quarta-feira, 1 de junho de 2011

Adote uma solteira!

A campanha é do blog Mulher de 30: Adote uma solteira.
Eu mudaria só a frase para: "Mulher de 30, adote uma solteira!"
hahahah



Será que cola?

h'[m]

terça-feira, 17 de maio de 2011

Por que é tão difícil se relacionar comigo

Eu sou de gêmeos. Não acho que eu tenha, exatamente, aquele lance de pessoa duas-caras-traidora. Mas sou, sim, duas em uma.
Sou quieta e não gosto de bagunça. Mas sem bagunça eu não vivo. Monotonia, tô fora. Monogamia? Difícil...
Não sou do tipo que se atrai fácil, mas quando passa alguém que eu ache interessante, pronto, tô apaixonada.

Há alguns anos atrás, uma amiga me definiu perfeitamente no orkut. Assim que eu conseguir copiar o texto, eu colo ele por aqui.

Sou do tipo faladeira, animada. Falo com todo mundo e faço centenas de amigos em apenas alguns minutos. Passadas algumas horas quase não me lembro de alguns, e tenho dificuldade de recordar de outros. Alguns bons - e poucos - ficam. A eles sou fiel, aos outros, leal.
A lealdade vem de mim mesma. De alguns princípios meio toscos que eu me faço cumprir. "Fazer o bem sem olhar a quem", "tratar os outros como gosto de ser tratada" e, principalmente, "ser feliz e fazer feliz". A gente sabe que no fundo, isso tudo aí não funciona beeeem como eu gostaria/imaginaria. Eu já me fodi várias vezes por ser legal demais, mas mesmo assim continuo me respeitando e seguindo os meus próprios ensinamentos.

Partindo pelo princípio acima, daria até pra acreditar seria bem fácil se relacionar comigo, a não ser pelo fato do que eu disse anteriormente: eu sou de gêmeos.
Sou bastante crítica e competitiva, mas detesto assumir isso, então, na maioria das vezes finjo que não sou.
Não sou ciumenta, ou sou e não sei. Me acho um poço de romantismo, mas algumas pessoas me acham um poço de grosseria. Eu sou prática. Se gosto, gosto. Se não gosto, eu falo. E isso ofende, as vezes.
Pra namorar comigo, é preciso saber que é necessário me cosquistar a cada dia. Eu tô sempre querendo algo certo, e novo. Não gosto de gente ciumenta, mas também não gosto de gente que esteja cagando caso tenha uma ou dez pessoas te dando mole num determinado lugar.
Gosto de confiança mas exijo espaço. Ah! Espaço.
No dia que uma pessoa aceitar que eu posso passar uma noite inteira trocando sms romanticas e cheias de gueri-gueri e no dia seguinte eu posso não querer mandar sequer um bom dia, eu caso. Juro, caso.
Mas enquanto esse dia não chega, continuo passando as noites frias sozinha e sem amores para esquentar e acelerar o coraçãozinho mas, em todo o caso, tenho sms ilimitados pra mandar pra qualquer operadora.

Eu sei que tudo isso pode parecer um tanto quanto confuso, mas eu sou de gêmeos, né? Não dava pra esperar muita explicação. Acostume-se!

h'[m]

terça-feira, 10 de maio de 2011

Indiretas

Eu sou aquela das idas e vindas. E nunca sei se quero ir ou ficar. Quando acho que tô ficando, é porque já fui (e voltei).
Eu quero e não quero em fração de segundos. Herança do horóscopo, resumo de geminiano. Se não tentar me segurar, eu fico. Se não tentar me dispensar, eu vou.

E se nem mesmo eu entendo, você não precisa entender. Mas ainda que você não entenda, poderia apenas aceitar?

h'[m]

segunda-feira, 9 de maio de 2011

Desabafo Tamanho Família

Não sei se alguém aqui se lembra ou, ainda, chegou a conhecer a banda Luxúria. Hoje com o nome da vocalista, Megh Stock, a banda é, ou era, um grupo de rock inteligente, daqueles que dão soco atrás de soco no estômago do ouvinte. Uma dessas músicas, que é muito sugestiva pro momento, é "Ódio".
Eu nem vim aqui fazer propaganda da banda, não. Eu só vim aqui falar que eu tô uma raiva, mas uma raiva, que não tá cabendo em mim!
Geralmente, esse [ódio, raiva] é um sentimento que eu costumo controlar muito bem. Mas existem duas pessoas no mundo inteiro com o qual esse sentimento, quando vem, é incontrolável. Imensurável. Curiosamente, essas duas pessoas são duas das três que mais amo no mundo inteiro.
Talvez por isso que há quem diga que a família é escolhida para reencarnação de espíritos inimigos de vidas anteriores. Vai saber?

Eu nem vou precisar dizer nomes aqui. Porque esse vídeo diz tudo.

