charmoso Ricardo Darin no papel de um sistemático, obsessivo e solitário dono de uma loja de ferragens.

Aqui tenho que parar para fazer um grande parênteses e constatar que Ricardo Darín é meu ator favorito, e não só pelos seus belos olhos.
Para quem não lembra, segue uma listinha de filmes com ele, pelo menos, dos que já vi:

O filho da Noiva
















Abutres:


















Clube da Lua:



















E o irreparavel, o Segredo Dos Seus Olhos:




















Fechando o parênteses e retomando o filme, Roberto, um veterano da guerra das Malvinas segue uma rotina inabalável cultuando seus mortos, evitando as pessoas e colecionando histórias absurdas de jornais, até que um dia, enquanto tinha um dos seus momentos habituais de distração, assistindo pousos e decolagens de aviões, um chinês é jogado de um taxi ao seu lado.
O Chinês, Jun, não fala uma palavra de espanhol e acabou de ser roubado. Está à procura de um endereço tatuado no braço. Roberto o leva até lá. Descobrem que neste endereço já morou um chinês, mas não se tem mais notícias dele. Está montada a confusão. Roberto não quer a companhia de ninguém, mas não consegue se livrar do chinês. Não há nenhum idioma em comum entre os dois. Como, nestas circunstâncias tão adversas, o encontro se tornou possível?
No meio daquela rotina previsivel, Roberto tinha alimentado um desejo pensando estar alimentando uma desilusão. Foi no encontro do desejo de uma nova vida por Jun e de um sentido para a vida por Roberto, que foi possível que o desejo dos dois se realizasse pelas mãos do outro.

Um Conto Chinês me fez rir e me fez chorar. Adoro ir ao cinema, comer pipoca e ser feliz assim! 1 milhão de espectadores argentinos concordam comigo.

E é mesmo melhor falar em espanhol sobre o filme, por isso cou reproduzir a precisa microcrítica de Gonzalo Regueros, de http://www.qbinet.es/2011/07/04/un-cuento-chino/

Si lo que quieres ver es una peli de acción, una comedia romántica o una de terror no vayas a ver “Un cuento chino

Pero si quieres que te cuenten una bonita historia, mitad cuento, mitad real, que te mantenga pegado a tu asiento disfrutando de cada imagen y de cada diálogo, esta es tu película.

Una cinta ligera y entretenida o una parábola profunda sobre el miedo, las incertidumbres, las causalidades y casualidades de la vida, que en ambos casos te hace paladear la historia unos segundos antes de levantarte de la butaca cuando ha terminado la cinta.

Ricardo Darín es un mago de la interpretación que te hace compartir sus emociones. El tio que todos nos gustaría tener para compartir un mate y una conversación.

¿La historia?

Va de un argentino y un chino. El primero ayuda al segundo y como suele suceder, acaba recibiendo más que lo que da.