quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Ontem choveu, mas faltou água

Me faltam águas nos olhos. Tento fazer chover e elas não saem. Sim, a chuva limpa e talvez trouxessem alívio ou conforto. Choveu do lado de fora, não aqui dentro.
Ontem demorei a dormir e flashes se passaram na minha cabeça. Me critiquei por esconder alguns sentimentos. Me arrependi por ter dito certas coisas. Senti saudade de um determinado gosto e de um determinado cheiro. Um beijo e um perfume.
Pensei em me esconder em mim. Pensei que não quero ficar sozinha. Desisti de pensar em qualquer coisa.
Os conflitos são internos. Por lá e por aqui. Os meus não chegam lá. Os de lá impedem de resolver os daqui.
O relógio me informava a hora de dormir. Meus olhos não se mantinham nem abertos e nem fechados o suficiente. O ponteiro continuava a girar. Cena de filme. Trecho de poema.
Sentir falta de alguém que não faz a menor questão de saber da falta que faz é algo, realmente, desagradável. Dói, incomoda.
Mas aí vem a arte. A arte de saber transformar a dor em arte. E ainda que as minhas palavras fiquem rabiscadas em algum pedaço de papel, uma música já ajuda a associar o momento: "no breu de hoje sinto que o tempo da cura tornou a tristeza normal".
Me faltam três lágrimas pra poder respirar e seguir em frente. Espero que elas brotem logo.
h'[m]

3 comentários:

Mulher Asterísco disse...

ain

Mulher Asterísco disse...

;-)

My disse...

lindoo.. acho que a dor e o amor nos fazem virar poetas! =)