Sabe o que me deixa mais puta? É que ficar puta com essas pessoas que me deixam muito puta, me faz ficar puta, inclusive, comigo mesma.
(Putice)² é foda, né?

"Meu ódio é...
O veneno que eu tomo querendo que o outro morra"
(Luxúria - Ódio)

f'[m]

terça-feira, 12 de abril de 2011

#EuSouGay

Adriele Camacho de Almeida, 16 anos, foi encontrada morta na pequena cidade de Tarumã, Goiás, no último dia 6. O fazendeiro Cláudio Roberto de Assis, 36 anos, e seus dois filhos, um de 17 e outro de 13 anos, estão detidos e são acusados do assassinato. Segundo o delegado, o crime é de homofobia. Adriele era namorada da filha do fazendeiro que nunca admitiu o relacionamento das duas. E ainda que essa suspeita não se prove verdade, é preciso dizer algo.
Eu conhecia Adriele Camacho de Almeida. E você conhecia também. Porque Adriele somos nós. Assim, com sua morte, morremos um pouco. A menina que aos 16 anos foi, segundo testemunhas, ameaçada de morte e assassinada por namorar uma outra menina, é aquela carta de amor que você teve vergonha de entregar, é o sorriso discreto que veio depois daquele olhar cruzado, é o telefonema que não queríamos desligar. É cada vez mais difícil acreditar, mas tudo indica que Adriele foi vítima de um crime de ódio porque, vulnerável como todos nós, estava amando.
Sem conseguir entender mais nada depois de uma semana de “Bolsonaros”, me perguntei o que era possível ser feito. O que, se Adriele e tantos outros já morreram? Sim, porque estamos falando de um país que acaba de registrar um aumento de mais de 30% em assassinatos de homossexuais, entre gays, lésbicas e travestis.
E me ocorreu que, nessa ideia de que também morremos um pouco quando os nossos se vão, todos, eu, você, pais, filhos e amigos podemos e devemos ser gays. Porque a afirmação de ser gay já deixou de ser uma questão de orientação sexual.
Ser gay é uma questão de posicionamento e atitude diante desse mundo tão miseravelmente cheio de raiva.
Ser gay é ter o seu direito negado. É ser interrompido. Quantos de nós não nos reconhecemos assim?
Quero então compartilhar essa ideia com todos.
Sejamos gays.
Independente de idade, sexo, cor, religião e, sobretudo, independente de orientação sexual, é hora de passar a seguinte mensagem pra fora da janela: #EUSOUGAY
Para que sejamos vistos e ouvidos é simples:
1) Basta que cada um de vocês, sozinhos ou acompanhados da família, namorado, namorada, marido, mulher, amigo, amiga, presidente, presidenta, tirem uma foto com um cartaz, folha, post-it, o que for mais conveniente, com a seguinte mensagem estampada: #EUSOUGAY
2) Enviar essa foto para o mail projetoeusougay@gmail.com
3) E só :-)
Todas essas imagens serão usadas em uma vídeo-montagem será divulgada pelo You Tube e, se tudo der certo, por festivais, fóruns, palestras, mesas-redondas e no monitor de várias pessoas que tomam a todos nós que amamos por seres invisíveis.
A edição desse vídeo será feita pelo Daniel Ribeiro, diretor de curtas que, além de lindos de morrer, são super premiados: Café com Leite e Eu Não Quero Voltar Sozinho.
Quanto à minha pessoa, me chamo Carol Almeida, sou jornalista e espero por um mundo melhor, sempre.
As fotos podem ser enviadas até o dia 1º de maio.
Como diria uma canção de ninar da banda Belle & Sebastian: ”Faça algo bonito enquanto você pode. Não adormeça.” Não vamos adormecer. Vamos acordar. Acordar Adriele.
— Convido a todos os blogueiros de plantão a dar um Ctrl C + Ctrl V neste texto e saírem replicando essa iniciativa —"

Eu não sou Carol Almeida, mas aceitei o convite. Me chamo Fernanda Motta e, literalmente, assino embaixo.
f'[m]

terça-feira, 5 de abril de 2011

Maratona de amigos

Depois de algum tempo sem nenhuma novidade, tenho uma bombástica: estou solteira.
Apesar de considerar uma informação não muito relevante pra ocasião, é melhor deixar claro pra evitar futuras surpresas (encontro de blogueiros, esbarrões em festas, etc).

Pra aproveitar a solteirice, nada melhor que... (errou quem pensou night!): Maratona com amigos.
Queríamos nos aproveitar com um final de semana cheio, repleto. De nós! Viajaríamos para nosso lugar-nada-secreto, mas acabamos no Rio.

Depois de uma humilde peça de 1º de Abril, Antártica com batata gordurosa e Samba e pagode com amigos HT (pasmem!), uma curta noite de sono foi descanso suficiente nossa maratona!
Além de amigos e filmes, o finde também foi repleto de degustação: Salada-com-tudo-dentro, pudim de chocolate, Strogonoff de frango e, claro, vinho branco para brindar!

