quinta-feira, 30 de agosto de 2012

Apresentação do Blog "Niomar"

Passem lá para conferir: http://esquecidaniomar.blogspot.com.br/

"Niomar Moniz Sodré Bittencourt, em sua época, foi mais conhecida como Dona Niomar. A reverência, se de um lado indica o respeito, e, até mesmo, o temor que inspirava, muito mais se confundia com a sua própria condição de dona do jornal mais importante de nosso país na década de 60, o Correio da Manhã. Se foi sob sua gestão que o jornal sucumbiu, também foi sob ela que protagonizou seus momentos mais heróicos.

Mas não só o Correio da Manhã. Também era voz corrente que o MAM era o museu de D. Niomar. Neste caso, não se tratava de uma relação de propriedade, mas sim, de autoria. Para dar materialidade física ao museu e ao seu projeto pedagógico, “mundos e fundos” haviam sido movidos por esta adjetivável mulher.
É possível afirmar, sem medo de errar, que chegou a ser a mulher mais influente e poderosa na segunda metade do séc XX em nosso país.
Nestes tempos em que vivemos, de celebridades e sub-celebridades que são esquecidas na semana seguinte, resgatar do anonimato histórico um mulher que ousou defender e lutar por aquilo que acreditava e, por isso, sofreu conseqüências é uma obrigação com a história de nosso povo e, principalmente, com as gerações mais novas, que começam a cobrar nas ruas o resgate da memória e da verdade sobre esta época.
Niomar foi uma mulher profundamente conectada com o seu tempo, mas pelo ângulo do futuro. Vanguardista, portanto. Mas neste mesmo tempo, sua individualidade jogou um lugar único e, por isso, atitudes suas, se não tiveram papel decisivo na alteração do fluxo dos acontecimentos históricos, ajudaram a configurar as feições de como estes grandes acontecimentos se deram concretamente.

Este blog tem o objetivo de garimpar e reunir registros que nos permitam conhecer melhor a Niomar, não apenas a Dona, nem apenas os adjetivos, mas uma pessoa inteira, ambígua e que ocupou plenamente o seu lugar na história. "





sexta-feira, 24 de agosto de 2012

Post novo no outro blog

http://esquecidaniomar.blogspot.com.br/2012/08/biografia-de-niomar-por-flavia-bessone-i.html

segunda-feira, 20 de agosto de 2012

Sobre projetos, mar, janelas e livros

Comecei hoje dois novos projetos:

Um que pode ser acompanhado pelo facebook que é o desafio 17.
17 semanas para eu começar um condicionamento físico e poder realizar a prova "Rei e Rainha do Mar". Não segui o projeto verão do Lobo e desde fevereiro estou parada e enferrujando. Não aguentando mais as dores da idade e do peso, decidi voltar a fazer exercícios, mas só de pensar nas dores, desistia. Escolhi a água. O sol do Rio ajudou. Comecei com 500m e a meta é chegar em 2200 em 15 de dezembro. 100m a mais por semana.
Durante as 17 semanas, vou postando fotos de janelas. Aliás, de fotos tiradas pelas janelas. Fotos com horizontes amplos. Porque é lá longe que eu quero o meu olhar.

O outro projeto é um novo blog. Venho tentando deslanchar esta idéia há alguns meses, mas não encontro a forma certa que me permita levar o projeto até o fim. Quem me conhece, sabe do meu desejo de escrever um livro. Quando criança já plantei a minha árvore, um Pinus Elliotii no canteiro da avenida principal de Bagé. Quando virei adulta, tive a minha filha. E agora que a maturidade me alcança, falta o livro para cumprir a profecia do proverbio chinês. O novo blog tem o objetivo de ser um ponto de partida para o meu (primeiro?) livro. Me falta foco e persistência. Mas se ainda tenho dúvidas sobre se consigo levar o projeto até o fim, não tenho dúvidas que a única forma de terminar algo é começando.

Apresento aos vizinhos a primeira postagem do novo blog NIOMAR e conto com sua visita, palpites, críticas e informações para que, interagindo comigo, me ajudem a ir dando os passos neste projeto, que no momento, é apenas inspiração.


sexta-feira, 10 de agosto de 2012

As férias mais estranhas

Eu pergunto porque não sei quais são os limites. Não há limites, disse ele.
Não sei se ele tem clareza de tudo o que está contido nesta resposta. Eu vejo ainda medo. Em mim. Nele. Dizem que não há emoção mais poderosa. E, de uma certa forma, 20 anos de afastamento também tem sua explicação nele.
Eu também disse a ele das descobertas que ando fazendo sobre mim, minha história. Eu gosto de compartilhar com ele. Confio. As vezes me irrito porque ele custa a entender, tão cheio de certezas que é. Mas quem sabe eu não possa descobrir um jeito de me explicar melhor. Gosto de fazer companhia. Cuidar. Gosto de ver cada centímetro de progresso. Em sua melhora e, também, aqui dentro. Gosto de ver o gelo derreter e descobrir que certas coisas não eram o que pareciam.
As dívidas estão sendo pagas. Hoje, é possível me amar por ser capaz de ser legal e fazer coisas boas. Não mais uma jovem presunçosa e egocentrica. Alguma arrogância e orgulho a vida quebrou. Sei lá se isso reverte em benefício para mim, pois cada vez mais, a vida insiste em me dizer que há algo nos egoistas que os tornam magnéticos e desejaveis. Mas eu gosto mais assim, como é hoje. Se for para atrair que não seja por manipulação. Mas também que não seja por dependência, como costumeiro. Seja por descobrir o conforto de amarmos e sermos amados. De estarmos na companhia de quem queremos para dividir nossas histórias e nossas referências. Espero que  não demore muito ou percamos o timing.
Eu vi uma lua, de sua varanda, nascer quente e vermelha e ir subindo até se tornar brilhante e soberana no céu. Eu a vi alçar as alturas centímetro por centímetro de onde eu estava. Eu tenho paciência para ver o amor conseguindo sair de seu esconderijo e ganhando confiança em si  para que possa servir de guia.
Seguro um pouco a fome de ligar todo dia, toda hora. A hora é de ter cuidado para amadurecer sem sufocar.

Depois de tanto tempo, eu me pergunto: se isso não é amor, o que mais pode ser?