sábado, 25 de junho de 2011

It's not like the movies

Ela é de capricórnio e eu de gêmeos. Ela mora na zona sul. Eu, na zona norte. Ela nasceu em Niterói, eu também. Ela mora sozinha. Eu, com meu pai. Eu sou independente, ela é absurdamente dependente da mãe. Ela frequenta lugares da elite. Eu, boteco com os amigos. Ela é bagunceira, eu também. Ela é extremamente vaidosa, eu não. Ela combina a unha, roupas, bolsa e sapato. Eu coloco uma calça jeans, tenis, uma blusa e uso o bolso. Ela conhece quase toda a Europa e passa as férias esquiando em Aspen. Já eu, sequer saí do país.

Apesar de toda essa diferença, eu adoro estar com ela, mesmo que sempre morra de vergonha. Ela se esforça, nitidamente: começou a frequentar a casa dos meus amigos, que a adoraram. Eu não conheço um amigo dela sequer. Eu a admiro. Ela me acha "cute". Ela é a Mônica. Eu, o Eduardo. Ela, a Lady. Eu, the Tramp.
Mas eu confesso que - apesar de todo esse sentimento de estar bem comigo mesma - essa diferença de estilo de vida me assusta bastante. Filme tem roteiro. Nossa vida, não. Como eu posso descobrir onde fica a tênue borda que separa ficção e realidade?
"O que fazer?", "como deve ser?", não faço a menor idéia. A questão é que comer macarrão sem ela já tá ficando super sem graça.

f'[m]

6 comentários:

Paulo Braccini - Bratz disse...

o roteiro a gente constroe com o tempo ... vai firme e tenta ...

Rafa disse...

Tá bom? Tá gostoso? Então, manda ver. As vezes, pensar muito atrapalha.

Bj

AD disse...

relaxa Fê. Se ela se integra ao seu ambiente de boa, tá beleza. Vc se integrar ao dela? Não deve ser preocupação sua.

Mulher Asterísco disse...

Esta é a Hello que conheço!!!! Curti o status hauhauahua

#voltandoparaocps

Anônimo disse...

É ... Bem estilo "Catavento e Girassol" mas tá bom, vc está gostando e curtindo muito. Viva o hoje, o agora e quando der uma paradinha pra descansar pensa no amanhã, no se ... Mas tenta ... Abs

Autor disse...

Vou te falar que me vi no seu texto, dadas as proporções.
Meu namorado é de uma família acadêmica, ganha (absurdamente) bem e tem um estilo de vida diferente do meu, apesar de eu não ser um joão ninguém.
Meu medo, no início, era isso, como conciliar.
Agora, estamos indo morar juntos.
No final, não fez tanta diferença, mesmo porque deixamos as coisas às claras, cada um apresentando um pouco do seu mundo ao outro e descobrindo um mundo intermediário, só pros dois.
Boa sorte!