É lógico que colocamos night na programação, mas devido a instabilidade climática do Rio de Janeiro, esta não foi realizada. Superamos com mais filmes! No total, cinco:

"A verdade Nua e Crua", "O Mistério das duas irmãs", "Amor por contrato", "Quanto dura o amor?" e "Twelve", por ordem de preferência.

O primeiro mostra a diferença entre as cabeças masculina e feminina. Nada que alguém não saiba mas que, as vezes, prefere acreditar na própria mentira. Pode até parecer meio clichê, mas não se engane, o filme é Sensacional. Já do Suspense, gostei muito, mesmo! O filme atrai, instiga e engana. Excelente. Amor por Contrato é um filme marketeiro mas, diferente das novelas da globo, é o marketing que enreda o drama e não o contrário. Além de divertidíssimo, dá pra tirar muito ensinamento de vida: Muito bom. Quanto dura o amor? tem esse título não sei porquê. Primeiro porque o filme não tem corrida de tempo, então, cronometrar como? Fora isso me surpreendeu. Sou suspeita a falar porque adoro um filme brasileiro. Esse, especificamente, adorei porque tem músicas gostosas, pegação tensa, conflitos reais e, lógico, fala - literalmente - a nossa lingua. Recomendo. Twelve, eu poderia me recusar a comentar sobre. A história pode até ter um tema interessante, mas conduzir tudo com narração é foda. Dormi várias vezes. Achei um pé no saco, mesmo não tendo um. Chato! Só vale a pena para ver Chace Crawford de cuequinha: ui!

Domingo foi o dia explanação em equipe: onde vários podres foram revelados ou relembrados. Choquei e fiquei chocada algumas vezes. Mas o que importa é que foi gostoso. Gostoso perceber que posso mostrar quem eu sou, o que eu fui e o que penso ser sem ser e ainda assim se sentir querida! Domingo também foi o fim da festa, e depois de dois dias intensos, deu pra sentir uma saudadezinha gostosa ao dormir!

Depois dessa resenha nada comum, aproveito para pedir desculpa aos amigos pelas ausência. Informo que estamos LONGE de cometer mais um blogcídio aqui - mesmo com os rumores de que eu tornaria-me uma Hellozangiefmotta - mas, tanto quanto estou regularizando minha presença fisica para os amigos de Real Life, tentarei regularizar a vida aqui em blogsville. Asterísco virá em seguida, já que eu me candidatei a ajudá-la em uma das missões que mais tomam seu tempo. Pra quem não sabe, a asterísco é mais multifuncional que os smartphones atuais. Haja fôlego!

Recado para M.A.: Prepare o fôlego e a agenda. Voltei pro CPS hoje, e vou te arrastar pra lá logo, logo!

Então é isso. Desculpem o texto corrido.

Beijos!
h'[m]

terça-feira, 22 de março de 2011

Inerte

Você já sentiu, alguma vez, ter perdido sua identidade¹?

De uns tempos pra cá tenho me sentido meio assim: vazia. Mas nem parece a falta de alguma coisa, alguma pessoa. E sim a falta de mim mesma.
Achei que pudesse ter me escondido por debaixo dos processos no trabalho. Procurei durante alguns dias antes de sair de férias, mas não encontrei.
Realmente, está é a vez em que estou de férias mais desligada do trabalho. Em compensação, nunca estive tão desligada de tudo. Achei que estivesse meio atordoada no ponto laranja, mas tive dificuldade de me encontrar ao sair de lá.
Como deixei isso acontecer? Em que momento esse bolo desandou?

Eu não lembro mais dos meus gostos, o meu gosto.
Ficou tudo meio amontoado, misturado. Ficou tudo um mar de coisas sem graça.
Sei que não estou no meu inferno astral, o que geralmente acontece só lá pro final de Abril, mas sinto como se algo me puxasse sempre pra baixo.
Acredito que tudo isso tenha sido fruto de algumas conversas que fugiram do controle ou simplesmente inesperadas.
Algumas palavras brotam de onde não deveriam, surgem da forma que não esperamos e sobra apenas aquela fisionomia de quem não acredita no que ouve ou vê.

O meu status atual é "atônita". Estou ausente do mundo, ausente da vida, ausente de mim. Sem ter a menor noção do que fazer. De que passo dar ou qual direção seguir. E enquanto eu não tiver uma atitude meio "menino Zangief"², a vida segue sem rumo, decepção atrás de decepção.
E espero que alguma atitude chegue logo.

Definitivamente: "Só amor, não basta!"




¹ Sem considerar piadinhas com roubo/perda/furto de CPF, CNH e afins.
² Referente ao vídeo mais comentado do mês.